18/9/2015 16:46
No último domingo publiquei no blog a coluna que saiu na edição impressa do LANCE! e o presidente de comissão de arbitragem, Sérgio Corrêa, enviou texto com respostas sobre as indagações feita neste espaço. Leia abaixo na íntegra:
Em artigo publicado no Lance!, o colunista Rafael Bullara cobra alguns posicionamentos da Comissão de Arbitragem da CBF. Antes de qualquer esclarecimento, é relevante destacar que as escalas, os vídeos dos sorteios e os detalhes do nosso trabalho estão abertos ao público no site oficial da entidade (www.cbf.com.br) e são enviados, constantemente, à imprensa. Ainda assim, como Bullara levantou aqui uma série de questões, é importante que as respostas cheguem ao leitor por este mesmo espaço.
O árbitro Heber Roberto Lopes (FIFA/SC) foi sorteado para atuar na partida Santos x Coritiba, quando faria seu jogo de número 300 na Série A. Porém, foi reprovado na avaliação física e ocorreu um novo sorteio. Heber refez os testes em João Pessoa (PB) e conseguiu aprovação, o que possibilitou a sua volta ao apito.
Já Leandro Pedro Vuaden (FIFA/RS) equivocou-se na 17ª rodada, em lance interpretativo, que aconteceu em velocidade elevada. Não é porque a mídia aponta erro que a comissão, necessariamente, vai afastar o árbitro. Vuaden entrou em uma das colunas do sorteio para 18ª rodada. Em seguida, com base na análise aprofundada dos instrutores, seu nome foi retirado da 19ª.
No confronto entre Goiás e Palmeiras, válido pela 22ª ronda, teria ocorrido um pênalti para o time paulista aos 42 minutos do primeiro tempo. O assistente indicou o impedimento e o árbitro apitou. Se tivesse dado o pênalti, a discussão se inverteria e a crítica seria também contundente. A decisão deve ser tomada em fração de segundo. No dia 3 de setembro, a CBF divulgou suas considerações sobre a rodada, com o envio à imprensa de vídeos esclarecedores da Escola Nacional de Arbitragem (Enaf), material usado nos cursos pelos instrutores internacionais.
Dewson Freitas (FIFA/PA) atuou em duas partidas na 16ª rodada. Interessante lembrar que um desses jogos em que ele trabalhou – Atlético-MG x São Paulo – foi antecipado. E esta partida foi considerada uma das melhores do Brasileirão deste ano. Teve número de faltas 50% menor do que a média do Campeonato Inglês e quase 65 minutos de bola em jogo, sendo que o número perfeito indicado pela FIFA é 60 minutos.
Clássicos locais estavam sendo apitados por árbitros do mesmo Estado. Este critério foi revisto por causa da falta de maturidade e da desconfiança. Não se parte do princípio de honestidade. Todos são culpados e mal intencionados até que consigam provar o contrário. É nesse ambiente que vamos construir o futuro do futebol?
Iniciamos a “Cruzada Pelo Respeito” e, antes dos primeiros resultados, havia um descrédito enorme porque trata-se de uma mudança cultural. Nos primeiros passos, a quantidade de cartões teve aumento considerável, mas alcançamos uma expressiva redução nas reclamações por parte dos atletas e técnicos, que passaram a se preocupar com o jogo e pararam de iniciar tumultos com a equipe de arbitragem a cada marcação. Um jogador não foi advertido porque disse “pô, foi falta, foi falta”. O relatório da súmula mostra o exagero da manifestação do advertido, que “foi acintoso e ostensivo, socando o ar”. Informação fundamental para o entendimento do contexto que o colunista preferiu ignorar.
Nunca teremos erro humano zero. A CBF já sinalizou que pretende usar a tecnologia para minimizar os equívocos. Saudamos a decisão do presidente Marco Polo Del Nero de aprovar pedido dos clubes para indicar cinco de seus representantes para auxiliar a Comissão de Arbitragem. Não há nada a esconder, de ninguém. Seguimos nos esforçando para melhorar o espetáculo. O torcedor tem direito de saber o tamanho deste trabalho.
Sérgio Corrêa (Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF)
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CBF: Informação é a resposta
No último domingo publiquei no blog a coluna que saiu na edição impressa do LANCE! e o presidente de comissão de arbitragem, Sérgio Corrêa, enviou texto com respostas sobre as indagações feita neste espaço. Leia abaixo na íntegra:
Em artigo publicado no Lance!, o colunista Rafael Bullara cobra alguns posicionamentos da Comissão de Arbitragem da CBF. Antes de qualquer esclarecimento, é relevante destacar que as escalas, os vídeos dos sorteios e os detalhes do nosso trabalho estão abertos ao público no site oficial da entidade (www.cbf.com.br) e são enviados, constantemente, à imprensa. Ainda assim, como Bullara levantou aqui uma série de questões, é importante que as respostas cheguem ao leitor por este mesmo espaço.
O árbitro Heber Roberto Lopes (FIFA/SC) foi sorteado para atuar na partida Santos x Coritiba, quando faria seu jogo de número 300 na Série A. Porém, foi reprovado na avaliação física e ocorreu um novo sorteio. Heber refez os testes em João Pessoa (PB) e conseguiu aprovação, o que possibilitou a sua volta ao apito.
Já Leandro Pedro Vuaden (FIFA/RS) equivocou-se na 17ª rodada, em lance interpretativo, que aconteceu em velocidade elevada. Não é porque a mídia aponta erro que a comissão, necessariamente, vai afastar o árbitro. Vuaden entrou em uma das colunas do sorteio para 18ª rodada. Em seguida, com base na análise aprofundada dos instrutores, seu nome foi retirado da 19ª.
No confronto entre Goiás e Palmeiras, válido pela 22ª ronda, teria ocorrido um pênalti para o time paulista aos 42 minutos do primeiro tempo. O assistente indicou o impedimento e o árbitro apitou. Se tivesse dado o pênalti, a discussão se inverteria e a crítica seria também contundente. A decisão deve ser tomada em fração de segundo. No dia 3 de setembro, a CBF divulgou suas considerações sobre a rodada, com o envio à imprensa de vídeos esclarecedores da Escola Nacional de Arbitragem (Enaf), material usado nos cursos pelos instrutores internacionais.
Dewson Freitas (FIFA/PA) atuou em duas partidas na 16ª rodada. Interessante lembrar que um desses jogos em que ele trabalhou – Atlético-MG x São Paulo – foi antecipado. E esta partida foi considerada uma das melhores do Brasileirão deste ano. Teve número de faltas 50% menor do que a média do Campeonato Inglês e quase 65 minutos de bola em jogo, sendo que o número perfeito indicado pela FIFA é 60 minutos.
Clássicos locais estavam sendo apitados por árbitros do mesmo Estado. Este critério foi revisto por causa da falta de maturidade e da desconfiança. Não se parte do princípio de honestidade. Todos são culpados e mal intencionados até que consigam provar o contrário. É nesse ambiente que vamos construir o futuro do futebol?
Iniciamos a “Cruzada Pelo Respeito” e, antes dos primeiros resultados, havia um descrédito enorme porque trata-se de uma mudança cultural. Nos primeiros passos, a quantidade de cartões teve aumento considerável, mas alcançamos uma expressiva redução nas reclamações por parte dos atletas e técnicos, que passaram a se preocupar com o jogo e pararam de iniciar tumultos com a equipe de arbitragem a cada marcação. Um jogador não foi advertido porque disse “pô, foi falta, foi falta”. O relatório da súmula mostra o exagero da manifestação do advertido, que “foi acintoso e ostensivo, socando o ar”. Informação fundamental para o entendimento do contexto que o colunista preferiu ignorar.
Nunca teremos erro humano zero. A CBF já sinalizou que pretende usar a tecnologia para minimizar os equívocos. Saudamos a decisão do presidente Marco Polo Del Nero de aprovar pedido dos clubes para indicar cinco de seus representantes para auxiliar a Comissão de Arbitragem. Não há nada a esconder, de ninguém. Seguimos nos esforçando para melhorar o espetáculo. O torcedor tem direito de saber o tamanho deste trabalho.
Sérgio Corrêa (Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF)
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Postado por fyamma fernandes nogueira - 3570 visitas - Fonte: LANCE!Net
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