4/10/2015 20:00
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Tite valoriza empate e explica vibração contra a Ponte Preta: Dérbi é difícil
Com passado no Guarani, técnico é hostilizado pela torcida adversária em Campinas. Resultado do Corinthians, pelo contexto, agrada ao clube na luta pelo título
Hostilizado pela torcida da Ponte Preta desde o momento em que entrou no gramado do Moisés Lucarelli neste domingo, o técnico Tite valorizou o empate do Corinthians com a Macaca por 2 a 2, que deixou o Timão com cinco pontos de vantagem na liderança do Campeonato Brasileiro. A pressão da torcida e a qualidade do adversário dão base para o argumento do técnico.
O Corinthians tomou a virada no segundo tempo, e Tite passou a ser ainda mais pressionado pelos torcedores rivais. O gol de Rodriguinho, aos 39 minutos do segundo tempo, fez o técnico devolver as provocações: com uma das mãos no ouvido, voltou-se à torcida da Ponte. Ele tem um passado como jogador no Guarani, principal rival da Macaca.
– Tenho uma identificação bugrina, sou formado na PUC de Campinas, o Dérbi é difícil. Na hora do gol, também tenho meu lado humano. Deixe-me também colocar a mão no ouvido e dizer que empatei – brincou o técnico, que deu "tchau" em direção às arquibancadas do estádio ponte-pretano após o apito final, enquanto caminhava para o vestiário corintiano.
O resultado, somado à vitória do Atlético-MG sobre o Coritiba, diminuiu a vantagem do Corinthians na ponta da tabela – são 61 pontos, contra 56 do adversário. Tite, porém, preferiu enaltecer os pontos positivos: o time empatou fora de casa, com desfalques, num estádio em que outros grandes já perderam pontos no Brasileirão.
CONFIRA A TABELA E OS PRÓXIMOS JOGOS DO BRASILEIRÃO
– Não quero pensar na caixinha, no jogo, quero contextualizar. Uma equipe que passa pelas dificuldades por que passamos é digna de elogios. Sem os laterais, às vezes com algum improviso, tirando Elias e colocando um jogador mais de armação (Rodriguinho). Manter um desempenho, uma regularidade e essa distância? Digno de elogios – disse Tite.
O Corinthians terá dez dias livres até o jogo contra o Goiás, dia 15 de outubro, na arena. O elenco folga por dois dias e volta a trabalhar na quarta-feira.
Confira outros trechos entrevista do treinador corintiano:
Análise do jogo
– Fizemos um grande primeiro tempo. Um jogo nervoso. Tivemos a grande chance do jogo no segundo tempo, uma grande jogada pela direita e a infelicidade do Felipe. A Ponte cresceu depois do primeiro gol, não absorvemos o segundo e só retomamos o ritmo nos 15 minutos finais.
Queria a parada de dez dias?
– Não sei, e me fiz essa pergunta. Mas minha resposta interior é seguir no ritmo. Mas não será assim. Então vamos procurar recuperar quem está machucado, treinar com quem está aqui e torcer para os outros não se machucarem (risos).
Mais sobre a parada
– Eu preferia continuar. Você pega o ritmo, o Arana está voltando e teria condições para jogar quarta-feira, o Cristian... Teríamos mais peças. Mas temos de merecer o título, ser mais competente, jogar mais bola, fazer mais gols. Temos de administrar a pressão. Hoje, Atlético e Corinthians estão fazendo campanhas extraordinárias, se tivesse duas taças, poderia dar para os dois. Mas só um vai chegar.
Contas para o título
– Nunca coloquei uma pontuação exata, mas 75 pontos é uma das possibilidades. Não coloco número fixo, fico monitorando a cada rodada para fazer a projeção. O aproveitamento tem de ser de 66% a 70%, mas ficamos monitorando rodada a rodada. Não adianta só vencer jogos em casa, tem de sair para tentar vencer também e manter padrão. Tem de absorver quando se toma um gol como foi hoje. Calma. Fica com a bola e joga até pegar confiança de novo.
Preocupação com queda de ritmo na reta final?
– Quando fomos para o Mundial, os treinamentos eram fortes. Não adianta tirar o pé da dividida no treino. Compete de forma leal. Vamos ter de saber dosar isso nesse período, e saber de alguma forma como manter o ritmo no treinamento.
O Corinthians tomou a virada no segundo tempo, e Tite passou a ser ainda mais pressionado pelos torcedores rivais. O gol de Rodriguinho, aos 39 minutos do segundo tempo, fez o técnico devolver as provocações: com uma das mãos no ouvido, voltou-se à torcida da Ponte. Ele tem um passado como jogador no Guarani, principal rival da Macaca.
– Tenho uma identificação bugrina, sou formado na PUC de Campinas, o Dérbi é difícil. Na hora do gol, também tenho meu lado humano. Deixe-me também colocar a mão no ouvido e dizer que empatei – brincou o técnico, que deu "tchau" em direção às arquibancadas do estádio ponte-pretano após o apito final, enquanto caminhava para o vestiário corintiano.
O resultado, somado à vitória do Atlético-MG sobre o Coritiba, diminuiu a vantagem do Corinthians na ponta da tabela – são 61 pontos, contra 56 do adversário. Tite, porém, preferiu enaltecer os pontos positivos: o time empatou fora de casa, com desfalques, num estádio em que outros grandes já perderam pontos no Brasileirão.
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Queria a parada de dez dias?
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Contas para o título
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Preocupação com queda de ritmo na reta final?
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Postado por
Edson Alan Melo
-
3513 visitas - Fonte: Globo Esporte
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