7/11/2021 07:52

[ANÁLISE] Para bem e para mal, vitória sobre Fortaleza tem dedo de Sylvinho

Técnico volta a fazer escolhas que não surtem efeito, mas destrava a equipe no segundo tempo, com entrada de Cantillo e volta de Renato Augusto ao meio de campo

[ANÁLISE] Para bem e para mal, vitória sobre Fortaleza tem dedo de Sylvinho
Sylvinho faz escolhas erradas, o Corinthians começa mal, mas melhora após mudanças do treinador no segundo tempo. Parece repetido... E é. Diante do Fortaleza, o Timão manteve a sina dos últimos jogos e, após 45 minutos de pouca criatividade, foi destravado depois de substituições, conseguindo no fim a importantíssima vitória por 1 a 0.



O desempenho alvinegro contra um rival direto por vaga na Libertadores teve novamente o dedo de Sylvinho - para o bem e para o mal - como já tinha sido contra Inter e Chapecoense. Da mesma forma que a estratégia adotada pelo técnico foi determinante para o primeiro tempo ruim, as substituições feitas por ele foram decisivas para o triunfo. É preciso reconhecer os méritos, mas melhor seria se tivesse acertado desde o início.


O resultado deixa o Corinthians mais perto do G-4 e dá moral antes do dificílimo duelo de quarta-feira contra o líder Atlético-MG, no Mineirão.


Além de confiança, o Corinthians precisa extrair lições da partida. Algumas das quais, inclusive, já poderiam ter sido aprendidas.


Uma delas é a de que Gabriel oferece solidez defensiva e combatividade no meio de campo, mas atrapalha a saída de bola. Em jogos fora de casa ou contra equipes de maior qualidade ofensiva, o Timão até pode pagar o preço de perder criação em troca de mais "pegada" à frente da área. Mas esse não era o caso contra a lanterna Chapecoense nem contra o desfalcado Fortaleza.


Assim como já havia feito na partida da última segunda-feira, Sylvinho levou a campo uma formação que tinha Gabriel e Du Queiroz, quando poderia ter optado por apenas um deles.


O resultado foi uma transição da defesa para o ataque de forma lenta e com muitos erros. Isso passa também pelo desempenho abaixo da média de Giuliano no primeiro tempo e da atuação apagadíssima de Gabriel Pereira.


Nesse cenário de escassez criativa, o jogador mais técnico da equipe mal pegava na bola. Escalado como referência no ataque, Renato Augusto pouco participou do primeiro tempo, tendo dado apenas 13 passes e nenhuma finalização.


É de se imaginar que Sylvinho esperasse aquilo que se viu na primeira - e melhor - chance do Corinthians na etapa inicial. Aos cinco minutos, Renato Augusto recuou para dar opção de passe, Du Queiroz se aproximou da área, e Róger Guedes saiu da ponta esquerda para o meio, finalizando com perigo.


Porém, tais movimentações foram raríssimas. O que se viu foi um time engessado e moroso.


As coisas melhoraram na volta do intervalo, com Gustavo Mosquito na vaga de Gabriel Pereira. O atacante entrou ligado, mas os problemas táticos persistiram.


A mudança de fato veio a partir dos 14 minutos, quando Cantillo entrou no lugar de Du Queiroz. O colombiano qualificou a saída de bola alvinegra, dando ótimos passes verticais e lançamentos, deixando a equipe mais dinâmica.


Ele jogou de primeiro volante, dando mais liberdade para Gabriel.


Só 15 minutos depois Sylvinho fez aquilo que parecia mais lógico e que a Fiel torcida clamava: recuou Renato Augusto e colocou Jô no ataque na vaga de Gabriel.


Com o camisa 8 na posição em que melhor joga e um centroavante capaz de fazer o pivô, reter a bola na frente e brigar com os zagueiros, o Corinthians cresceu de produção e incendiou a Arena. Os mais de 36 mil torcedores que foram a Itaquera também tiveram papel determinante na vitória.



Para a próxima rodada, Sylvinho não terá Cantillo, que estará com a seleção colombiana. Fora de casa e contra o líder, será compreensível a utilização de Gabriel e Du Queiroz novamente. Já uma eventual manutenção de Renato Augusto como falso 9 não poderá ser qualificada de outra forma que não teimosia. Escalá-lo assim é perder qualidade duplamente: no meio e no ataque.

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Antonio Saturno     

Eu aconselho o Duílio s senta no banco para observar o sylvinho, pq ele continua auxiliar dos auxiliares, não vê nada

Sebastiao Godoi     

Este Silvinho é teimoso e burro em insistir com Renato Augusto de falso centroavante está matando o cara o jo está mal mas ele sabe jogar dentro da área deixar o mosquito no banco é muita burrice o gp depois deste rolo para renovar seu contrato estava jogando bem renovaram seu contrato sumiu este Silvinho não tem visão de jogo o Renato Augusto é jogador para vim arma ás jogadas dê frente até quando ele vai com está burrice contra o atlético Mineiro se entrar com está formação e tomar gol aí já era

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