O confronto entre Fluminense e Corinthians, hoje (27), em São Januário, coloca em lados opostos equipes que, em diversas oportunidades recentes, falaram a mesma língua no mercado da bola. Exemplos de transações recentes entre o clube das Laranjeiras e o do Parque São Jorge não faltam e, inclusive, um deles estará em campo logo mais. O duelo será às 16h (horário de Brasília).
O jogo será no estádio do Vasco porque o Maracanã, que tem gestão conjunta de Flamengo e Fluminense, está cedido à Conmebol para a disputa da Copa América. O local, inclusive, está passando por mudanças no gramado.
Como mandante, o time tricolor tenta se recuperar da derrota para o Atlético-GO, na última quarta-feira, que acabou com sua invencibilidade na competição. Já o Corinthians, busca engrenar depois de um começo cambaleante sob o comando do técnico Sylvinho.
Na história recente dos clubes, porém, nomes em comum não faltam. Atualmente, no lado do Fluminense, o meia Cazares vestia alvinegro até bem pouco tempo. Já no Timão, o zagueiro Léo Santos teve uma passagem pelas Laranjeiras que não deixou muita saudade na torcida.
Fora esses, há diversos outros exemplos. O zagueiro Henrique, os volantes Douglas e Richard, o meia Sornoza e Everaldo pegaram a ponte-aérea rumo a São Paulo. O caso mais famoso, no entanto, é do atacante Emerson Sheik que deixou o Rio de Janeiro para se tornar ídolo do Corinthians ao ser o protagonista na final da Copa Libertadores 2012.
No caminho inverso, já tiveram Júnior Dutra e Guilherme —à época estava no Bahia, mas com os direitos ligados ao Corinthians.
Negociação nos anos 1970 movimentou o Brasil
Revelado no Terrão do Parque São Jorge na segunda metade da década de 1960, o meia Roberto Rivellino foi apontado pela torcida do Corinthians como o grande culpado pela derrota na final do Campeonato Paulista de 1974 diante do rival Palmeiras. Sem clima para permanecer na capital paulista, o camisa 10 da seleção brasileira na Copa do Mundo daquele mesmo ano entrou no radar do Fluminense.
Na época, o presidente Francisco Horta viajou a São Paulo para tentar a negociação. A pedida inicial era de 8 milhões de cruzeiros, mas o cartola conseguiu um acordo por 3 milhões de cruzeiros e mais a divisão por igual da renda de duas partidas amistosas. Dali em diante, Rivellino escreveu seu nome na história do Tricolor das Laranjeiras como um dos maiores ídolos do clube.
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