30/9/2015 07:52
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Odebrecht deixará Arena Corinthians com R$ 200 mi em obras inacabadas
Construtora pretende encerrar trabalhos em Itaquera em 16 de outubro, mas muitos setores do estádio apresentam problemas ou foram feitos fora do que previa o projeto
Não bastasse o custo de R$ 1,2 bilhão, o Corinthians terá um enorme problema para resolver assim que a Odebrecht der por encerrada a construção da arena de Itaquera. Depois de seguidos adiamentos, o grupo pretende finalizar seus trabalhos até o dia 16 de outubro, mas não entregará o estádio totalmente pronto. Longe disso. O Timão calcula que a empresa deixará para trás obras inacabadas que somadas chegam a R$ 200 milhões.

Uma das tarefas não cumpridas pelo construtora é o fechamento inferior da cobertura
Cerca de R$ 90 milhões desse valor são referentes apenas à arquitetura interna e externa. O restante faz parte de uma extensa lista de atividades não concluídas, como elétrica, hidráulica e acabamentos. Outro problema é que algumas instalações (mármore, por exemplo) foram realizadas de maneira equivocada ou com materiais não compatíveis com o projeto e precisam ser refeitas.
Para o torcedor que frequenta a arena, o atraso mais nítido está no conserto do painel de LED instalado na fachada. Em novembro de 2013, um guindaste que içava o último módulo da estrutura da cobertura metálica tombou sobre parte da área de circulação do prédio leste e afetou parcialmente o telão – duas pessoas morreram. Desde então, o local atingido não funciona como deveria.
Até mesmo o piso da área externa não foi concluído. O projeto, idealizado pelo arquiteto Aníbal Coutinho, previa que o espaço fosse preenchido com um calçadão em mármore e um espelho d’água para a circulação da torcida. No entanto, nenhum dos dois existe. A área está coberta com concreto e asfalto.

Ainda faltam nas áreas externas serviços de urbanização, paisagismo e pavimentação
Na parte interna, a grande preocupação é com o setor Oeste, visto pelo Corinthians como fundamental na captação de recursos. A realidade, porém, é bastante diferente do projeto e dá ao local um "aspecto hospitalar", como definiu um dos responsáveis pela arena. Muitos camarotes ainda sequer possuem mobília. Até algumas cubas de pias foram instaladas com defeito, e o trabalho precisa ser feito outra vez.
A construtora tenta finalizar, pelo menos, o centro de convenções até sua saída definitiva da obra.
O Corinthians acredita que o local estará liberado para uso nos próximos dias, podendo se transformar em uma nova fonte de receitas com o aluguel para eventos. Em nota, a Odebrecht diz que pretende acabar a construção desta área nesta semana.
Questionada pela reportagem sobre a data da entrega do estádio e sobre os valores que ainda precisam ser investidos para a conclusão, o grupo respondeu via assessoria que "os serviços atuais faltantes não implicam na impossibilidade ou restrição de uso da Arena" e que "todo o escopo e etapas da obra foram estabelecidos de comum acordo com nosso único cliente neste contrato, o Sport Club Corinthians Paulista, de forma que não reconhecemos declarações de outras fontes".

Áreas internas também têm projetos não executados, como os descritos acima
Um relatório entregue em agosto à diretoria do Corinthians por Aníbal Coutinho detalha todas as obras não realizadas pela Odebrecht. O documento contém centenas de imagens comparando o projeto e a obra, além de exemplificar os pontos problemáticos.
O sentimento entre as partes é de preocupação. Dirigentes ouvidos pela reportagem acreditam que a não conclusão das obras afeta diretamente a imagem da arena. O Timão vem tendo dificuldades para vender camarotes, cadeiras cativas e atrair investidores. O nome do estádio ainda não foi comercializado – o clube quer R$ 400 milhões por 20 anos de acordo, mas nenhuma das negociações avançou.
A direção corintiana pretende, momentaneamente, evitar uma disputa judicial com a construtora. De acordo com a cúpula administrativa, o clube vai esperar a Odebrecht encerrar suas atividades para avaliar o que não foi feito e cobrar alterações amparado pelo contrato. A informação de que o grupo terminará a obra no dia 16 de outubro foi confirmada via assessoria pelo ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, um dos responsáveis pela gestão da arena.

Partes internas inacabadas dão à arena um "aspecto hospitalar", como definiu um dos responsáveis
A primeira previsão era de que a construção estivesse concluída em dezembro de 2014, mas ela vem sendo alterada praticamente mês a mês. A situação piorou depois que a Odebrecht passou a ser investigada pela Operação Lava-Jato. Marcelo Odebrecht, presidente do grupo, está preso em Curitiba desde 19 de junho acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Orçada em R$ 985 milhões, a Arena Corinthians já atingiu a marca de R$ 1,2 bilhão por conta de juros e empréstimos adicionais. Desde julho, o clube paga R$ 5 milhões mensais ao BNDES, mas solicitou recentemente que o período de carência seja estendido. Assim, só voltaria a desembolsar o valor a partir de fevereiro de 2016.

Uma das tarefas não cumpridas pelo construtora é o fechamento inferior da cobertura
Cerca de R$ 90 milhões desse valor são referentes apenas à arquitetura interna e externa. O restante faz parte de uma extensa lista de atividades não concluídas, como elétrica, hidráulica e acabamentos. Outro problema é que algumas instalações (mármore, por exemplo) foram realizadas de maneira equivocada ou com materiais não compatíveis com o projeto e precisam ser refeitas.
Para o torcedor que frequenta a arena, o atraso mais nítido está no conserto do painel de LED instalado na fachada. Em novembro de 2013, um guindaste que içava o último módulo da estrutura da cobertura metálica tombou sobre parte da área de circulação do prédio leste e afetou parcialmente o telão – duas pessoas morreram. Desde então, o local atingido não funciona como deveria.
Até mesmo o piso da área externa não foi concluído. O projeto, idealizado pelo arquiteto Aníbal Coutinho, previa que o espaço fosse preenchido com um calçadão em mármore e um espelho d’água para a circulação da torcida. No entanto, nenhum dos dois existe. A área está coberta com concreto e asfalto.

Ainda faltam nas áreas externas serviços de urbanização, paisagismo e pavimentação
Na parte interna, a grande preocupação é com o setor Oeste, visto pelo Corinthians como fundamental na captação de recursos. A realidade, porém, é bastante diferente do projeto e dá ao local um "aspecto hospitalar", como definiu um dos responsáveis pela arena. Muitos camarotes ainda sequer possuem mobília. Até algumas cubas de pias foram instaladas com defeito, e o trabalho precisa ser feito outra vez.
A construtora tenta finalizar, pelo menos, o centro de convenções até sua saída definitiva da obra.
O Corinthians acredita que o local estará liberado para uso nos próximos dias, podendo se transformar em uma nova fonte de receitas com o aluguel para eventos. Em nota, a Odebrecht diz que pretende acabar a construção desta área nesta semana.
Questionada pela reportagem sobre a data da entrega do estádio e sobre os valores que ainda precisam ser investidos para a conclusão, o grupo respondeu via assessoria que "os serviços atuais faltantes não implicam na impossibilidade ou restrição de uso da Arena" e que "todo o escopo e etapas da obra foram estabelecidos de comum acordo com nosso único cliente neste contrato, o Sport Club Corinthians Paulista, de forma que não reconhecemos declarações de outras fontes".

Áreas internas também têm projetos não executados, como os descritos acima
Um relatório entregue em agosto à diretoria do Corinthians por Aníbal Coutinho detalha todas as obras não realizadas pela Odebrecht. O documento contém centenas de imagens comparando o projeto e a obra, além de exemplificar os pontos problemáticos.
O sentimento entre as partes é de preocupação. Dirigentes ouvidos pela reportagem acreditam que a não conclusão das obras afeta diretamente a imagem da arena. O Timão vem tendo dificuldades para vender camarotes, cadeiras cativas e atrair investidores. O nome do estádio ainda não foi comercializado – o clube quer R$ 400 milhões por 20 anos de acordo, mas nenhuma das negociações avançou.
A direção corintiana pretende, momentaneamente, evitar uma disputa judicial com a construtora. De acordo com a cúpula administrativa, o clube vai esperar a Odebrecht encerrar suas atividades para avaliar o que não foi feito e cobrar alterações amparado pelo contrato. A informação de que o grupo terminará a obra no dia 16 de outubro foi confirmada via assessoria pelo ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, um dos responsáveis pela gestão da arena.

Partes internas inacabadas dão à arena um "aspecto hospitalar", como definiu um dos responsáveis
A primeira previsão era de que a construção estivesse concluída em dezembro de 2014, mas ela vem sendo alterada praticamente mês a mês. A situação piorou depois que a Odebrecht passou a ser investigada pela Operação Lava-Jato. Marcelo Odebrecht, presidente do grupo, está preso em Curitiba desde 19 de junho acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Orçada em R$ 985 milhões, a Arena Corinthians já atingiu a marca de R$ 1,2 bilhão por conta de juros e empréstimos adicionais. Desde julho, o clube paga R$ 5 milhões mensais ao BNDES, mas solicitou recentemente que o período de carência seja estendido. Assim, só voltaria a desembolsar o valor a partir de fevereiro de 2016.
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Postado por Willian - 21081 visitas - Fonte: Globo Esporte !
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