O Corinthians fechou os primeiros seis meses de 2020 com saldo positivo em suas contas. O balanço financeiro do semestre divulgado nesta quinta-feira apresenta superávit de R$ 4,39 milhões.
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O resultado é melhor do que o projetado no orçamento do ano, que previa um déficit de R$ 12 milhões até junho, e bem superior ao obtido no mesmo período de 2019, quando houve prejuízo de R$ 94 milhões.
Porém, a dívida do Corinthians subiu 35% em relação ao fim do ano passado, saltando de R$ 665 milhões para R$ 902 milhões.
O clube atribui esse aumento do endividamento à contratação de atletas, como o meia Luan e o volante Victor Cantillo, e os problemas causados pela pandemia do novo coronavírus.
O principal motivo para o superávit foram as vendas realizadas pelo clube na temporada, que somam R$ 142 milhões (o valor inclui também valores recebidos via mecanismo de solidariedade) .
O Timão negociou André Luis, Clayson, Júnior Urso e Pedrinho, além de fatias dos direitos de Claudinho e Gustagol. Os quase R$ 9 milhões que o Athletico-PR pagará pela compra de Pedro Henrique e pelo empréstimo de Richard não entraram no balanço, já que as transferências foram fechadas em julho.
Além disso, o Timão cortou uma série de custos por conta da pandemia do novo coronavírus. Funcionários sofreram redução salarial de até 70%, ajudas de custos de atletas foram suspensas e equipes de algumas modalidades, como o basquete, foram encerradas.
Apesar do primeiro semestre no azul, a situação econômica do Corinthians ainda é complicada. O clube deve dois meses de salário ao elenco e corre para pagar dívidas ainda neste mês, como a parcela da compra de Cantillo ao Junior Barranquilla. Também segue lidando com uma série de cobranças e bloqueios judiciais.
A paralisação no futebol aumentou as dificuldades, com quedas nas receitas de Fiel Torcedor, direitos de TV e patrocinadores.
Em 2019, o Corinthians apresentou déficit de R$ 177 milhões. Segundo o Conselho Fiscal do clube, o valor é ainda maior: R$ 195,4 milhões. O órgão alega que houve omissão de cobranças judiciais nas quais não cabem mais recursos.
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O clube contrata varios jogadores para o time sub23 e sempre fica emprestando, pior ainda pagando os salários e no fim do contrato o jogador sai. Deveriam trocar o nome de sub23 para time dos empresarios.
Dívida impagável. Parabéns aos envolvidos