Em comemoração aos 107 anos do Corinthians, o site oficial do clube faz uma viagem pelo tempo e relembra os primeiros passos que levaram a criação do time do povo, com a série #TimãoNoTempo. Todas as sextas-feiras, será contado um capítulo da espetacular história que existe por trás da fundação do time do Parque São Jorge e a gloriosa história dele ao longo do tempo.
Nesta sexta-feira (25), a história de dois personagens importantíssimos e essenciais para o nascimento do Corinthians: Alexandre Magnani e Miguel Bataglia.
É claro que os cinco jovens fundadores do clube (Antônio Pereira, Joaquim Ambrósio, Anselmo Correia, Carlos Silva e Raphael Perrone) foram os responsáveis por toda a ideia da formação e ideologia do clube, mas contaram com a ajuda preciosa de dois personagens que foram de extrema importância para a fundação do Corinthians Paulista.
O bairro do Bom Retiro tinha uma peculiaridade na época: as novidades e notícias dos quatro cantos da cidade chegavam ali como um relâmpago. Um dos principais pontos de encontro do bairro ficava na alfaiataria de Miguel Bataglia, um alfaiate muito conhecido e estimado no bairro. As pessoas confiavam nele. O atelier dele era um centro de reuniões onde corriam as notícias sobre tudo o que acontecia na cidade.
Assim como no “Tílburi” de Alexandre Magnani, grande amigo de Bataglia, que sempre transportava os fregueses para a alfaiataria. O ‘Tílburi’, puxado a cavalos, correspondia ao serviço de táxi atual. Alexandre era uma espécie de chofer de luxo.
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Era Magnani quem levava ao amigo Bataglia muitas novidades e rumores, entre elas, a notícia de que cinco jovens operários estavam prestes a criar um novo time varzeano. Miguel não botava muita fé, como é possível ver no diálogo que aparece no livro “Coração Corinthiano”, de Lourenço Diaféria, que carrega um dos relatos mais precisos do surgimento do Sport Club Corinthians Paulista.
[...} - Não é timinho, Miguel. Eles querem formar um clube de verdade.
- Têm sede?
- Não.
- Jogo de camisa?
- Não custa comprar!
- Têm bola?
- É o de menos.
- Têm campo?
- Estão de olho no terrenão nos fundos do Lenheiro.
- E jogador? Onde é que vão laçar jogador?
- O Botafogo tem gente boa que está enjoada de brigar em campo. A polícia já está de olho neles.
- Eu acho que esses mocinhos estão é mais procurando sarna para se coçar.
Se Alexandre Magnani era um dos principais incentivadores da fundação do novo clube, Miguel custava a acreditar no sucesso do novo time de várzea, até porque, naquela época, os times de varzeanos tinham vida efêmera.
Enquanto isso, os cinco fundadores seguiam com as reuniões sob a luz azulada de um lampião. Como visto no diálogo acima, eles precisavam convencer o Lenheiro (um sujeito que vendia lenha para os estabelecimentos e residências) a alugar um grande terreno, que cabia perfeitamente para um campo de futebol.
O aluguel na época daria em torno de 30 mil réis por mês. Um olhou para a cara do outro e pensaram a mesma coisa: “Vamos falar com o Miguel Bataglia”. Foi assim que o alfaiate estava sendo escolhido, por antecipação, para ser o futuro presidente daquele modesto time, que se tornaria um dos maiores clubes de futebol do mundo.
Em outro relato do livro de Lourenço Diaféria, é mostrado como foi a escolha de Miguel para ser o primeiro presidente do novo clube.
"O ditado diz que é conversando que a gente se entende. Antônio Pereira conversou com Alexandre Magnani, que falou com Miguel Bataglia – que a essa altura já tinha sido sondado se aceitava ser presidente do futuro “clubinho” do Bom Retiro. Miguel desconversou, disse: “Não tenho tempo, estou por aqui de encomenda de ternos, é melhor procurar outra pessoa, tal e coisa. Em todo caso, se não houver outro..”, deixou em aberto.
Foi assim que esses dois personagens, mesmo não sendo um dos cinco fundadores, foram de extrema importância para o nascimento do Corinthians. Alexandre, com entusiasmo e incentivo, e Miguel, com respeito e fidelidade.
Todas as histórias da série #TimãoNoTempo foram extraídas do livro ‘Coração Corinthiano’, do jornalista Lourenço Diaféria.
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