3/10/2017 13:53

Caronas, troféus e teste no Corinthians: a história dos inseparáveis Arana e Mantuan

Lateral-esquerdo e volante do Timão são amigos desde a infância. Ex-técnico conta curiosidades

Caronas, troféus e teste no Corinthians: a história dos inseparáveis Arana e Mantuan
Eles têm o mesmo nome, a mesma idade e praticamente a mesma trajetória no futebol. Esta, porém, não é uma história de coincidências, mas de uma amizade que já dura mais de uma década. Guilherme Arana, lateral-esquerdo do Corinthians, e Guilherme Mantuan, volante da equipe, cresceram juntos na vida e na carreira.



Lado a lado, eles passaram por diversas equipes de futsal e futebol society, conquistaram prêmios, venceram campeonatos e viveram momentos marcantes.

– A gente era muito feliz. Dá saudade da correria, de sair de um jogo e ir para outro, colocar meião dentro do carro apertado... Às vezes a gente nem comia, só queria jogar e dar risada – lembra Arana, com um sorriso no rosto.

Hoje, enquanto o lateral é um dos destaques do líder do Campeonato Brasileiro, Mantuan ainda aguarda uma oportunidade para estrear entre os profissionais. No entanto, no passado os papéis já estiveram invertidos. Foi Mantuan o primeiro a despertar a atenção do Corinthians, e graças a ele Arana foi parar no clube.

– Eu e minha família não tínhamos muito conhecimento desse meio do futebol, essas coisas de ser federado, e o Gui já sabia. Ele que me arrastou para fazer o teste – conta o camisa 13.

Nesta época, com sete para oito anos, a dupla começou no futsal do Timão. Contudo, como ainda não tinham idade para disputar os torneios da modalidade, eles foram "emprestados" para o Juventus, tradicional clube do bairro da Mooca. Meses depois, voltaram ao clube de Parque São Jorge – e nunca mais saíram.



ACIMA DA MÉDIA

Ninguém se lembra a data exata, mas a parceria entre os corintianos começou por volta de 2003, quando eles tinham seis anos. A dupla se conheceu na escolinha Greenfield, em São Bernardo do Campo (que depois passaria a se chamada Elano Center, tendo o ex-jogador do Santos como um dos sócios). Arana ganhou uma bolsa para jogar de graça, enquanto Mantuan, cuja família tinha melhores condições financeiras, pagava mensalidade.

Lá os jovens conheceram o professor Ricardo Fernandes, que os apadrinhou. Para onde o técnico ia, os garotos seguiam juntos. Disputaram campeonatos de futsal, society e campo em equipes por equipes de diferentes cidades: Mauá, São Caetano, Santo André...

Arana e Mantuan ainda eram pequeninos, mas já mostravam que eram diferentes dos demais com a bola nos pés.

– Já nos primeiros campeonatos eles formaram uma grande dupla. Eles sempre jogavam em uma categoria acima da idade deles. Quando tinham sete anos, jogavam no sub-9, por exemplo. Eu gostava mais deles no campo, apesar do rendimento alto no futsal e no society – recorda Ricardo Fernandes, que também trabalhou com Malcom, mantém amizade com os atletas até hoje e não cansa de elogiá-los:

O Mantuan tinha muita habilidade, ele era daqueles que ganhava o jogo sozinho, driblava todo mundo. Já o Arana sempre foi disciplinado, tático, não errava passes, obedecia posição e marcava forte

Chegou um momento, entretanto, que a dupla foi forçada a se separar. Destaque na base, Arana foi emprestado ao Atlético-PR e em 2014, ainda com 16 anos, foi promovido ao elenco profissional pelo técnico Mano Menezes.

– Fizemos toda a base juntos, mas quando chegou no sub-17 ele já estava muito acima, não tinha como eu acompanhar. Foi quando ele começou a deslanchar, as coisas aconteceram muito rápido na vida do Arana. Eu lembro que nós estávamos no sub-17, e eu era bem franzino, sofria para jogar com os mais velhos, enquanto o Arana desde o começo do ano já estava sobrando – conta Mantuan.

A ascensão do volante (que também pode jogar de lateral-direito) aconteceu neste ano, quando foi capitão no título da Copa São Paulo de Juniores e depois passou a treinar com a equipe principal. Para Arana, o sucesso do amigo é iminente:

– É questão de tempo. Ele sempre teve muita qualidade, jogava no meio, tinha facilidade. O pessoal viu na Copinha, quando ele se destacou bastante. O Mantuan faz as coisas certas, chega no horário, trabalha forte. Não tenho dúvidas que ele vai entrar na hora certa e vai dar conta do recado.



CARONAS
Arana é grato a Mantuan não apenas pela indicação no teste do Corinthians. Se não fossem as caronas do amigo, talvez ele tivesse tido uma trajetória diferente. Morador da Zona Leste de São Paulo, o lateral contava com a família do volante para ir a jogos e treinos, já que seu pai trabalhava como porteiro e sua mãe muitas vezes não podia levá-lo aos compromissos.

As histórias destes tempo são muitas: atrasos, apertos, riscos de acidente...

– O que de multa eles tomaram... Meu Deus do céu! – diverte-se Arana.
As dificuldades do passado também servem de motivação. Após percalços e conquistas na base, eles sonham em voltar a atuar juntos e coroar essa história com o título brasileiro, que seria o primeiro dos dois juntos como profissionais.

– Será sensacional. Quando acontecer, será o momento em que vamos lembrar de quando jogamos juntos, nas escolinhas, na base do Corinthians, os campeonatos longe de casa que fizemos...

Acho que será um momento marcante, principalmente para mim, já que não estreei – afirma Mantuan.


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