Alvo de foto e tapinhas nas costas. Desse jeitinho que Dadá Belmonte, 23, deixou a Arena Inamar, em Diadema, em fevereiro desse ano. Ele foi o autor de duas assistências nos dois gols da vitória de virada do Água Santa em cima do Corinthians. Algo marcante na carreira a ponto de ser “cornetado” em sua terra natal ao regressar por causa da quarentena.
“Os amigos me receberam e falaram ‘O que foi que você fez? A turma do Corinthians tá com raiva de você. ‘Cê’ acabou com eles’. Eu ia falar o que? A cidade tem muito flamenguista e corintiano, né? Mas foi bom” disse Dadá.
A cidade que ele mora fica no interior de Pernambuco, pouco mais de cinco horas de Recife, e se chama São José do Belmonte. Ele está lá há duas semanas durante a paralisação do futebol, morando com os pais e respeitando a quarentena embora ainda não tenham casos na região.
O curioso é que a partida contra o TIMÃO não o tornou mais popular. Dadá já tem seu próprio público cativo fã de sua carreira na cidade e que acompanha os passos dele pelo mundo, afinal…
“São José do Belmonte só teve dois jogadores profissionais. Eu e o atacante Jeorge Hamilton, do Motoclub. Então fica fácil para eles seguirem. A gente até tem um grupo de WhastApp que mistura a família, os amigos e sempre tem um novo entrando. Muitos elogiam, incentivam, mas existem também aqueles que gostam de dar uma criticada”, disse o jogador.
Lembranças do jogo
“O pessoal me falou que eu tinha de estar atento, que jogar com o Fagner é difícil. Ele não oscila. Ataca e defende bem. Mas eu fui bem, e o pessoal me elogiou. Disse que tava pronto para qualquer batalha depois daquela partida”, disse Dadá, para, em seguida, falar do treinador.
“O Pintado é um cara que não tem o que falar. Ele ajuda todo mundo. Quando ele chegou, o grupo virou. Ele é um paizão. Depois do jogo disse que eu fui bem demais e falou ‘Tem de continuar assim, vamos pra frente, vamos até chegar em um time grande”