Durante o período vitorioso da última década, o Centro de Inteligência do Futebol do Corinthians, o CIFUT, ganhou destaque por conta de análises certeiras que levaram a contratações de jogadores desconhecidos e que renderam muito dentro de campo. Porém, com o passar dos anos, assim como o futebol da equipe, o departamento também passou a ter o desempenho questionado, inclusive pelo ex-
técnico
Tiago Nunes que chegou a afirmar que o CIFUT estava sucateado, causando polêmica entre a diretoria.
O CIFUT corinthiano se tornou referência com tecnologias avançadas inspiradas nas adotadas pelos clubes europeus, especialmente o Arsenal. O departamento possui duas atribuições: analisar o desempenho dos próprios atletas do clube, desde a base, até o profissional, com o objetivo de ajudar na escalação daqueles que estão melhores preparados e prevenir possíveis erros de movimentação, posicionamento e tomadas de decisão, e garimpar jogadores no mercado, através de pesquisas que podem indicar perfis de atletas que se encaixam nas necessidades do clube.
A análise de desempenho mudou muito nos últimos anos. Hoje em dia, muito do que é feito dentro do segmento está relacionado ao conceito de
Big Data, em que dispositivos conectados à internet recolhem o maior número possível de informações sobre os mais variados aspectos. Então, a função dos analistas é a de filtrar esses dados e torná-los legíveis. Um exemplo de equipamento que ajuda na coleta de Big Data é o GPS que os jogadores utilizam durante as partidas e os treinamentos. A profissão de analista de dados também se tornou mais popular, graças às facilidades de aprender o tema.
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No início deste ano, o CIFUT passou por uma grande reformulação. Fernando Lázaro, que chefiou a análise de desempenho do Timão até 2017, mas saiu para atuar na seleção brasileira e, posteriormente, no Lyon, da França, retornou ao departamento. Seu nome, que sempre se manteve com pouca evidência por conta da atuação interna, ganhou muito destaque quando ele assumiu o comando do time por duas partidas após a demissão de Vagner Mancini.
Foram duas goleadas, o que fez alguns torcedores defenderem sua efetivação. Entretanto, o próprio Lázaro fez questão de deixar claro que sua função era dentro do CIFUT. O curto período como treinador e a proximidade com Sylvinho fizeram a figura de Lázaro crescer dentro do clube. Hoje, mais do que ficar analisando os dados dentro do laboratório, ele também fica na beira do campo auxiliando o técnico.
Quando Lázaro retornou para reerguer o CIFUT, o departamento contava com cinco profissionais. Em junho deste ano, mais dois foram contratados, seguindo a promessa de reforçar a equipe de analistas. Mesmo com a proposta reestruturação, o CIFUT continua sendo alvo de críticas por parte dos torcedores. Entretanto, os próprios profissionais fazem questão de deixar claro que não são responsáveis por nenhuma decisão, mas sim pela análise técnica de dados com o objetivo de criar
parâmetros para que a direção e a comissão técnica façam suas escolhas.
Este departamento já foi bom