1/10/2015 08:13
VEJA TAMBÉM
- Fugiu? Depay sente a pressão e sai de cena em momento crítico do Corinthians
- Saída milionária! Corinthians define acordo de 4,8 milhões após saída de Diniz
- Pressão da Gaviões faz Corinthians enfrentar dilemas com Depay e futuro de Seedorf
Notícias mais lidas
Arquiteto da Arena diz que obras incompletas impedem novas receitas
Para Aníbal Coutinho, estádio do Corinthians ainda não consegue ser explorado na plenitude; Odebrecht deixa local com R$ 200 milhões em itens não cumpridos
Relatório aponta obras previstas no projeto que ainda não foram concluídas pela Odebrecht
As obras incompletas da Arena Corinthians implicam em restrição de faturamento ao clube e ao fundo criado para gerir as receitas do estádio, segundo o arquiteto Aníbal Coutinho, que projetou o local e tem a responsabilidade de acompanhar o andamento da construção.
A Odebrecht deixou o lugar com cerca de R$ 200 milhões em obras inacabadas – quase 20% do valor do contrato, de R$ 985 milhões. O custo total do estádio já chega a R$ 1,2 bilhão com o acréscimo de juros. A empresa anunciou o fim de seus trabalhos na última quarta-feira, o que surpreendeu dirigentes alvinegros, que esperam a saída para o dia 16 de outubro.
De acordo com Coutinho, o estágio atual da Arena impossibilita que o Corinthians tenha condições de explorar a capacidade máxima do lugar para vender propriedades. Inacabada e com o "aspecto hospitalar" no setor Oeste, como dirigentes descrevem a área nobre do estádio, a casa alvinegra não atrai investidores.
O plano de venda do naming rights, que na concepção do projeto seria suficiente para financiar até R$ 400 milhões do estádio, ainda não foi cumprido. Os camarotes também geram dor de cabeça nos administradores, que veem os espaços subutilizados.
– Aquilo não é um estádio, é uma arena multiuso. O Corinthians ganha (dinheiro) colocando gente ali 365 dias por ano. (Os atrasos) só acentuam o descrédito. Nada é feito por completo, tudo é incompleto – diz o arquiteto.
Toda a área ao redor do estádio está longe de replicar o projeto original. Em vez de calçamento, árvores e espelhos d'água, o que se vê é puro asfalto, que se confunde com os estacionamentos externo.
– Esse é o local onde as empresas parceiras ativam seus produtos, onde fazem promoções pré e pós-jogo. Mas elas não podem entrar lá naquele com aquele cimentão, cheio de material de construção – diz Coutinho.
Segundo relatório de acompanhamento das obras, ainda há na Arena estruturas temporárias colocadas para a Copa do Mundo de 2014. O enorme telão do setor leste, danificado durante acidente com um guindaste em 2013, ainda não foi consertado.
– (O estádio) perde valor. Há a incerteza de que aquilo ficará pronto – afirma Coutinho.
Com a saída da Odebrecht, o Corinthians agora fará uma auditoria para checar quais itens do contrato não foram cumpridos.
Questionada pela reportagem na véspera do fim das obras, a empreiteira respondeu via assessoria que "os serviços atuais faltantes não implicam na impossibilidade ou restrição de uso da Arena" e que "todo o escopo e etapas da obra foram estabelecidos de comum acordo com nosso único cliente neste contrato, o Sport Club Corinthians Paulista, de forma que não reconhecemos declarações de outras fontes".
Já o clube informou, também em nota oficial, que "possui contrato, desde dezembro de 2011, com as empresas de Arquitetura CDC e DDG (os escritórios de Coutinho), que inclui em seu objeto o acompanhamento do cumprimento do Projeto Arquitetônico da Arena Corinthians até a entrega e aceitação do CAF (Certificado de Aceitação Final) da obra" e que está "prestes a contratar empresa(s)
especializadas(s) para a verificação do efetivo cumprimento do Contrato de Construção, no que se refere às demais áreas da obra".
O Corinthians decidirá os próximos passos após avaliação. Por ora, o tom dos dirigentes é amigável. O clube fala até em retirar do projeto as áreas não concluídas para que o valor total da obra seja reduzido. Outra alternativa seria criar um cronograma para que a construtora finalizasse futuramente o que faltou. Não está descartada uma disputa judicial.
As obras incompletas da Arena Corinthians implicam em restrição de faturamento ao clube e ao fundo criado para gerir as receitas do estádio, segundo o arquiteto Aníbal Coutinho, que projetou o local e tem a responsabilidade de acompanhar o andamento da construção.
A Odebrecht deixou o lugar com cerca de R$ 200 milhões em obras inacabadas – quase 20% do valor do contrato, de R$ 985 milhões. O custo total do estádio já chega a R$ 1,2 bilhão com o acréscimo de juros. A empresa anunciou o fim de seus trabalhos na última quarta-feira, o que surpreendeu dirigentes alvinegros, que esperam a saída para o dia 16 de outubro.
De acordo com Coutinho, o estágio atual da Arena impossibilita que o Corinthians tenha condições de explorar a capacidade máxima do lugar para vender propriedades. Inacabada e com o "aspecto hospitalar" no setor Oeste, como dirigentes descrevem a área nobre do estádio, a casa alvinegra não atrai investidores.
O plano de venda do naming rights, que na concepção do projeto seria suficiente para financiar até R$ 400 milhões do estádio, ainda não foi cumprido. Os camarotes também geram dor de cabeça nos administradores, que veem os espaços subutilizados.
– Aquilo não é um estádio, é uma arena multiuso. O Corinthians ganha (dinheiro) colocando gente ali 365 dias por ano. (Os atrasos) só acentuam o descrédito. Nada é feito por completo, tudo é incompleto – diz o arquiteto.
Toda a área ao redor do estádio está longe de replicar o projeto original. Em vez de calçamento, árvores e espelhos d'água, o que se vê é puro asfalto, que se confunde com os estacionamentos externo.
– Esse é o local onde as empresas parceiras ativam seus produtos, onde fazem promoções pré e pós-jogo. Mas elas não podem entrar lá naquele com aquele cimentão, cheio de material de construção – diz Coutinho.
Segundo relatório de acompanhamento das obras, ainda há na Arena estruturas temporárias colocadas para a Copa do Mundo de 2014. O enorme telão do setor leste, danificado durante acidente com um guindaste em 2013, ainda não foi consertado.
– (O estádio) perde valor. Há a incerteza de que aquilo ficará pronto – afirma Coutinho.
Com a saída da Odebrecht, o Corinthians agora fará uma auditoria para checar quais itens do contrato não foram cumpridos.
Questionada pela reportagem na véspera do fim das obras, a empreiteira respondeu via assessoria que "os serviços atuais faltantes não implicam na impossibilidade ou restrição de uso da Arena" e que "todo o escopo e etapas da obra foram estabelecidos de comum acordo com nosso único cliente neste contrato, o Sport Club Corinthians Paulista, de forma que não reconhecemos declarações de outras fontes".
Já o clube informou, também em nota oficial, que "possui contrato, desde dezembro de 2011, com as empresas de Arquitetura CDC e DDG (os escritórios de Coutinho), que inclui em seu objeto o acompanhamento do cumprimento do Projeto Arquitetônico da Arena Corinthians até a entrega e aceitação do CAF (Certificado de Aceitação Final) da obra" e que está "prestes a contratar empresa(s)
especializadas(s) para a verificação do efetivo cumprimento do Contrato de Construção, no que se refere às demais áreas da obra".
O Corinthians decidirá os próximos passos após avaliação. Por ora, o tom dos dirigentes é amigável. O clube fala até em retirar do projeto as áreas não concluídas para que o valor total da obra seja reduzido. Outra alternativa seria criar um cronograma para que a construtora finalizasse futuramente o que faltou. Não está descartada uma disputa judicial.
VEJA TAMBÉM
- Fugiu? Depay sente a pressão e sai de cena em momento crítico do Corinthians
- Saída milionária! Corinthians define acordo de 4,8 milhões após saída de Diniz
- Pressão da Gaviões faz Corinthians enfrentar dilemas com Depay e futuro de Seedorf
Postado por Willian - 74505 visitas - Fonte: Globo Esporte !
Mais notícias do Corinthians
Notícias de contratações do TimãoNotícias mais lidas
Últimas notícias
- Desfalque de peso: Memphis Depay sofre lesão e não joga contra o Vasco
- Crise no Corinthians: Entenda os bastidores do pior momento do clube desde 2007
- Corinthians enfrenta riscos por atrasar salário
- Memphis Depay se torna alvo de críticas em meio à luta contra o rebaixamento
- Julio Cesar assume cargo no Corinthians e promete estabilidade em tempo apertado
- Clarence Seedorf enfrenta impasse administrativo e pode ficar de fora do próximo jogo
- Corinthians sem Memphis e com desfalques preocupantes enfrenta Vasco
- Corinthians despacha Santa Fe e conquista liderança na Libertadores Feminina com 5 a 1
- Pressão sobre Depay e Garro aumenta com saída de Marcelo Paz no Corinthians
- Lesão de Gabriel Paulista intensifica crise no Corinthians e expõe fragilidade
- Pagando a dívida: Corinthians paga débitos com a União, mas mantém dívida de 19 milhões
- Polêmica com a treinadora do Timão: confronto entre Emily Lima e jornalista levanta debate
- Julio Cesar assume novo cargo no Corinthians após saída de Marcelo Paz
- Luxemburgo de volta? Ex-técnico aceita comandar o Corinthians para evitar o rebaixamento
- Júlio Cesar assume dupla função no Corinthians após demissão de Paz
- Sob pressão e com salários atrasados, Corinthians se prepara para o Vasco
- Três meses de imagem atrasada abrem brecha para rescisão de contratos no Corinthians
- Crise financeira: Corinthians atrasa três meses de direito de imagem e tem déficit astronômico
- Saída explicada: Saiba os motivos da demissão de Marcelo Paz
- Corinthians enfrenta 12 dias cruciais para escapar do rebaixamento
- Marcelo Paz é demitido após gerar descontentamento no elenco
- Ídolo do Corinthians deve assumir como diretor de futebol
- Fim da linha: Marcelo Paz rescinde contrao com o Corinthians
- Atraso de R$ 30 milhões em direitos de imagem gera tensão entre jogadores
- Cuiabá pressiona CBF por sanções severas e deixa Corinthians em situação crítica









