Há exatos dois meses Danilo Avelar ouviu do Corinthians que não atuaria mais pelo clube, após cometer um ato racista. O Timão anunciou que tomaria as medidas cabíveis para rescindir o vínculo, mas, passados 61 dias, o zagueiro segue ligado ao clube e com o futuro incerto.
Tanto em campo como fora dele, Danilo Avelar busca um recomeço. Em fase final de recuperação de um rompimento de ligamento do joelho direito, o jogador tenta também conhecer melhor a realidade brasileira e reconstruir sua imagem após a ofensa racista proferida por escrito durante uma partida do jogo CsGO.
Com expectativa de estar apto para jogar entre o fim de setembro e o começo de outubro, Danilo Avelar tem mais 16 meses de contrato com o Corinthians, até dezembro de 2022. O valor que o Timão tem a pagar a ele até o fim do vínculo é de cerca de R$ 7 milhões.
O clube não encontrou segurança jurídica para rescindir o vínculo de forma unilateral, por justa causa. Assim, busca interessados em contratar o zagueiro de 32 anos, que não atua há mais de dez meses por conta da lesão.
Enquanto isso, Avelar trabalha pela reconstrução da imagem e por uma melhora como ser humano, de acordo com pessoas de seu entorno. Há quem diga que ele resolveu "sair da bolha", "abrir os olhos" e ir para a rua entender a realidade social do Brasil. Tal postura vem sendo adotada desde o mês passado.
O zagueiro esteve na Favela do Areião, em Guaianases, e também visitará na próxima semana um time da Taça das Favelas.
Nos encontros, ele tem conversado com moradores e líderes das comunidades. Nas redes sociais, pessoas próximas ao jogador publicaram imagens de Avelar com membros da CUFA (Central Única das Favelas), em São Paulo.
O atleta, por sua vez, não se pronuncia nas redes sociais desde que emitiu um comunicado se desculpando pelo seu ato racista.
Além do auxílio de sua assessoria de imprensa, Avelar também contou com os serviços de uma empresa especializada em gerecimento de crises. Neste período, adotou postura discreta e apenas sua esposa, às vezes, publica registros do filho e do marido.
Tanto para a família quanto para o jogador, as primeiras horas e dias após o comentário racista viralizar foram "desesperadores". O pai de Avelar foi um dos que mais sofreu ao ver a imagem do filho derreter perante a opinião pública. Horas de choro, incerteza, angústia e arrependimento para o jogador.
O Corinthians, por sua vez, se manteve irredutível nos últimos dois meses. Não pretende tornar seu o problema do jogador e muito menos colocá-lo em campo novamente nas atuais circunstâncias. Apenas uma reviravolta, com a mudança de imagem de Avelar perante a opinião pública, poderia alterar o curso do afastamento. O ciclo no Timão está esgotado, segundo dirigentes do clube.
Mesmo assim, quando estiver apto a treinar sem restrições, é possível que Avelar volte a treinar com os demais jogadores, já que o clube teme ser acusado de assédio moral se colocá-lo para trabalhar em horários alternativos.
É justamente neste momento de melhora física de Danilo Avelar que o Corinthians quer negociá-lo, seja por empréstimo até o fim do vínculo, seja de maneira já definitiva. O zagueiro tem salário compatível com o de um jogador titular, fato que, mês a mês, pesa no fechamento de contas do clube.
Mais um que ja ja entra na justiça pra Recebê os direitos
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Mandem esse bosta logo embora, pé de rato que ganha muito!
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