29/9/2015 10:58
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Herói da Invasão Corinthiana, Tobias relembra histórico jogo contra o Fluminense: “Tive o privilégio que dependia só de mim”
Goleiro alvinegro defendeu três pênaltis na decisão contra o Fluminense que classificou o Timão para a final do Brasileirão de 1976
O dia 05 de dezembro de 1976 jamais será esquecido. Na data que a Fiel Torcida invadiu o Maracanã, colocando mais de 70 mil corinthianos para dentro do estádio símbolo dos cariocas, muito estava em jogo. Além da enorme festa, Fluminense e Corinthians decidiam uma vaga na final do Brasileirão daquele ano. Com um super time, liderado pelo ex-alvinegro Rivellino, os cariocas queriam estragar a festa alvinegra. Com a equipe base que conquistaria o título Paulista de 1977, o Timão deixaria suor, raça e a alma em campo para obter a classificação.
Um dos grandes heróis daquele triunfo, o goleiro Tobias relembra com carinho até hoje daquela partida que começou com sol e terminou já com o céu escurecido. O arqueiro confessa que, isolados, os jogadores não faziam ideia do que se passava na Via Dutra e na cidade do Rio.
“Nós, quando estávamos concentrados no Hotel Nacional, em São Conrado, não imaginávamos o que estava acontecendo nas ruas e nas praias do Rio de Janeiro. Quando saímos para o estádio começamos a perceber que o número de ônibus era muito grande. Cheguei a falar para o Moisés: Moisés, aqui tem alguma coisa errada”, conta, aos risos.
O caminho para o estádio foi menos tranquilo que o costumeiro – “muito trânsito”, relembra. Os atletas notaram que o número de ônibus estava acima do esperado e do normal em jogos fora de casa. Mesmo assim, a ficha não cairia tão cedo. Foi preciso entrar no campo de jogo para comprovar o feito da Fiel Torcida.
“Chegamos ao estádio e apesar de notar o movimento diferente ainda não tínhamos a dimensão do que estava acontecendo. Quando subimos para o gramado e olhei tudo aquilo pensei: 'estamos jogando em casa', tinha muita, mas muita gente de preto e branco. Claro que bateu um nervosismo maior, mas conseguimos a classificação e esse jogo vai ficar na história”, crava.
No tempo normal, a partida acabou empatada por 1 a 1. Pintinho abriu o placar para os cariocas aos 9 minutos do primeiro tempo e Ruço, o beijinho doce, empatou para o Corinthians, de puxeta, aos 29 da primeira etapa.
“Chovia muito e com isso conseguimos cadenciar mais o jogo. O Fluminense tinha uma excelente equipe e tocava muito bem a bola. No campo pesado nosso jogo prevaleceu, mas a partida foi muito dura”, relembra.
Com o empate após o tempo normal, a decisão foi para os pênaltis. Com a responsabilidade nos pés dos atacantes, Tobias sentia que era predestinado, que tinha o privilégio de estar na hora certa e no lugar certo.
“Eu tinha o privilégio que dependia só de mim. Claro que os batedores poderiam jogar para fora, mas eu disse que pelo menos um eu teria que pegar. Mas pegar três é para matar qualquer um do coração”, resume.
A primeira defesa de Tobias aconteceu na cobrança de Rodrigues Neto, mas o árbitro Saul Mendes entendeu que o goleiro alvinegro se adiantou e anulou a primeira defesa. Na nova cobrança...
“Estava muito molhado, e peguei o primeiro e o juiz mandou voltar porque eu me adiantei. Ele bateu e peguei de novo. Duas defesas em uma única cobrança”, conta, orgulhoso.
O Corinthians tinha a vantagem nas cobranças, pois convertera as duas primeiras penalidades. Foi quando Carlos Alberto Torres, o capitão do Tri, partiu para a cobrança.
“O segundo, do Carlos Alberto, ele bateu no canto direito e fui certinho, em cima. Sai bem, bem demais”, sentencia.
Zé Maria bateu o pênalti derradeiro que deu ao Timão a vitória por 4 a 1 nas penalidades e a vaga na final do Brasileirão daquela temporada contra o Internacional-RS.
Um dos grandes heróis daquele triunfo, o goleiro Tobias relembra com carinho até hoje daquela partida que começou com sol e terminou já com o céu escurecido. O arqueiro confessa que, isolados, os jogadores não faziam ideia do que se passava na Via Dutra e na cidade do Rio.
“Nós, quando estávamos concentrados no Hotel Nacional, em São Conrado, não imaginávamos o que estava acontecendo nas ruas e nas praias do Rio de Janeiro. Quando saímos para o estádio começamos a perceber que o número de ônibus era muito grande. Cheguei a falar para o Moisés: Moisés, aqui tem alguma coisa errada”, conta, aos risos.
O caminho para o estádio foi menos tranquilo que o costumeiro – “muito trânsito”, relembra. Os atletas notaram que o número de ônibus estava acima do esperado e do normal em jogos fora de casa. Mesmo assim, a ficha não cairia tão cedo. Foi preciso entrar no campo de jogo para comprovar o feito da Fiel Torcida.
“Chegamos ao estádio e apesar de notar o movimento diferente ainda não tínhamos a dimensão do que estava acontecendo. Quando subimos para o gramado e olhei tudo aquilo pensei: 'estamos jogando em casa', tinha muita, mas muita gente de preto e branco. Claro que bateu um nervosismo maior, mas conseguimos a classificação e esse jogo vai ficar na história”, crava.
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“Eu tinha o privilégio que dependia só de mim. Claro que os batedores poderiam jogar para fora, mas eu disse que pelo menos um eu teria que pegar. Mas pegar três é para matar qualquer um do coração”, resume.
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“Estava muito molhado, e peguei o primeiro e o juiz mandou voltar porque eu me adiantei. Ele bateu e peguei de novo. Duas defesas em uma única cobrança”, conta, orgulhoso.
O Corinthians tinha a vantagem nas cobranças, pois convertera as duas primeiras penalidades. Foi quando Carlos Alberto Torres, o capitão do Tri, partiu para a cobrança.
“O segundo, do Carlos Alberto, ele bateu no canto direito e fui certinho, em cima. Sai bem, bem demais”, sentencia.
Zé Maria bateu o pênalti derradeiro que deu ao Timão a vitória por 4 a 1 nas penalidades e a vaga na final do Brasileirão daquela temporada contra o Internacional-RS.
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Postado por Willian - 4464 visitas - Fonte: Agência Corinthians
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