26/9/2015 11:11
Se você tem assistido aos jogos do Brasileirão 2015, provavelmente reparou que boa parte dos times deixou para trás aquela mentalidade estritamente retranqueira. O próprio líder Corinthians, reconhecido nos últimos anos pela solidez defensiva, é o terceiro melhor ataque desta edição. Os números corroboram a tese: em relação ao ano passado, houve aumento de mais de 52% nas goleadas (considerados os placares com diferença de três ou mais gols), ótimo termômetro para medir o ímpeto ofensivo das equipes. E não são "só" goleadas: muitas delas foram históricas ou em clássicos regionais - e até as duas coisas.

Comparamos o número parcial de goleadas com os de 2012 e 2013, e a diferença chama atenção. Considerando os números até a rodada #27, os resultados elásticos são 20,6% superiores a 2013, e 25% acima dos de 2012. As estatísticas frias, porém, não são suficientes. Confira abaixo quem dá as cartas e quem mais sofre em jogos recheados de gols (quase sempre apenas para um dos lados, naturalmente).

Golear um adversário não demonstra apenas que um time joga para frente. É prova de que a vontade de marcar gols persiste mesmo quando o placar já é favorável. O Santos tem um dos ataques mais temidos, formado por Ricardo Oliveira, Gabriel e Geuvânio, e é quem mais se aproxima desse perfil. A equipe paulista venceu cinco partidas com folga, sendo duas delas contra adversários na briga pelo G4 (Atlético-MG e o rival São Paulo).
Algumas peculiaridades sobre os times que vêm na sequência: o Galo goleou os três cariocas da Série A, e Palmeiras e Corinthians golearam dois deles. O Goiás é o único da segunda página da tabela que surge nesta lista, com destaque para a surpreendente - e incontestável - vitória sobre o São Paulo, no Morumbi. São Paulo que, aliás, figura nesta e na outra lista, mais ingrata.

O Vasco vive fase de recuperação no Campeonato Brasileiro, mas lidera com sobras a relação dos mais goleados da competição. Foram sete até o momento, uma delas (6 a 0 para o Inter), a pior de sua história no torneio. Além disso, teve quatro derrotas para equipes paulistas, sendo três como mandante. O Inter, que priorizou a Libertadores na largada do Brasileiro, levou duas goleadas nas dez primeiras rodadas. Os quatro catarinenses, que atualmente ocupam do 15º ao 20º lugar na tabela, contam com três representantes. O irregular São Paulo fecha o ranking.

A intenção de ir além de um mero resultado positivo proporcionou placares retumbantes nesse Brasileirão. Escolhemos quatro acima, mas dois deles merecem mais espaço. A goleada por 5 a 0 do Grêmio sobre o Internacional foi o pontapé inicial para a arrancada da equipe de Roger Machado, então em oitavo lugar, para o G4. Já o Colorado está tendo que lidar com o nome do arquirrival numa marca incômoda: a de maior goleada sofrida em sua história na Série A, junto a dois outros resultados negativos.
Acontece que o Internacional "se vingou" contra outro adversário. Na 22ª rodada, fez o Vasco provar do mesmo mal, impondo um 6 a 0, a pior derrota cruz-maltina no principal campeonato do país. Antes, um 7 a 2 para o Atlético-PR, na Arena da Baixada, em 2005, liderava a estatística.

Infelizmente, o Brasileirão não é feito apenas de times que atacam o tempo inteiro. Existem aqueles que se conformam com um empate sem gols ou não são capazes de furar bloqueios defensivos na maioria das partidas. O Joinville, atual lanterna, dá o recado: não é bom negócio entrar em campo para manter o placar inalterado. Foram seis jogos em branco, e certamente os catarinenses lamentam igualdades contra seus concorrentes na briga para não cair.
O próprio Inter não ingressa no G4, dentre outros motivos, porque empatou oito vezes, cinco delas sem gols. Avaí e Flamengo, brigando nos extremos, são os únicos que sempre marcaram e/ou sofreram gol ao longo dos 27 jogos. Parece mais sensato respeitar a tendência dos times da ponta deste Brasileirão: manter em dia a vontade de vencer e marcar gols - qualquer que seja o placar da partida.
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Em ano de resultados históricos, placares dilatados se tornam marca registrada dos primeiros colocados. Empates sem gols atrapalham times a entrar no G4 e sair do Z4
Se você tem assistido aos jogos do Brasileirão 2015, provavelmente reparou que boa parte dos times deixou para trás aquela mentalidade estritamente retranqueira. O próprio líder Corinthians, reconhecido nos últimos anos pela solidez defensiva, é o terceiro melhor ataque desta edição. Os números corroboram a tese: em relação ao ano passado, houve aumento de mais de 52% nas goleadas (considerados os placares com diferença de três ou mais gols), ótimo termômetro para medir o ímpeto ofensivo das equipes. E não são "só" goleadas: muitas delas foram históricas ou em clássicos regionais - e até as duas coisas.

Comparamos o número parcial de goleadas com os de 2012 e 2013, e a diferença chama atenção. Considerando os números até a rodada #27, os resultados elásticos são 20,6% superiores a 2013, e 25% acima dos de 2012. As estatísticas frias, porém, não são suficientes. Confira abaixo quem dá as cartas e quem mais sofre em jogos recheados de gols (quase sempre apenas para um dos lados, naturalmente).

Golear um adversário não demonstra apenas que um time joga para frente. É prova de que a vontade de marcar gols persiste mesmo quando o placar já é favorável. O Santos tem um dos ataques mais temidos, formado por Ricardo Oliveira, Gabriel e Geuvânio, e é quem mais se aproxima desse perfil. A equipe paulista venceu cinco partidas com folga, sendo duas delas contra adversários na briga pelo G4 (Atlético-MG e o rival São Paulo).
Algumas peculiaridades sobre os times que vêm na sequência: o Galo goleou os três cariocas da Série A, e Palmeiras e Corinthians golearam dois deles. O Goiás é o único da segunda página da tabela que surge nesta lista, com destaque para a surpreendente - e incontestável - vitória sobre o São Paulo, no Morumbi. São Paulo que, aliás, figura nesta e na outra lista, mais ingrata.

O Vasco vive fase de recuperação no Campeonato Brasileiro, mas lidera com sobras a relação dos mais goleados da competição. Foram sete até o momento, uma delas (6 a 0 para o Inter), a pior de sua história no torneio. Além disso, teve quatro derrotas para equipes paulistas, sendo três como mandante. O Inter, que priorizou a Libertadores na largada do Brasileiro, levou duas goleadas nas dez primeiras rodadas. Os quatro catarinenses, que atualmente ocupam do 15º ao 20º lugar na tabela, contam com três representantes. O irregular São Paulo fecha o ranking.

A intenção de ir além de um mero resultado positivo proporcionou placares retumbantes nesse Brasileirão. Escolhemos quatro acima, mas dois deles merecem mais espaço. A goleada por 5 a 0 do Grêmio sobre o Internacional foi o pontapé inicial para a arrancada da equipe de Roger Machado, então em oitavo lugar, para o G4. Já o Colorado está tendo que lidar com o nome do arquirrival numa marca incômoda: a de maior goleada sofrida em sua história na Série A, junto a dois outros resultados negativos.
Acontece que o Internacional "se vingou" contra outro adversário. Na 22ª rodada, fez o Vasco provar do mesmo mal, impondo um 6 a 0, a pior derrota cruz-maltina no principal campeonato do país. Antes, um 7 a 2 para o Atlético-PR, na Arena da Baixada, em 2005, liderava a estatística.

Infelizmente, o Brasileirão não é feito apenas de times que atacam o tempo inteiro. Existem aqueles que se conformam com um empate sem gols ou não são capazes de furar bloqueios defensivos na maioria das partidas. O Joinville, atual lanterna, dá o recado: não é bom negócio entrar em campo para manter o placar inalterado. Foram seis jogos em branco, e certamente os catarinenses lamentam igualdades contra seus concorrentes na briga para não cair.
O próprio Inter não ingressa no G4, dentre outros motivos, porque empatou oito vezes, cinco delas sem gols. Avaí e Flamengo, brigando nos extremos, são os únicos que sempre marcaram e/ou sofreram gol ao longo dos 27 jogos. Parece mais sensato respeitar a tendência dos times da ponta deste Brasileirão: manter em dia a vontade de vencer e marcar gols - qualquer que seja o placar da partida.
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Postado por fyamma fernandes nogueira - 6852 visitas - Fonte: GE
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