A temporada de 2012 se transformou no ano mais importante da história do Corinthians com a conquista da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes. A arrancada do Timão para os títulos passou por uma vitória por 2 a 1 sobre o arquirrival Palmeiras, no Pacaembu, pelo Campeonato Paulista, no dia 25 de março.
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A equipe dirigida por Tite entrou em campo com a seguinte escalação: Julio Cesar, Edenílson, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo (Douglas); Emerson Sheik, Liedson (Elton) e Jorge Henrique (Gilsinho).
O Palmeiras de Felipão, ainda longe dos milhões em investimento no futebol, passava por momentos difíceis. Jogaram: Deola, Cicinho (Pedro Carmona), Henrique, Leandro Amaro e Juninho; Márcio Araújo, João Vitor (Artur), Marcos Assunção e Valdivia; Maikon Leite (Ricardo Bueno) e Barcos.
O rival do Timão, embora tenha sido campeão da Copa do Brasil naquele ano, caiu para a Série B do Campeonato Brasileiro pela segunda vez ao final de 2012.
Apesar da inferioridade técnica, o Palmeiras contava com uma arma poderosa: os chutes de Marcos Assunção. Aos 17 minutos, o meio-campista acertou um lindo chute de longe. A bola deu um leve desvio em Leandro Castán e entrou.
Já na mira da torcida, o goleiro Julio Cesar estava um pouco adiantado. Pouco tempo depois, após falhar nas quartas de final contra a Ponte Preta, ele perdeu a posição para Cássio, até então um goleiro quase desconhecido vindo do PSV, da Holanda.
Márcio Araújo, o "herói"
A virada do Corinthians saiu rapidamente no segundo tempo em dois lances com a participação do volante Márcio Araújo, do Palmeiras. Aos três, Jorge Henrique cobrou falta pela direita, a bola desviou em uma das mãos do meio-campista rival e sobrou para Paulinho chutar forte.
Aos seis, em nova batida pelo mesmo lado, Márcio Araújo tentou cortar o cruzamento na segunda trave, mas mandou para o próprio gol.
A vitória fez o Corinthians quebrar uma invencibilidade de 21 partidas do rival somando os jogos de 2011 e 2012. Mais do que isso: foi importante para a equipe ganhar força ainda na primeira fase da Libertadores.
Romarinho só chegaria no fim de maio para brilhar em um clássico contra o próprio Palmeiras e depois entrar para a história contra o Boca Juniors, na Bombonera.
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