Após apresentarem balanço financeiro com deficitário, Corinthians e São Paulo voltaram a sofrer perdas com derrota na Justiça em ações movidas por Chicão e Paulo André, no caso do clube alvinegro, e Maicon, que acionou o Tricolor. As três ações tiveram parecer favorável para o pagamento de adicional noturno e pelos jogos aos domingos.
No podcast Posse de Bola #32, o jornalista Arnaldo Ribeiro reconhece que as ações dos jogadores ocorreram devido a acordos de outra natureza que não foram cumpridos pelos clubes, mas aponta para um precedente que pode ser aberto com a decisão judicial, que teve uma resposta do Corinthians, com pedido de não mais jogar aos domingos ou à noite.
"Esse parecer favorável ao Paulo André e ao Maicon é um precedente muito perigoso e ele soa mal. Ele é indecente, e quem não está por dentro de toda a situação, vai achar que os caras são sacanas. Porque não tem justificativa isso, e eles não estão, Paulo André, Chicão e Maicon, entre os menos favorecidos, pelo contrário, é um nicho privilegiadíssimo da sociedade brasileira, que não corresponde à maioria da classe dos atletas de futebol, pelo contrário", afirma Arnaldo.
Arnaldo aponta que, mesmo que a alegação dos jogadores fosse a de poder beneficiar companheiros de profissão que estão em pior situação, o argumento não faria sentido devido à falta de autonomia dos clubes em relação ao calendário do futebol.
"Não pega bem, não é correto, chega a ser um escárnio esse tipo de argumento. Não cabe e o clube, de novo, pode estar errado ou não, deveria ter autonomia sim, não tem autonomia sobre quando ele joga. Nem o dia nem o horário nem a semana nem o intervalo, é assim no Brasil. Então, quando você for reclamar do adicional noturno, do domingo e do feriado, vai reclamar com quem é de direito, não o clube de futebol que lhe paga o salário", completa o jornalista.
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