8/10/2015 07:32
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Oito técnicos que pediram demissão para um novo desafio, desde 2010
Assim como Doriva, Argel Fucks e Eduardo Baptista fizeram este ano, outros treinadores aceitaram dirigir novos clubes mesmo estando bem empregados
Doriva comandou a Ponte em 13 jogos do Brasileiro (Foto: Carlos Velardi/ EPTV)
A dança das cadeiras no futebol brasileiro é assunto antigo. E que não sai de moda. Mas também há casos de mudanças forçadas, provocadas pela saída do próprio treinador. Como aconteceu nesta quarta-feira. Doriva, que comandava a Ponte Preta desde a 17ª rodada do Brasileirão, recebeu o convite do São Paulo para a sequência da temporada e rumou para o Tricolor paulista. O clube do Morumbi vivia uma certa crise de relação interna com o técnico Juan Carlos Osorio. O colombiano se desligou no início desta semana. Assim sendo, Doriva foi procurado e acertou a sua transferência.
Doriva já tem identificação com o São Paulo. Pelo clube, ainda como jogador, foi campeão mundial em 1993, quando o Tricolor paulista derrotou o Milan por 3 a 2, no Japão. Agora, em ascensão na carreira de treinador, ele ganha uma oportunidade ímpar. Além da grandeza são-paulina, que já fala por si só, o treinador deixa o nono colocado da Série A para comandar um time que está na quinta posição, brigando por G 4, e segue em busca do título da Copa do Brasil, já que fará uma das semifinais contra o Santos.
Outros dois casos semelhantes de mudança de ares aconteceram no Campeonato Brasileiro deste ano. Argel Fucks treinou o Figueirense até a 18ª rodada e seguiu em um estalo de dedos para o Internacional, também em um caso de alguém que passou pelo clube como atleta. Na época, a troca foi da 15ª para a 11ª colocação. E o tempo mostrou que a decisão valeu a pena. O Figueira agora figura na zona de rebaixamento, no 18º lugar. E o Inter, sob a batuta de Argel, é oitavo colocado, com boa chance de beliscar um lugar na Libertadores.

Argel fez passagem de sucesso do Figueirense para o Inter (Foto: Eduardo Deconto/GloboEsporte.com)
Mais recentemente, Eduardo Baptista decidiu descer um degrau na classificação para alçar voos maiores na curta e promissora carreira de treinador. Deixou o então décimo colocado Sport na 26ª rodada para assumir o Fluminense, time que estava na 11ª posição e com certa crise interna e ameaça de torcedores em chegadas de aeroportos. Ainda assim, a troca se justifica. Afinal, o Tricolor costuma brigar por títulos expressivos com mais frequência (recentemente ganhou o Brasileiro duas vezes) e está na semifinal da Copa do Brasil, onde vai enfrentar o Palmeiras.
Outros casos recentes de técnicos que aceitaram convites mesmo estando em um bom emprego:

Em 2014, Ney Franco deixou o Vitória após a quarta rodada do Brasileiro para aceitar um convite do Flamengo. Mas a mudança não deu muito certo para o treinador, que pouco durou no novo clube. Foram sete jogos pela Série A nessa passagem pelo Rubro-Negro, com três empates e quatro derrotas. A trajetória teve início numa derrota por 2 a 0 para o São Paulo, no Maracanã. E se encerrou após a goleada de 4 a 0 do Internacional, em Porto Alegre. Num toque de ironia, Ney Franco voltou ao Vitória 40 dias depois de deixar o Rubro-Negro carioca e caiu para a Série B com um clube baiano.

Um ano antes, Paulo Autuori tinha cargo estável no Vasco, mas decidiu rumar para o São Paulo já que o Cruz-Maltino não vivia momento de saúde financeira, independentemente da grandeza dos clubes. A mudança causou ira na torcida vascaína, que torcer contra o antigo treinador no novo desafio. E realmente Autuori não durou muito no Tricolor paulista. Ficou lá por 12 jogos do Brasileirão e obteve duas vitórias, quatro empates e seis derrotas. Foi demitido após a 19ª rodada, deixando o São Paulo na zona de rebaixamento, na 18ª posição. No fim das contas, os paulistas se salvaram. O Vasco caiu para a Série B.

Apesar de mudar de patamar em relação a tamanho de clube, Gilson Kleina deixou a Ponte Preta para assumir o Palmeiras em um desafio mais do que arriscado. A Macaca estava no 11º lugar. O Palmeiras, por sua vez, amargava a penúltima colocação. Kleina teve 13 jogos para tentar salvar o time no Brasileirão, mas não logrou êxito. Teve retrospecto de quatro triunfos, dois empates e sete derrotas e só conseguiu avançar uma casa na tabela de classificação. Ou seja, o Verdão foi rebaixado naquele ano.

Em alta no Bahia desde setembro de 2011, Joel Santana decidiu por deixar o clube baiano seis meses depois quando foi contactado pelo Flamengo, clube com peso e visibilidade bem maiores. Ao contrário de outras temporadas, a passagem pela Gávea desta vez foi decepcionante. O treinador não conseguiu fazer o Rubro-Negro avançar às oitavas de final da Taça Libertadores e ficou fora das finais dos dois turnos do estadual. Com isso, o Fla ficou mais de um mês sem atuar até que o Brasileirão iniciasse. Foi demitido após 11 rodadas do campeonato nacional, com o Flamengo na décima colocação. Voltou ao Bahia nove meses depois em passagem que durou pouco mais de 30 dias.

Na parada para a Copa do Mundo de 2010, o Campeonato Brasileiro e a Taça Libertadores foram paralisados. Celso Roth comandava o Vasco na ocasião e figurava na crítica 19ª colocação após sete rodadas da competição nacional. Mesmo assim, a sua demissão não era ventilada. Mesmo assim Roth saiu da Colina. Tudo porque o Internacional, classificado para a semifinal continental, fez um convite logo que demitiu o uruguaio Jorge Fossati. Seduzido pela possibilidade de uma conquista grandiosa, o treinador vestiu Colorado e teve sucesso em seus planos iniciais. Despachou o São Paulo na semifinal e superou o Chivas-MEX na decisão. O maior título da carreira do treinador, que nem Brasileiro e Copa do Brasil tem no currículo. No fim do ano, o Internacional foi surpreendido pelo Mazembe, do Congo, e caiu na semifinal do Mundial. Este vencido pela Internazionale-ITA.
A dança das cadeiras no futebol brasileiro é assunto antigo. E que não sai de moda. Mas também há casos de mudanças forçadas, provocadas pela saída do próprio treinador. Como aconteceu nesta quarta-feira. Doriva, que comandava a Ponte Preta desde a 17ª rodada do Brasileirão, recebeu o convite do São Paulo para a sequência da temporada e rumou para o Tricolor paulista. O clube do Morumbi vivia uma certa crise de relação interna com o técnico Juan Carlos Osorio. O colombiano se desligou no início desta semana. Assim sendo, Doriva foi procurado e acertou a sua transferência.
Doriva já tem identificação com o São Paulo. Pelo clube, ainda como jogador, foi campeão mundial em 1993, quando o Tricolor paulista derrotou o Milan por 3 a 2, no Japão. Agora, em ascensão na carreira de treinador, ele ganha uma oportunidade ímpar. Além da grandeza são-paulina, que já fala por si só, o treinador deixa o nono colocado da Série A para comandar um time que está na quinta posição, brigando por G 4, e segue em busca do título da Copa do Brasil, já que fará uma das semifinais contra o Santos.
Outros dois casos semelhantes de mudança de ares aconteceram no Campeonato Brasileiro deste ano. Argel Fucks treinou o Figueirense até a 18ª rodada e seguiu em um estalo de dedos para o Internacional, também em um caso de alguém que passou pelo clube como atleta. Na época, a troca foi da 15ª para a 11ª colocação. E o tempo mostrou que a decisão valeu a pena. O Figueira agora figura na zona de rebaixamento, no 18º lugar. E o Inter, sob a batuta de Argel, é oitavo colocado, com boa chance de beliscar um lugar na Libertadores.

Argel fez passagem de sucesso do Figueirense para o Inter (Foto: Eduardo Deconto/GloboEsporte.com)
Mais recentemente, Eduardo Baptista decidiu descer um degrau na classificação para alçar voos maiores na curta e promissora carreira de treinador. Deixou o então décimo colocado Sport na 26ª rodada para assumir o Fluminense, time que estava na 11ª posição e com certa crise interna e ameaça de torcedores em chegadas de aeroportos. Ainda assim, a troca se justifica. Afinal, o Tricolor costuma brigar por títulos expressivos com mais frequência (recentemente ganhou o Brasileiro duas vezes) e está na semifinal da Copa do Brasil, onde vai enfrentar o Palmeiras.
Outros casos recentes de técnicos que aceitaram convites mesmo estando em um bom emprego:

Em 2014, Ney Franco deixou o Vitória após a quarta rodada do Brasileiro para aceitar um convite do Flamengo. Mas a mudança não deu muito certo para o treinador, que pouco durou no novo clube. Foram sete jogos pela Série A nessa passagem pelo Rubro-Negro, com três empates e quatro derrotas. A trajetória teve início numa derrota por 2 a 0 para o São Paulo, no Maracanã. E se encerrou após a goleada de 4 a 0 do Internacional, em Porto Alegre. Num toque de ironia, Ney Franco voltou ao Vitória 40 dias depois de deixar o Rubro-Negro carioca e caiu para a Série B com um clube baiano.

Um ano antes, Paulo Autuori tinha cargo estável no Vasco, mas decidiu rumar para o São Paulo já que o Cruz-Maltino não vivia momento de saúde financeira, independentemente da grandeza dos clubes. A mudança causou ira na torcida vascaína, que torcer contra o antigo treinador no novo desafio. E realmente Autuori não durou muito no Tricolor paulista. Ficou lá por 12 jogos do Brasileirão e obteve duas vitórias, quatro empates e seis derrotas. Foi demitido após a 19ª rodada, deixando o São Paulo na zona de rebaixamento, na 18ª posição. No fim das contas, os paulistas se salvaram. O Vasco caiu para a Série B.

Apesar de mudar de patamar em relação a tamanho de clube, Gilson Kleina deixou a Ponte Preta para assumir o Palmeiras em um desafio mais do que arriscado. A Macaca estava no 11º lugar. O Palmeiras, por sua vez, amargava a penúltima colocação. Kleina teve 13 jogos para tentar salvar o time no Brasileirão, mas não logrou êxito. Teve retrospecto de quatro triunfos, dois empates e sete derrotas e só conseguiu avançar uma casa na tabela de classificação. Ou seja, o Verdão foi rebaixado naquele ano.

Em alta no Bahia desde setembro de 2011, Joel Santana decidiu por deixar o clube baiano seis meses depois quando foi contactado pelo Flamengo, clube com peso e visibilidade bem maiores. Ao contrário de outras temporadas, a passagem pela Gávea desta vez foi decepcionante. O treinador não conseguiu fazer o Rubro-Negro avançar às oitavas de final da Taça Libertadores e ficou fora das finais dos dois turnos do estadual. Com isso, o Fla ficou mais de um mês sem atuar até que o Brasileirão iniciasse. Foi demitido após 11 rodadas do campeonato nacional, com o Flamengo na décima colocação. Voltou ao Bahia nove meses depois em passagem que durou pouco mais de 30 dias.

Na parada para a Copa do Mundo de 2010, o Campeonato Brasileiro e a Taça Libertadores foram paralisados. Celso Roth comandava o Vasco na ocasião e figurava na crítica 19ª colocação após sete rodadas da competição nacional. Mesmo assim, a sua demissão não era ventilada. Mesmo assim Roth saiu da Colina. Tudo porque o Internacional, classificado para a semifinal continental, fez um convite logo que demitiu o uruguaio Jorge Fossati. Seduzido pela possibilidade de uma conquista grandiosa, o treinador vestiu Colorado e teve sucesso em seus planos iniciais. Despachou o São Paulo na semifinal e superou o Chivas-MEX na decisão. O maior título da carreira do treinador, que nem Brasileiro e Copa do Brasil tem no currículo. No fim do ano, o Internacional foi surpreendido pelo Mazembe, do Congo, e caiu na semifinal do Mundial. Este vencido pela Internazionale-ITA.
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Postado por Marcos - 3456 visitas - Fonte: Globoesporte.com
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