O Corinthians publicou nesta quinta-feira o balancete referente ao 1º semestre de 2020. Segundo os números apresentados, o Timão registrou um superávit de R$ 4,3 milhões, muito disso graças à venda de jogadores.
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A negociação de atletas aparece como principal fonte de renda no período, com arrecadação de R$ 142,244 milhões. O valor foi puxado principalmente pela saída do meia Pedrinho para o Benfica, de Portugal, por 20 milhões de euros (R$ 93 milhões, na época do fechamento da negociação em março).
A venda de jogadores correspondeu a praticamente metade da receita total do 1º semestre, que foi de R$ 281,519 milhões.
Já fontes de renda preciosas, como arrecadação com bilheteria, despencaram em razão da pandemia de COVID-19: de R$ 30,252 milhões no mesmo período em 2019 para apenas R$ 7,349 milhões agora.
Os direitos de TV, por sua vez, tiveram leve aumento: de R$ 91,871 milhões no ano passado para agora R$ 95,637 milhões em 2020.
Os patrocínios seguiram a tendência da televisão e apresentaram pequena alta: de R$ 34,157 milhões em 2019 para R$ 37,736 agora.
Ao mesmo tempo em que teve esses crescimentos de receita, o Corinthians também registrou diminuição de algumas despesas.
Com os acordos para redução salarial durante a pandemia, o Timão gastou R$ 91,7 milhões com pessoal nos primeiros seis meses de 2020. Em 2019, por sua vez, foram R$ 113 milhões no mesmo período.
O balancete ainda mostra que o endividamento líquido da equipe paulista aumentou em relação a dezembro de 2019, quando era de R$ 765 milhões.
O número atual da dívida líquida é de R$ 834 milhões, considerando critério adotado pelo próprio clube e pela consultoria Ernst & Young, que auditou os números.
Por meio de suas redes sociais, o presidente alvinegro, Andrés Sanchez, exaltou o resultado financeiro.
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O resultado foi positivo. Como falei, com algumas vendas, renegociações, sacrifícios e muito trabalho, o clube vai sair mais forte disso tudo. Mesmo com pandemia e dificuldades", escreveu, em sua conta no Twitter.
De fato, os números são bem melhores que os do balancete do 1º semestre de 2019, quando houve déficit de R$ 94,977 milhões.
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