já ouviu falar de Silva Batuta? Walter Machado da Silva, hoje com 77 anos, foi goleador de Corinthians e Racing, que se enfrentam nesta quarta-feira, em Itaquera, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana.
O atacante atuou pelo Timão nos anos 60, marcou 95 gols e é o 19º maior goleador da história do clube, de acordo com o "Almanaque do Timão". Pela Academia, é até hoje o único brasileiro a ser artilheiro de uma edição do Campeonato Argentino.
– São dois times de muita camisa. O Corinthians estava em um bom momento e caiu. O Racing chegou a ter apuros antigamente, mas agora está bem. Vai ser um bom jogo para assistir. São dois times de tradição mundial. Não vou torcer para ninguém. Fui muito bem tratado nos dois times – conta Silva Batuta, que hoje mora no Rio de Janeiro e trabalha no clube social do Flamengo.
Natural de Ribeiro Preto, no interior paulista, o ex-atacante de 77 anos defendeu o Corinthians entre 1962 e 1965, época em que o Timão sofria com o Santos de Pelé. Silva teve como principais companheiros ofensivos Ney e Flavio Minuano, o nono maior artilheiro da história corintiana.
Jogar contra o Pelé era muito difícil. Por isso acabamos não ganhando títulos, mas foi muito gostoso ter jogado pelo Corinthians. Consegui fazer gols. Alguns corintianos mais velhos ainda se lembram de mim... – conta o ex-jogador, convocado para a Copa do Mundo de 1966.
"Em apenas um ano se tranformou em um jogador inesquecível. Dono de técnica requintada, deslumbrante por seus dribles e seu faro de gol". Assim Silva é descrito no site oficial do Racing, na página de ídolos do clube. Pela Academia, fez 28 partidas e marcou 18 gols, sendo 14 deles no campeonato nacional de 1969, do qual foi artilheiro.
O ex-atacante foi contratado pelo clube argentino quando já jogava pelo Flamengo, que excursionou pelo país vizinho. O Rubro-Negro ganhou da seleção argentina, com atuação destacada do brasileiro. Foi no clube carioca que, considerado o maestro do time, ganhou o apelido de Batuta, em referência à vareta com que os regentes conduzem a orquestra.
– Na Argentina, sempre fui tratado como um rei. Nunca tive problema por ser brasileiro, nada de racismo. Quando o Racing completou 100 anos, me convidaram para a festa. Fui eleito um dos 100 melhores jogadores da históra do Racing por uma revista argentina. Fico muito orgulhoso por tudo isso, porque não havia brasileiros lá naquela época, mas já tinha bastante porrada em campo – lembra.
Além de Corinthians, Flamengo e Racing, Silva Batuta chegou a disputar a temporada 1966-67 pelo Barcelona, da Espanha. Pelo Rubro-Negro, foi bicampeão carioca, em 1965 e 1970.
Marcos Luizinho SILVA FLAVIO E........... NÃO LEMBRO
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