28/8/2021 09:45

Após cortar despesas, Corinthians contrata sem ter reduzido nada da dívida

Após cortar despesas, Corinthians contrata sem ter reduzido nada da dívida
O Corinthians investiu alto no seu time para o segundo semestre com contratações como Giuliano, Renato Augusto e Roger Guedes. As contas do clube referentes à primeira metade de 2021 mostram que houve uma redução de despesas. Ao mesmo tempo, revelam que não houve nenhuma diminuição da dívida, e que não há sobra de dinheiro.



Ou seja, o Corinthians acelerou os gastos sem ter resolvido seu problema financeiro. O clube divulgou seu balancete do primeiro semestre deste ano durante a semana. Para destrinchar os números, o blog conversou com o consultor César Grafietti. Tentamos entender se os novos investimentos cabem nas contas corintianas.

"Os números do 1º semestre parecem trazer boas notícias, mas não é bem assim. Apesar da redução de custos no futebol, o Social segue queimando caixa e o resultado positivo se deve ao fato de que receitas de TV de 2020 foram pagas em 2021. Além disso, um aspecto preocupante é a dívida, que mesmo com a melhora de resultados permaneceu praticamente estável, na casa dos R$ 934 milhões. Ou seja, mesmo com todo o esforço, a pressão dos passivos continua a mesma. Ainda há muito a fazer", contou Grafietti.

Primeiro, o clube anunciou como um feito um superávit de R$ 394 mil, isto é, praticamente empatou receitas e despesas. Isso depois de seguidos déficits nos últimos anos. Como apontou Grafietti, há uma ressalva: este resultado foi obtido em um semestre com receitas infladas de televisão. Todos os clubes receberam as premiações e cotas de pay-per-view referentes a 2020 nesta temporada por causa da mudança do calendário. O Corinthians, por exemplo, faturou R$ 145 milhões com TV no 1º semestre, quase o mesmo valor do ano inteiro de 2020: R$ 158 milhões.

Houve um aumento real da receita com patrocínio: deve gerar R$ 20 milhões a mais no ano. Sem o bônus da televisão, no entanto, o clube teria fechado no vermelho de novo. Até porque não repetiu rendas de venda de jogadores. Mas há boas notícias na redução de despesas com direitos federativos. Foram R$ 63 milhões no ano passado, e zero no 1º semestre. Esse valor tende a subir com os novos reforços que têm luvas e custos de intermediação. E, nas despesas gerais, houve queda de significativa para R$ 6,8 millhões (R$ 13,6 milhões anualizado), o que representa um quinto de 2020.

No item pessoal e serviços de terceiros, houve aumento de despesa de consideramos proporcionalmente pelo ano. Seriam R$ 20 milhões a mais do que no ano passado. Isso não significa que o clube não cortou a folha: rescisões e demissões geram gastos, é normal esse aumento. Com esse corte de custos, César Grafietti aponta que o clube saiu de uma geração de caixa negativa para R$ 57 milhões. O caixa representa o valor que sobraria para pagar dívidas ou investir. E aí está a questão: o Corinthians não pagou praticamente nada de seus débitos.

A dívida de curto prazo fechou em R$ 589 milhões. É praticamente o mesmo valor do início do ano. Em resumo, o clube tem de quitar tudo isso no prazo de um ano. A geração de caixa já não seria suficiente para isso, quanto mais com aumento de investimento no 2º semestre com contratações de jogadores caros. O perfil da dívida mudou um pouco: houve uma queda em torno de R$ 44 milhões nas pendências com elenco e agentes, isto é, direitos de imagens.

Em compensação, houve um aumento praticamente do mesmo valor em encargos e obrigações sociais. Uma das explicações mais prováveis: o Corinthians rescindiu com os atletas e os débitos passaram para suas obrigações trabalhistas em vez de salários correntes para eles. De resto, o clube teve um crescimento do endividamento bancário.

O clube tem dinheiro a receber no curto prazo: R$ 286 milhões. O Corinthians teria, portanto, de gerar R$ 300 milhões extras, fora suas despesas correntes, para quitar seus compromissos. Não houve nenhuma evolução neste item e, portanto, continuará sujeito a penhoras e reclamações dos credores. No total, a dívida líquida do clube está em R$ 934 milhões.

A dívida líquida é a soma de todo o passivo, menos o ativo circulante e depósitos judiciais. Esse valor não inclui o débito da Arena Corinthians que ultrapassa R$ 500 milhões. Atualmente, o clube não está pagando.



Em resumo, a diretoria do Corinthians conseguiu fazer uma parte da lição de casa ao reduzir parte das despesas. Poderia começar a usar o dinheiro para quitar pendências e aliviar o sufoco. Em vez disso, pegou a carteira e voltou a gastar. Terá de vender atletas em valores significativos para fechar a conta.


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Maciery Ferreira     

Parece que vemos comentários que não são de Corinthianos aqui... Sai de ré Satanás!

John Faria     

OKkia Jorabchian esta voltando...Vai tudo dar certo denovo

Carlos Andrade     

Edynaldo bobão, Guedes Tava sem jogar pq ele e vários outros estranjeiros estavam impedidos de ficar na China por causa da pandemia

Carlos Pereira     

Mas precisa de time pra ter bons patrocínios, classificar nas competições, não ser rebaixado e perder mais cotas. Deve-se buscar receitas novas e vender bem os atletas revelados no grupo. Ficar sem time tb é um erro.

Carlos Pereira     

Mas precisa de time pra ter bons patrocínios, classificar nas competições, não ser rebaixado e perder mais cotas. Deve-se buscar receitas novas e vender bem os atletas revelados no grupo. Ficar sem time tb é um erro.

Edynaldo Leite     

Me diz uma coisa se roger guedes é tão krack assim por que tava a quase 1 ano sem jogar no fortissimo e competitivo futebol chinês? Kkkkkkk

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