7/8/2020 09:43

Na base, Carlos Augusto, já foi chamado de Lugano, confira

Conheça a trajetória do jogador, que está no Timão desde a infância e cogitou largar o futebol

Aos 21 anos, Carlos Augusto vive alguns dos dias mais especiais da sua vida. Depois de nove temporadas passando por praticamente todas as categorias da base do Corinthians, ele enfim tem uma sequência como titular na equipe profissional.



E justamente em uma fase decisiva, que pode dar ao Timão o inédito tetracampeonato paulista neste sábado, às 16h30 (de Brasília), contra o Palmeiras (veja onde assistir).

As finais contra o maior rival têm um sabor ainda mais especial, pois podem marcar os últimos momentos de Carlos Augusto no clube que defende desde os 12 anos. Com passaporte europeu e propostas de clubes do Velho Continente – a principal delas do Monza, da Itália – o lateral-esquerdo já estuda o idioma italiano, de olho numa possível e cada vez mais provável transferência.

A boa fase também representa a volta por cima de um jogador que foi desacreditado. E não apenas no começo deste ano, quando nem sequer viajou para o Torneio da Flórida. Mesmo quando mais jovem, Carlos Augusto não era tão badalado. Entre 16 e 17 anos, num momento em que não estava sendo relacionado para as partidas, o lateral cogitou largar o futebol e focar nos estudos.

– Na categoria dele tinha muito jogador paparicado por todo mundo. As coisas foram afunilando, e os homens foram ficando. Quando chega no sub-20, não tem mais jogador paparicado: ou joga ou não joga – comentou o técnico Dyego Coelho, do time sub-20 do Corinthians.

– Se a gente pegar o histórico do Carlos, ele foi jogar de verdade no sub-20. Nunca era aquele cara que todo mundo apostava e tal, mas nos juniores a gente percebeu que ele realmente tinha potencial – completou.

De atacante a lateral
A relação de Carlos Augusto com o Corinthians começou ainda aos 7 anos, quando ele entrou numa escolinha oficial do clube na cidade de Campinas, onde nasceu.

A franquia era de propriedade do pai de Fabricio Oya, meia que viria a se tornar o melhor amigo de Carlos. Os dois estudaram juntos na escola e dividiram apartamento durante a adolescência.

– Como é filho de contador, o Carlos sempre foi melhor em exatas. Já eu era melhor em humanas. Nosso pais são amigos e não deixavam a gente tirar nota baixa. Então, acabava que um ajudava ao outro – recordou Oya, que ainda pertence ao Corinthians e atualmente está emprestado ao Oeste.

Com 11 para 12 anos, Carlos e Oya participaram de uma peneira no Corinthians e foram aprovados. Depois, por três anos, os pais deles se revezaram para levar os garotos de Campinas a São Paulo para treinar.

Os cabelos loiros e os olhos claros fizeram Carlos Augusto passar a ser chamado de "Lugano", em alusão ao ex-zagueiro do rival São Paulo. Este, porém, não era o único apelido na juventude, como revela Oya:

– O pessoal chamava ele de doido (risos). Porque as coisas sempre aconteciam com o Carlos. Ele caia, levava bolada... Às vezes, ia para uma dividida e só parava no alambrado. Era o jeito dele, meio maluco.
No início, Carlos Augusto era um atacante que jogava pelas pontas. Porém, com o tempo foi ficando mais claro que fazer gols não era muito a especialidade dele, e o jovem recuou no campo.

A mudança para a defesa veio no sub-15, durante a disputa de uma Copa Votorantim. O lateral-esquerdo da equipe se machucou, e o técnico Marcio Zanardi pediu para Carlos quebrar um galho na posição, já que era o único canhoto disponível.

– Ele acabou sendo o melhor do campeonato – relembrou Oya.

Além de lateral, Carlos jogou na base como zagueiro, posição na qual Tiago Nunes também chegou a testá-lo no começo desta temporada.

– Com o tempo, a gente começou a perceber que tinha uma potência na lateral esquerda. Mas, para a gente usufruir desse menino, era preciso colocá-lo em algumas posições que dessem noção de defesa para ele. Vamos jogar com três zagueiros? Aí colocávamos ele como zagueiro pelo lado esquerdo. Ele tem muita força para chegar no ataque, mas o forte que a gente via era na parte defensiva – explicou Coelho.

Na base, Carlos faturou a Taça BH sub-17 de 2015, a Copa do Brasil Sub-17 de 2016 e a Copa São Paulo de Juniores, em 2017. Como profissional, ele esteve no grupo que venceu o Paulistão de 2018, embora não tenha disputado nenhum jogo, e participou de duas partidas do título estadual no ano passado, uma delas a primeira final contra o São Paulo, no Morumbi.

Personalidade
Quase todos que convivem com Carlos no meio do futebol usam os mesmos adjetivos para se referirem a ele: focado, persistente, calmo, observador e calado.

O perfil discreto fez com que o lateral fosse escolhido pelo goleiro Cássio para dividir quarto na concentração em algumas oportunidades.

Embora solteiro, ele não é muito afeito a baladas. Quando pode, prefere sair com os amigos para restaurantes de comida japonesa.

– Ele não faz o estilo boleiro. Quando virou profissional, não saiu comprando carro importado, por exemplo. Nem tem um monte de tatuagens, como é moda entre os garotos. Ele tem apenas uma, bem discreta, que fez junto com a irmã mais velha – afirmou Rafael Brandino, empresário que gerencia a carreira de Carlos Augusto desde que ele estava na equipe sub-15.

O jogador chegou a cursar o primeiro ano da faculdade de Administração, mas acabou abandonando o curso por conta da rotina como profissional.

– Ele é de uma família muito estruturada, que sempre prezou pela educação. Para você ter uma ideia, atualmente o Carlos está estudando investimentos em bolsas de valores – contou o empresário.
Carlos também recebe elogios por sua disciplina tática e sua capacidade de leitura do jogo. A boa estatura e a força física dele também chamam a atenção há anos.



– O comportamento dele em campo nos chamava atenção, sempre muito calmo. Sem falar no biotipo. Ele era mais alto e veloz do que os garotos da idade dele – ressaltou Rodrigo Siqueira, analista de desempenho e empresário que "descobriu" Carlos na juventude.

A decisão contra o Palmeiras, neste sábado, às 16h30, será apenas o 41º jogo do lateral como profissional e, sem dúvidas, o mais importante. Depois de ser desacreditado, como foi Carlos, o Corinthians está a 90 minutos de fazer história.

Corinthians, Timão, Carlos Augusto, base





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