8/9/2021 10:56

[ANÁLISE] O contraste entre as urgências do Corinthians e o tempo para fazer nascer um time novo

Foi uma noite de sentimentos conflitantes para o torcedor

[ANÁLISE] O contraste entre as urgências do Corinthians e o tempo para fazer nascer um time novo
Levando-se em conta apenas a posição na tabela e a súbita revisão de expectativas por que passou o Corinthians, o empate com o Juventude deixa um certo sabor de desapontamento. Mas também é fato que foi uma noite de sentimentos conflitantes. Há algumas semanas, Giuliano havia estreado com impacto imediato; depois veio Renato Augusto que, mesmo sem jogar muitos minutos, marcou logo em sua primeira partida. Nesta terça-feira, Róger Guedes ofereceu aos corintianos a sensação de que o aumento da qualidade técnica do elenco pode salvar pontos em partidas nas quais o time é superado.



Por outro lado, o Corinthians talvez tenha vivido, pela primeira vez de forma clara, uma espécie de contraste entre as urgências do clube e os contratempos naturais de projetos deste tipo, marcados pela reformulação do time com metade da temporada ultrapassada. Para que a conta das contratações tenha chance de fechar, é fundamental que a bola entre, que o time vença, que as premiações pela colocação no Brasileiro aumentem e que dinheiro novo seja gerado com a mobilização da torcida. No entanto, embora a capacidade dos jogadores possa produzir um conjunto harmônico rapidamente, não seria nada fora da cartilha do futebol se a melhor versão deste elenco surgisse mais adiante, talvez até na próxima temporada. Não há como subestimar o tempo no futebol.


O 1 a 1 com o Juventude, aliás, deveria ser encarado como um resultado um tanto amargo pelos gaúchos, dado o enredo do jogo. A dificuldade corintiana teve muito a ver com a ótima organização do time de Marquinhos Santos, consciente do que fazer com a bola e sem ela.


Este Corinthians não vinha sendo um time de pressão sufocante nos adversários. Resta saber, no entanto, se a nova formação, que induz a uma equipe mais técnica no meio-campo, terá efeitos na forma de se defender. O time de Sylvinho se posicionava a partir da intermediária, mas era muito pouco agressivo, a ponto de ter feito só seis desarmes nos 90 minutos. E como o Juventude não é destas equipes que se sente desconfortável com a bola, controlou a posse na primeira etapa, viu seus meias dominarem o setor e levou perigo em especial pelo lado direito, onde Paulo Henrique aproveitava o corredor deixado por Wagner, e por onde o Corinthians defendia mal.


Este Corinthians reformulado também tinha dificuldade quando pressionado em sua saída de bola. Recorreu com frequência aos passes longos em busca de Jô, tirando Giuliano e Renato Augusto do jogo. Na segunda etapa, o físico pesou e, naturalmente, o Juventude passou a defender mais atrás. Ainda assim, a criação de um Corinthians que passou a ter mais a bola foi limitada. Até Róger Guedes resgatar um ponto numa cobrança de falta.



É fato que o Corinthians conseguira um salto na tabela, uma evolução em jogo e em resultados antes mesmo de ter seus reforços totalmente integrados. No entanto, o empate desta terça-feira teve nítidos traços de um time em construção, o que é absolutamente natural. A questão é que o clube apostou alto e precisa de respostas rápidas. Só que o futebol não oferece tais garantias.

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