3/10/2015 15:48
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Comentarista cego realiza sonho e vira exemplo de dedicação em rádio
Felipe Diogo nasceu com deficiência visual, mas nunca abandonou desejo de ser jornalista. Hoje, conta com a ajuda do narrador para comentar jogos do São Bernardo
O sonho de ser comentarista de futebol superou qualquer limitação de Felipe Diogo. O jornalista, deficiente visual, virou exemplo em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, onde obteve formação e passou a trabalhar numa rádio da cidade.
Felipe Diogo nasceu cego e teve o rádio como grande amigo para se informar e acompanhar partidas de futebol. Desde criança, nutriu o sonho de trabalhar na área. A desenvoltura para falar sobre aquilo que está acontecendo em campo impressionou logo de cara.
– Não tem como negar que quando você vê um cego comentando, a pessoa pergunta se é verdade. Tudo que é novo, espanta. Já teve casos de gente que perguntou se sou cego mesmo. É normal – disse Felipe.
O garoto colocou na cabeça que gostaria de seguir carreira no rádio. Fez faculdade de jornalismo. E viu sua vida mudar quando conheceu Antônio Silva, o Tonhão, diretor da Rádio Paraty. Felipe Diogo agarrou a chance.
Tudo que é novo, espanta. Já teve casos de gente que perguntou se sou cego mesmo
Felipe Diogo, comentarista
– Quando eu trouxe o Felipe para a equipe esportiva, comentei com os demais colegas que não era para ninguém tratá-lo como deficiente, mas sim como uma pessoa normal – disse Tonhão.
Ao lado dos narradores da rádio, Felipe comenta os jogos do São Bernardo na Copa Paulista, competição disputada no segundo semestre pelos clubes do estado. Atento a todos os detalhes da narração, ele desenvolve seus pontos de vista a partir do colega que está ao lado.
– Meus olhos são a voz do locutor. Tenho de prestar atenção em todos os momentos, em tudo o que ele está falando – explicou.
Depois da consolidação na rádio, Felipe quer ser exemplo para outros deficientes. Se depender do que já alcançou na carreira, certamente vai servir de inspiração para novos bons exemplos na profissão.
– É uma felicidade saber que você está tendo a oportunidade de fazer o que gosta, de estar à frente de um microfone. Se eu consegui, acho que outras pessoas também podem conseguir. Você quer? Lute pelos seus objetivos – receitou Felipe Diogo.
Felipe Diogo nasceu cego e teve o rádio como grande amigo para se informar e acompanhar partidas de futebol. Desde criança, nutriu o sonho de trabalhar na área. A desenvoltura para falar sobre aquilo que está acontecendo em campo impressionou logo de cara.
– Não tem como negar que quando você vê um cego comentando, a pessoa pergunta se é verdade. Tudo que é novo, espanta. Já teve casos de gente que perguntou se sou cego mesmo. É normal – disse Felipe.
O garoto colocou na cabeça que gostaria de seguir carreira no rádio. Fez faculdade de jornalismo. E viu sua vida mudar quando conheceu Antônio Silva, o Tonhão, diretor da Rádio Paraty. Felipe Diogo agarrou a chance.
Tudo que é novo, espanta. Já teve casos de gente que perguntou se sou cego mesmo
Felipe Diogo, comentarista
– Quando eu trouxe o Felipe para a equipe esportiva, comentei com os demais colegas que não era para ninguém tratá-lo como deficiente, mas sim como uma pessoa normal – disse Tonhão.
Ao lado dos narradores da rádio, Felipe comenta os jogos do São Bernardo na Copa Paulista, competição disputada no segundo semestre pelos clubes do estado. Atento a todos os detalhes da narração, ele desenvolve seus pontos de vista a partir do colega que está ao lado.
– Meus olhos são a voz do locutor. Tenho de prestar atenção em todos os momentos, em tudo o que ele está falando – explicou.
Depois da consolidação na rádio, Felipe quer ser exemplo para outros deficientes. Se depender do que já alcançou na carreira, certamente vai servir de inspiração para novos bons exemplos na profissão.
– É uma felicidade saber que você está tendo a oportunidade de fazer o que gosta, de estar à frente de um microfone. Se eu consegui, acho que outras pessoas também podem conseguir. Você quer? Lute pelos seus objetivos – receitou Felipe Diogo.
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Postado por
Edson Alan Melo
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3600 visitas - Fonte: Globo Esporte
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