A crise econômica do país tem impactado o bolso do torcedor e, consequentemente, as receitas movimentadas pelo futebol brasileiro. Uma das áreas que tem sentido as consequências da baixa na economia do país é o de bilheteria e sócio-torcedor, cuja arrecadação em 2016 sofreu uma queda de 10% em relação à temporada anterior. O dado é do levantamento realizado pelo Itaú BBA com os 27 maiores clubes de futebol do Brasil.
Segundo o estudo, o valor movimentado por bilheteria e sócio-torcedor no ano passado foi de R$ 606 milhões, com os programas de sócio representando 51,4% do total. Já na temporada de 2015, a receita na área havia sido de R$ 634 milhões. Em valores nominais (que não consideram a inflação no período), essa foi a primeira queda na arrecadação dessa fonte de receita para os clubes de futebol desde 2010, quando o total atingiu R$ 304 milhões.
Segundo a instituição financeira, “num momento de recessão, há encolhimento na demanda e consequementemente no ticket médio” no Campeonato Brasileiro de 2016, que passou de R$ 39,39 em 2015 para R$ 35,41 (valores corrigidos pelo IPCA). O banco cita também como fatores para a queda na arrecadação a redução de 9% no público médio dos jogos da competição, que passou de 16.733 para 15.520 nos dois últimos anos.
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