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“Eu nunca vou te abandonar, porque eu te amo! ”
“Aqui tem um bando de loucos, loucos por ti Corinthians!”
Esses são apenas alguns dos inúmeros cantos da torcida do Corinthians. Conhecida pela sua devoção, a Fiel já demonstrou por inúmeras vezes o quanto é apaixonada, seja na vitória, seja na derrota. Na década passada, por exemplo: foi “fácil” torcer para o Corinthians. De 2011 a 2020, o Todo Poderoso Timão ganhou nada menos do que 10 títulos, em uma média de uma conquista por ano. É sempre bom lembrar, né?! Foram quatro Campeonatos Paulistas, três Campeonatos Brasileiros, uma Libertadores da América (invicto), um Mundial de Clubes e uma Recopa Sul-Americana.
Além disso, também conquistou o que todo torcedor sempre sonhou,
uma Arena para chamar de sua: a Neo Química Arena. Essa década, que terminou no último dia 31 de dezembro de 2020, foi, com certeza, uma década infinitamente superior à anterior, quando time chegou a ser rebaixado para a série B do Campeonato Brasileiro.
Considerada hoje uma das maiores torcidas do país, a Fiel tem motivos de sobra para comemorar, mas também já teve e com certeza ainda terá muitos motivos para sofrer. Entretanto, isso não é problema para os torcedores, que muitas vezes se autodenominam: “corintiano, maloqueiro e sofredor, graças a Deus! ”. Uma coisa é certa: seja na vitória, seja na derrota, a torcida do Corinthians sempre esteve e sempre estará junto com o time. É paixão, é DNA!
Outra coisa é fato: a torcida do Corinthians conquista novos torcedores a cada dia.
Além de torcedores que se identificam com os ídolos e com o time, existem milhões de pais,
tios e avós corintianos que buscam passar o sentimento de amor do clube aos filhos, sobrinhos
e netos. Entretanto, é preciso ter muita atenção quando tocamos nesse assunto. Afinal, existe
uma grande diferença entre o amor e o fanatismo pelo clube. Assuntos que podem parecer
sinônimos, mas que na prática, são coisas bem distintas. Vamos entender a diferença entre
eles:
Amor ao clube faz bem
Um estudo da Universidade de Coimbra identificou reações em áreas do sistema de recompensas do cérebro, associadas ao prazer e ao desejo. De acordo com os pesquisadores, a atividade nervosa identificada em torcedores que assistiam a seus times, apresentou similaridades chocantes com o mapa cerebral do amor romântico e familiar descrito em trabalhos anteriores. Ou seja, o amor por um time pode fazer muito bem para uma pessoa.
Durante um jogo de futebol, por exemplo, são ativadas regiões do cérebro onde é liberada a dopamina, que dá uma sensação de prazer e recompensa. Então está liberado torcer (muito) para o Timão! É comprovado, vai fazer bem para você!
Fanatismo: um mal que deve ser combatido
Entretanto, esse “fazer bem” para na barreira do fanatismo. Assim como no amor romântico, a paixão pelo futebol pode se tornar uma obsessão e prejudicar o comportamento das pessoas. Segundo o dicionário, fanatismo é um substantivo masculino que significa um zelo obsessivo que pode levar a extremos de intolerância.
Para o editor de artigos esportivos do Guia de Bem-Estar, Andrey Duarte, é nesse momento que se deve acender uma “luz vermelha”. Ele explica que o fanatismo é extremamente prejudicial às pessoas. “É preciso entender que temos uma diferença gritante entre amor e fanatismo por um clube. Fanatismo beira ao excesso. E o excesso, como tudo na vida, deve ser combatido. Não é difícil vermos que, muitas vezes, esse fanatismo é levado para ações como brigas de torcida, inimizades e até mortes. Além disso, também pode levar a situações extremas. Quantos casos já vimos de torcedores que gastam o dinheiro que não tem para fazer loucuras pelo time? Muitas vezes prejudicando o torcedor e a própria família”, afirma Andrey.
Ensine seu filho a torcer com respeito
Entendidos os conceitos de amor e fanatismo por um clube, devemos ensinar aos pequenos desde cedo que essa possível obsessão pelo clube, ou por qualquer outra coisa faz mal e não deve ser aderida. Lembre-se que não é a pressão ou o seu possível fanatismo que vai fazê-lo se apaixonar pelo Timão. São as histórias das vitórias impossíveis que você vai contar; são as idas ao estádio e os gritos da Fiel; são os jogos na televisão junto com os familiares; é demonstrando o seu AMOR pelo clube. Isso sim, o fará um verdadeiro corintiano.
Como vimos neste texto, amar o clube faz bem. E fazer com que o seu filho também sinta esse amor será algo indescritível. Entretanto, lembre-se que esse amor não deve nunca se transformar em obsessão.
“Pelo Corinthians, com muito amor até o fim”. Vai, Corinthians!