8/10/2015 10:05
VEJA TAMBÉM
- Alerta vermelho: Corinthians precisa de 12 pontos para evitar rebaixamento
- Final em Itaquera: Corinthians em crise tem jogo decisivo contra o Mirassol
- Seedorf estreia com derrota e Corinthians vê chances de rebaixamento chegarem a 66%
Notícias mais lidas
Faz trinta anos e o Brasil já tinha medo das eliminatórias sul-americanas
Faz trinta anos.
A revista Placar chegou às bancas na terça-feira, 21 de maio, o Brasil estrearia nas eliminatórias no dia 2 de junho, menos de duas semanas depois. O título da entrevista com Evaristo de Macedo você pode ler na foto abaixo: “Até Evaristo teme um vexame histórico.'' O subtítulo, do lado esquerdo da página, conta: “Evaristo anda angustiado com a possibilidade de entrar de vez na história do futebol brasileiro como o único técnico que não conseguiu levar a seleção a disputar uma Copa do Mundo.''
É óbvio que saber que já houve o medo de não se classificar não atenua a angústica de estrear nesta quinta-feira nas Eliminatórias com receio de não chegar à Rússia. Mas é delicioso olhar para trás e perceber que não se está louco. Sim, você se lembra com razão de que havia gente, no rádio, nos jornais e nas revistas dizendo que havia o risco de não se classificar para um Mundial. O medo não é inédito e, de tão forte naquele tempo, provocou a mudança do treinador.
Evaristo pediu demissão, segundo ele, ou foi demitido, segundo os relatos da época, na semana seguinte. No dia 2 de junho, Telê Santana dirigiu a seleção brasileira que venceu a Bolívia por 2 x 0 em Santa Cruz de la Sierra. Outro sinal de que havia receio de o Brasil não se classificar para o México. A CBF mexeu os pauzinhos e, politicamente, tirou o jogo contra os bolivianos de La Paz, onde havia perdido em 1979 pela Copa América. Levou para Santa Cruz, onde não há altitude.
“Se isto não acontecer, poderemos ter dificuldade nesses dois jogos contra Bolívia e Paraguai fora do Brasil'', disse Telê Santana, também em entrevista à revista Placar, uma semana antes do depoimento de Evaristo.
A frase não se referia à mudança do local da partida, mas à chegada em bom estado físico e técnico dos brasileiros que jogavam na Itália, casos de Zico, Sócrates, Falcão, Cerezo e Júnior.
Nesse momento, Telê era comentarista do SBT, crítico da seleção de Evaristo. No dia 2 de junho, estaria no banco de reservas, conduzindo a seleção que se classificou para a Copa, vencendo em Assunção e Santa Cruz de la Sierra, empatando com o Paraguai no Maracanã e com a Bolívia no Morumbi.
Dois anos depois, a seleção levou 4 x 0 do Chile na Copa América da Argentina, razão pela qual morríamos de medo das eliminatórias para a Copa da Itália, contra Venezuela e Chile — o mesmo grupo da Copa América de 1987. E quatro anos depois, quando finalmente a seleção perdeu sua primeira partida de eliminatórias, contra a Bolívia, em La Paz, o discurso nas rádios era sobre o risco de ficar fora da Copa.
Risco sempre há, sempre houve, sempre haverá. Se jogar bem, o Brasil dilui o problema. E a grande questão da seleção que estreia hoje contra o Chile em Santiago é não estar formada e ser jovem demais. Não é a falta de talento.
O fato é que o Brasil começa as eliminatórias com um certo receio de não se classificar.
Exatamente como trinta anos atrás.
A revista Placar chegou às bancas na terça-feira, 21 de maio, o Brasil estrearia nas eliminatórias no dia 2 de junho, menos de duas semanas depois. O título da entrevista com Evaristo de Macedo você pode ler na foto abaixo: “Até Evaristo teme um vexame histórico.'' O subtítulo, do lado esquerdo da página, conta: “Evaristo anda angustiado com a possibilidade de entrar de vez na história do futebol brasileiro como o único técnico que não conseguiu levar a seleção a disputar uma Copa do Mundo.''
É óbvio que saber que já houve o medo de não se classificar não atenua a angústica de estrear nesta quinta-feira nas Eliminatórias com receio de não chegar à Rússia. Mas é delicioso olhar para trás e perceber que não se está louco. Sim, você se lembra com razão de que havia gente, no rádio, nos jornais e nas revistas dizendo que havia o risco de não se classificar para um Mundial. O medo não é inédito e, de tão forte naquele tempo, provocou a mudança do treinador.
Evaristo pediu demissão, segundo ele, ou foi demitido, segundo os relatos da época, na semana seguinte. No dia 2 de junho, Telê Santana dirigiu a seleção brasileira que venceu a Bolívia por 2 x 0 em Santa Cruz de la Sierra. Outro sinal de que havia receio de o Brasil não se classificar para o México. A CBF mexeu os pauzinhos e, politicamente, tirou o jogo contra os bolivianos de La Paz, onde havia perdido em 1979 pela Copa América. Levou para Santa Cruz, onde não há altitude.
“Se isto não acontecer, poderemos ter dificuldade nesses dois jogos contra Bolívia e Paraguai fora do Brasil'', disse Telê Santana, também em entrevista à revista Placar, uma semana antes do depoimento de Evaristo.
A frase não se referia à mudança do local da partida, mas à chegada em bom estado físico e técnico dos brasileiros que jogavam na Itália, casos de Zico, Sócrates, Falcão, Cerezo e Júnior.
Nesse momento, Telê era comentarista do SBT, crítico da seleção de Evaristo. No dia 2 de junho, estaria no banco de reservas, conduzindo a seleção que se classificou para a Copa, vencendo em Assunção e Santa Cruz de la Sierra, empatando com o Paraguai no Maracanã e com a Bolívia no Morumbi.
Dois anos depois, a seleção levou 4 x 0 do Chile na Copa América da Argentina, razão pela qual morríamos de medo das eliminatórias para a Copa da Itália, contra Venezuela e Chile — o mesmo grupo da Copa América de 1987. E quatro anos depois, quando finalmente a seleção perdeu sua primeira partida de eliminatórias, contra a Bolívia, em La Paz, o discurso nas rádios era sobre o risco de ficar fora da Copa.
Risco sempre há, sempre houve, sempre haverá. Se jogar bem, o Brasil dilui o problema. E a grande questão da seleção que estreia hoje contra o Chile em Santiago é não estar formada e ser jovem demais. Não é a falta de talento.
O fato é que o Brasil começa as eliminatórias com um certo receio de não se classificar.
Exatamente como trinta anos atrás.
VEJA TAMBÉM
- Alerta vermelho: Corinthians precisa de 12 pontos para evitar rebaixamento
- Final em Itaquera: Corinthians em crise tem jogo decisivo contra o Mirassol
- Seedorf estreia com derrota e Corinthians vê chances de rebaixamento chegarem a 66%
Postado por Marcos - 3324 visitas - Fonte: Blog do PVC
Mais notícias do Corinthians
Notícias de contratações do TimãoNotícias mais lidas
Últimas notícias
- Entenda os cálculos e o aproveitamento do Corinthians na luta contra a queda
- Corinthians nunca perdeu para o Mirassol na Neo Química Arena
- Corinthians cede joia do futsal sem custos para clube da Série D
- Conselheiro propõe força-tarefa com Andrés Sanchez para salvar o Corinthians
- Corinthians acumula 10 jogos sem vitória no Brasileirão e presidente compara com crise política
- Memphis Depay trata lesão e vira dúvida para clássico contra o São Paulo
- Democracia Corinthiana ganha série na HBO Max
- Corinthians condenado a indenizar jogador com R$ 40 mil após confusão
- Venda para o Liverpool? Corinthians pode receber R42 milhões com venda de Murillo
- Acusação de danos morais? Corinthians enfrenta condenação judicial por jovem atleta
- Corinthians enfrenta 30 ações trabalhistas ligadas aos eSports
- Corinthians enfrenta últimos 6 jogos com pressão total para escapar do rebaixamento
- Osmar Stabile nega crise no vestiário e promete pagar direitos de imagem
- Desfalque importante: Lingard é suspenso e não enfrenta o MIrassol
- Corinthians acumula R$ 2,8 milhões em processos trabalhistas relacionados a eSports
- Corinthians parabeniza Lula por reeleição presidencial
- Lula comenta fase do Corinthians em discurso pós reeleição
- Derrota do Corinthians faz risco de rebaixamento disparar para 55,7%
- Corinthians enfrenta pressão crescente e luta pela sobrevivência em jogo decisivo
- Seedorf sob pressão: mudanças defensivas custam a virada para o Vasco
- Bolada pra receber: Diniz acumula quase 12 milhões em multas após sair do Corinthians
- Luta contra o rebaixamento aumenta: Corinthians enfrenta crise profunda
- Corinthians tem 62,5% de risco de rebaixamento e seis decisões para evitar a Série B
- Seedorf tira Garro e Bidon, Corinthians leva virada em 2 minutos e afunda no Z-4
- Inacreditável: Destaque do futsal é praticamente doado para clube do Paraná









