A derrota por 1 a 0 para o Sport, ontem (9), na Arena Pernambuco, pelo Campeonato Brasileiro, terminou com um período de invencibilidade do Corinthians que durava 10 partidas. Mais que isso, o Timão acabou desperdiçando a chance de voltar ao G4 da competição.
Na Live do Corinthians UOL, que acontece após os jogos do time do Parque São Jorge, os jornalistas Vitor Guedes e Ricardo Perrone analisaram o resultado negativo. Para eles, ainda falta repertório para o técnico Sylvinho possa achar soluções em duelos que estejam mais complicados.
Vitor Guedes lembrou que a passagem pelo Timão é a segunda de Sylvinho como técnico — a primeira foi no Lyon, da França, quando foi demitido após 11 jogos. Antes disso, ele havia tido experiências como auxiliar, inclusive, de Tite na seleção brasileira.
"Não tiro os elogios que mereceu, mas está aprendendo a ser técnico no Corinthians. É o cara aprender a ser piloto em um Boeing em um voo internacional, ao invés de fazer um voo teste. Ele teve 11 jogos no Lyon e caiu, foi uma tragédia. Nunca foi treinador e está aprendendo no Corinthians. O que a gente elogiou e criticou, voltou a ficar claro hoje. Ele tem só um jeito de jogar. É um cara que aposta na bola, nos jogadores de qualidade, mas não abre para marcar, ter uma alternativa. Hoje, claramente, jogando fora de casa, o Corinthians, no primeiro tempo, foi dominado. O Sport teve chances. E o Corinthians voltou para o segundo tempo como? Idêntico. Não colocou ninguém na cabeça de área para tirar espaço, não alternou, continuou apostando na mesma coisa. Ele me parece uma pessoa sem repertório", disse.
"Talvez, o Sylvinho tenha como qualidade, para não apenas cornetá-lo, o treino. Parece que o time tem tocado mais a bola, mas [o Sylvinho] tem uma dificuldade gigante de ler o jogo durante o jogo. Não sabe fazer substituição, e é lento. Aos 23 [minutos] do segundo tempo foi fazer a substituição, e o Corinthians não tinha jogado nada até então. E mexeu errado. Ele demora demais para entender o que está acontecendo e mudar. Parece uma pessoa de leitura única. Estava na cara que o Corinthians tinha perdido o meio de campo, que o Sport tinha chance com frequência, e não foi corrigido. Ele apostou que uma hora iria fazer um gol. Estava claro que o Corinthians ganharia o jogo hoje se fosse na total individualidade, não ia ser na tática e nem na estratégia. Em nenhum momento o Corinthians se preparou para mudar o jogo", completou.
Perrone concordou e lembrou que, atualmente, o elenco do Timão tem peças que podem ser exploradas para eventuais mudanças na equipe.
"Acho que o que mais incomoda é que antes não tinha como mexer. O Corinthians mal tinha 11 caras para colocar em campo para sair jogando, Hoje, ele tem o banco. Fico pensando o Duílio [Monteiro, presidente] e o Roberto [de Andrade, diretor de futebol] conversando: 'Estamos colocando o pescoço aqui no perigo para dar um time para o cara e ele não consegue fazer". Ele poderia ter mexido melhor. O Mosquito, que já estava no elenco, teria dado essa velocidade. O pessoal brinca chamando o Sylvinho de estagiário", apontou.
O colunista do UOL Esporte ponderou que, desde que Sylvinho chegou ao Corinthians, o time mostrou evolução e teve boas atuações, mas ressaltou que o treinador ainda dá os primeiros passos na carreira.
"A grande diferença que faz, quando olha e fala: "Pô, o cara é pu.. de um técnico", é que o cara que faz a leitura do jogo e, muitas vezes, sem fazer uma substituição, muda e consegue colocar o time nos trilhos. Não podemos esperar isso do Sylvinho porque ele é um treinador em início de carreira. Fico pensando se os caras podiam gastar essa grana que gastaram reforçando o time, não podiam ter trazido um treinador mais experiente. Não estou querendo desmerecer o Sylvinho, ele conseguiu evoluir, o Corinthians teve excelentes atuações com ele, mas não tem experiência e experiência não se compra na farmácia".
Perrone salienta que não se pode jogar o retrospecto do treinador no lixo por causa de derrota para o Sport, mas avisa que o comandante tem de "mostrar cardápio" e que não é "aquele cara que só sabe o arroz com feijão".
"Não trocaria o Sylvinho, não gosto de diretoria que fica trocando de técnico. Escolheu, agora vai com ele e busca ajudar o cara a evoluir. O time conseguiu vitórias com ele e não dá para jogar no lixo tudo que ele fez. Hoje, ele foi muito mal. Só acho que ele peca pela experiência. Ele provou que pode evoluir. Só que o Corinthians foi facilmente marcado pelo Sport e a tendência, quando você começa a ganhar jogos e aparecer, é todo mundo ficar de olho no seu futebol. Isso vai acontecer, e se não tiver um cardápio, variação tática, de jogada, vai ficar complicado. É a hora de mostrar que não é aquele cara que sabe fazer só o arroz com feijão", indicou.
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Infelizmente o Silvinho demora, para fazer a troca de jogadores e quando faz troca errado , colocar Luan é a mesma coisa de colocar ninguém,e o Jô muito lento muito toque de bola para trás acorda Silvinho .
Acorda diretoria se o corinthians perder do fluminense e do São Paulo de nada adiantou os reforços adeus libertadores 2022 troca de técnico enquanto ha tempo,
Gostei da definição para o aprendiz de técnico. Sujeito de leitura única. O mundo inteiro ve a mesma coisa e somente ele vê diferente. O Corinthians não pode ser treinado por um aprendiz
Eu acho que os dirigentes do Corinthians não assistem os jogos do Corinthians ou não entendem de porra nenhuma, igualmente o treinador ??????
Na verdade o time melhorou, más não em função de evolução do Silvinho e sim dos reforços que chegaram, ele deveria iniciar a carreira em um time pequeno, o Corinthians corre risco de não se classificar para libertadores.
Com certeza é de uma leitura unica. Para piorar um pouco os auxiliares sao leigos ou cegos. Por favor ajudem o Silvinho. Ele nao tem condições, mas se os auxiliares ficarem informando a leitura do jogo é bem capaz de ele melhorar. No ultimo jogo na Arena fiquei bem perto do banco do Corinthians e observei que os auxiliares só dão alguma leitura do jogo quando o Silvinho chama. Os caras precisam ser atrevidos e ficar soprando no ouvido dele.