23/10/2015 15:38
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Kalil prega a independência da Liga Sul-Minas-Rio: "Estamos libertados"
Em reunião, presidente do Flu sugere pedir que CBF anule assembleia marcada para terça-feira e marque uma nova, mas o diretor-executivo da Liga rebate: "Será 26 a 1"
Os integrantes da Liga Sul-Minas-Rio encontram-se reunidos na sede social do Cruzeiro, em Belo Horizonte. A maioria dos cartolas chegou na manhã desta sexta-feira e seguiu para conhecer a sede administrativa da Raposa, antes da fartura de carne, massa e salada no almoço oferecido por Gilvan Tavares, presidente do Cruzeiro e da Liga, na sede social. Os últimos a chegar foram os atleticanos Alexandre Kalil, diretor-executivo da Liga, e Daniel Nepomuceno, presidente do Atlético-MG. Ambos entraram em "território inimigo" por volta das 13h45, já com o almoço encerrado.
O assunto principal da reunião foi a relação com a CBF, que ficou estremecida após a mudança de posição ocorrida na segunda-feira, quando a entidade exigiu a aprovação da Liga em assembleia para aceitar o pedido de filiação. É necessária maioria simples entre as 27 federações para a aprovação, ou seja, 14 votos. Kalil chamou atenção ao chegar em um carro de luxo preto, com o teto branco, e não baixou o tom na reunião. Quando teve a palavra, logo anunciou:
– Estamos libertados. Temos apoio do Governo Federal, do Ministério do Esporte e do Superior Tribunal de Justiça Desportiva – disse Kalil aos demais dirigentes, sinalizando que não será necessário se curvar às vontades da CBF depois de ter se encontrado, na quinta-feira, em Brasília, com o ministro do Esporte, George Hilton.
Presidente do Fluminense, Peter Siemsen chegou a sugerir que o grupo emitisse uma nota oficial à imprensa e pedisse à CBF a convocação de uma nova assembleia, anulando a da próxima terça-feira.
– Não podemos ficar omissos em relação à assembleia.
O mandatário tricolor foi prontamente rebatido por Kalil.
– Será 26 a 1.
Nos bastidores, alguns dirigentes mostraram receio em relação à postura de Kalil na reunião na CBF, considerando drástica demais por conta de uma medida que não deve barrar a realização da Liga. Mas o diretor-executivo afirmou durante a semana que o resultado da assembleia "não interessa". Com apoio do governo, a realização da competição de forma independente já não é vista com muitas restrições. A bronca de Kalil com a CBF foi a exigência da aprovação, visto que a Copa Nordeste não teve de passar por esse procedimento. A justificativa da CBF é de que, no caso da Copa Nordeste, havia consenso entre clubes e federações. Na reunião que gerou o racha, na segunda-feira, Kalil já dava a aprovação do pedido de filiação como certo, esperando discutir somente detalhes jurídicos e ajustes na tabela.
Antes mesmo da reunião, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, tratou de amenizar o tom de racha que chegou a ser ventilado durante a semana. Admitiu que enxerga um certo exagero em algumas posições de Kalil, mas longe de ser suficiente para querer que o dirigente deixe o cargo de liderança na Liga. Durante a reunião na sede do Cruzeiro, pediu objetividade nas discussões, sem se opor a Kalil, e que seja divulgado assim que possível o calendário de competição.
A mudança de posição da CBF foi causada por um ofício enviado pelo presidente da Federação de Futebol do Rio (Ferj), Rubens Lopes, para Marco Polo del Nero. O documento de cinco páginas sustentava que a Liga é ilegal e só poderia ser oficializada com aprovação de uma assembleia com as federações. E Del Nero resolveu acatar o pedido, o que deixou Kalil irritado. A guerra nos bastidores se tornou intensa durante a semana. Farpas de lado a lado, rumores de racha nos bastidores sendo ventilados no anonimato e desmentidos nos gravadores.
O assunto principal da reunião foi a relação com a CBF, que ficou estremecida após a mudança de posição ocorrida na segunda-feira, quando a entidade exigiu a aprovação da Liga em assembleia para aceitar o pedido de filiação. É necessária maioria simples entre as 27 federações para a aprovação, ou seja, 14 votos. Kalil chamou atenção ao chegar em um carro de luxo preto, com o teto branco, e não baixou o tom na reunião. Quando teve a palavra, logo anunciou:
– Estamos libertados. Temos apoio do Governo Federal, do Ministério do Esporte e do Superior Tribunal de Justiça Desportiva – disse Kalil aos demais dirigentes, sinalizando que não será necessário se curvar às vontades da CBF depois de ter se encontrado, na quinta-feira, em Brasília, com o ministro do Esporte, George Hilton.
Presidente do Fluminense, Peter Siemsen chegou a sugerir que o grupo emitisse uma nota oficial à imprensa e pedisse à CBF a convocação de uma nova assembleia, anulando a da próxima terça-feira.
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Postado por
Edson Alan Melo
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3687 visitas - Fonte: Globo Esporte
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