Primeiro reforço do Corinthians confirmado para a próxima temporada, o atacante Júnior Dutra pode se tornar peça importante do elenco de Fábio Carille a partir de janeiro. Ele assinou contrato nesta quinta-feira e chega para ser opção no ataque, não só para a reserva de Jô.
Mas, o que esperar do novo "louco do bando"? O GloboEsporte.com mostra como Júnior Dutra pode ser aproveitado na equipe.
Contrato
Júnior Dutra assinou vínculo válido por dois anos, com 100% dos direitos econômicos para o Timão. Isso porque seu contrato com o Avaí terminaria em 31 de dezembro e ele estava livre para acertar com qualquer outro clube.
Status
Dutra chega, inicialmente, para ser reserva no setor ofensivo. Jô, Romero, Clayson, Jadson e Rodriguinho, por exemplo, estão à frente.
Como pode jogar
Júnior Dutra atua não só como centroavante, na vaga de Jô, mas também mais recuado ou aberto pelos lados. Pelo Avaí, foi utilizado de todas essas maneiras e manteve o bom nível.
– É uma característica minha, por ter velocidade e altura, posso jogar como 9 ou aberto. Comecei jogando mais no meio. Onde o Carille precisar, vou estar à disposição. Gosto de jogar perto do gol, seja aberto ou como referência – afirmou Dutra.
Pensando em 2018, o técnico Fábio Carille cogita uma mudança tática para o 4-1-4-1, deixando para trás o 4-2-3-1 utilizado em boa parte do Campeonato Brasileiro. Neste contexto, Dutra pode jogar na faixa central, ao lado de Rodriguinho ou Jadson.
Pelos lados, as chances são menores porque há jogadores mais velocistas e com maior capacidade de recomposição sem a bola, casos de Clayson e Romero. Referência, como um 9, só se Jô não estiver à disposição. O artilheiro é titular incontestável.
No clube anterior
No total, Dutra fez 16 gols e deu oito assistências em 52 jogos na temporada.
Análise de Vitor Vieira, repórter do GloboEsporte.com/SC
"Júnior Dutra começou o ano como reserva, mas não precisou de muito para assumir como principal centroavante do time – marcou no primeiro jogo que iniciou entre os 11, na terceira rodada do Catarinense. Foi um dos artilheiros do time no estadual, com seis gols, atrás apenas de Denilson – ainda deu seis assistências.
No Brasileirão, seu protagonismo aumentou. Responsável por quase um terço dos gols do time na campanha do rebaixamento, precisou se reinventar. Com a chegada de Joel, Claudinei Oliveira optou pelo camaronês como camisa 9, e Dutra relutou em voltar a atuar pela ponta, como fazia no Vasco. Mas o atacante assumiu a responsabilidade em prol do time, mesmo obrigado a ajudar a fechar o corredor na marcação.
Teve um pico de gols no início do returno, período que o Avaí esboçou uma reação, porém caiu de produção no período de especulações, voltou a ser decisivo, com dois gols contra o Cruzeiro, mas sofreu com uma lesão na coxa na reta final, atuando pouco nas rodadas derradeiras."