16/9/2015 09:38
VEJA TAMBÉM
- Gesto de Neymar gera caos na Arena e expõe fragilidade da segurança em clássicos paulista
- 250 MILHÕES IRREGULARES? Investigação pode revelar irregularidade astronômica na Arena Corinthians
- ADEUS DO CRAQUE? Pressão do Besiktas por Bidon acelera negociações e joia pode dar adeus
Notícias mais lidas
Cotas de TV: Diferenças entre divisão e negociação de Brasil e Europa
Em mais um capítulo da série, LANCE! mostra o exemplo que vem do Velho Continente
Chelsea levanta a taça da Premier League, cuja divisão de cotas é a mais equilibrada (Foto: Divulgação / Premier League)
Não é exclusividade brasileira a necessidade dos clubes de receber cotas de televisão. Nas principais ligas europeias, essa origem de receita também tem papel fundamental. Mas a política de distribuição interna (e negociação) não é a mesma.
A arrecadação dos gigantes do Velho Continente se dá em duas frentes: via Uefa, para quem disputa as competições continentais, e via ligas nacionais.
Na arrecadação doméstica, o modelo que é mais equilibrado é o inglês (que está em transição para um contrato muito mais a partir da próxima temporada), no qual 48% da cota é repartida igualmente entre os clubes, 23,5% são rateados de acordo com o número de jogos televisionados, 23,5% de acordo com a colocação final e 5% que vai para a base, projetos comunitários e causas sociais.
E MAIS COTAS DE TV:
- Flamengo e Corinthians ficam com 18,3% da verba total

No Brasil, como o LANCE! publicou na terça-feira, há uma equação entre os percentuais de TV aberta, medido por audiência, (rateio de R$ 650 milhões) e pay-per-view (mais R$ 450 milhões), medido por percentual de assinantes encontrado em pesquisas de Ibope e Datafolha.
Entre as ligas mais potentes, a divisão de Alemanha e Itália é mais parecida com a dos ingleses, ainda que no Calcio haja alguns critérios mais detalhados, como número de torcedores e performance recente.


A Espanha é que está tentando dar fim a um ciclo de desigualdade entre os clubes. La Liga é a última remanescente no sistema de negociação individual de cotas – o mesmo que vigora no Brasil –, mas a venda coletiva de direitos já vai valer a partir da temporada 2016/2017. Nela, como é sabido, Barcelona e Real Madrid nadam de braçada.
Ainda assim, existirá uma brecha para que a maior parte das receitas continue com a dupla de gigantes. Se 42% vão ser divididos igualmente, 21% de acordo com a colocação nas últimas três temporadas, outros 21% será rachado de acordo com a capacidade de gerar receitas. Ou seja, Real e Barça no topo.

O futebol brasileiro ficou sem rédeas na negociação de TV quando o Clube dos 13 ruiu. Se tivesse uma entidade para negociar em bloco, até a Globo reconhece que os valores seriam mais equilibrados, já que o poder dos clubes seria outro.
– Com uma liga, o comprador tem uma tranquilidade muito grande. Quando é negociação individual, cada uma é de risco alto. Você pode não ter a transmissão da competição na integralidade. Essa mutação transferiu um poder muito grande para o clube – avaliou o diretor da Globo Esportes, Marcelo Campos Pinto, em palestra realizada no Rio.
DEPENDÊNCIA, EM MÉDIA, É SIMILAR
Apesar da disparidade da forma de divisão, as cotas de televisão têm tanta importância para os principais clubes mais ricos do planeta quanto para os da Série A do Brasileirão. Analisando os balanços europeus da temporada 2013/2014 e os brasileiros em 2014, o percentual de representatividade é quase igual: 39,6% no Brasil e 41,2% na Europa.
Mas há casos isolados lá fora que as cotas têm menor impacto nas finanças, como é o caso de Bayern de Munique, PSG e até mesmo os ingleses, como Manchester United, quando a comparação é feita com os italianos.
– Na Premier League, eles arrecadam muito no match day e também nos direitos comerciais. Por isso existe essa disparidade em relação à Itália – disse o diretor organizacional do Milan, Umberto Gandini, que também é vice presidente da Associação Europeia de Clubes (ECA, sigla em inglês).

Com a palavra
"Sem as cotas, futebol seria muito pobre"
Umberto Gandini - Diretor organizacional do Milan e vice-presidente da ECA
O futebol seria muito diferente se não tivesse a cota de tv. Seria muito pobre. Acredito que o cenário atual é fruto da valorização do produto, algo mais atraente. Existe um círculo contínuo: com mais cota, times mais fortes e mais audiência.
Em relação ao valor da Uefa, está todo mundo satisfeito. Existe um acordo do qual fazemos parte. Mas nas ligas há diferenças, com a Espanha sendo o sistema menos equilibrado. Quando se negocia individualmente com os clubes, é muito grande a tendência de acontecer o que é a Espanha hoje.
Todos os clubes querem receber mais. Na Itália, as cotas de TV são a parte mais importante das receitas. Os clubes grandes têm, em média 60% das receitas de lá. Nos menores, esse percentual é maior. Mas é natural que haja diferença de valores se há diferença de investimento. A Juventus tem mais astros, gasta mais, e por isso recebe mais que o Palermo.
Não é exclusividade brasileira a necessidade dos clubes de receber cotas de televisão. Nas principais ligas europeias, essa origem de receita também tem papel fundamental. Mas a política de distribuição interna (e negociação) não é a mesma.
A arrecadação dos gigantes do Velho Continente se dá em duas frentes: via Uefa, para quem disputa as competições continentais, e via ligas nacionais.
Na arrecadação doméstica, o modelo que é mais equilibrado é o inglês (que está em transição para um contrato muito mais a partir da próxima temporada), no qual 48% da cota é repartida igualmente entre os clubes, 23,5% são rateados de acordo com o número de jogos televisionados, 23,5% de acordo com a colocação final e 5% que vai para a base, projetos comunitários e causas sociais.
E MAIS COTAS DE TV:
- Flamengo e Corinthians ficam com 18,3% da verba total

No Brasil, como o LANCE! publicou na terça-feira, há uma equação entre os percentuais de TV aberta, medido por audiência, (rateio de R$ 650 milhões) e pay-per-view (mais R$ 450 milhões), medido por percentual de assinantes encontrado em pesquisas de Ibope e Datafolha.
Entre as ligas mais potentes, a divisão de Alemanha e Itália é mais parecida com a dos ingleses, ainda que no Calcio haja alguns critérios mais detalhados, como número de torcedores e performance recente.


A Espanha é que está tentando dar fim a um ciclo de desigualdade entre os clubes. La Liga é a última remanescente no sistema de negociação individual de cotas – o mesmo que vigora no Brasil –, mas a venda coletiva de direitos já vai valer a partir da temporada 2016/2017. Nela, como é sabido, Barcelona e Real Madrid nadam de braçada.
Ainda assim, existirá uma brecha para que a maior parte das receitas continue com a dupla de gigantes. Se 42% vão ser divididos igualmente, 21% de acordo com a colocação nas últimas três temporadas, outros 21% será rachado de acordo com a capacidade de gerar receitas. Ou seja, Real e Barça no topo.

O futebol brasileiro ficou sem rédeas na negociação de TV quando o Clube dos 13 ruiu. Se tivesse uma entidade para negociar em bloco, até a Globo reconhece que os valores seriam mais equilibrados, já que o poder dos clubes seria outro.
– Com uma liga, o comprador tem uma tranquilidade muito grande. Quando é negociação individual, cada uma é de risco alto. Você pode não ter a transmissão da competição na integralidade. Essa mutação transferiu um poder muito grande para o clube – avaliou o diretor da Globo Esportes, Marcelo Campos Pinto, em palestra realizada no Rio.
DEPENDÊNCIA, EM MÉDIA, É SIMILAR
Apesar da disparidade da forma de divisão, as cotas de televisão têm tanta importância para os principais clubes mais ricos do planeta quanto para os da Série A do Brasileirão. Analisando os balanços europeus da temporada 2013/2014 e os brasileiros em 2014, o percentual de representatividade é quase igual: 39,6% no Brasil e 41,2% na Europa.
Mas há casos isolados lá fora que as cotas têm menor impacto nas finanças, como é o caso de Bayern de Munique, PSG e até mesmo os ingleses, como Manchester United, quando a comparação é feita com os italianos.
– Na Premier League, eles arrecadam muito no match day e também nos direitos comerciais. Por isso existe essa disparidade em relação à Itália – disse o diretor organizacional do Milan, Umberto Gandini, que também é vice presidente da Associação Europeia de Clubes (ECA, sigla em inglês).

Com a palavra
"Sem as cotas, futebol seria muito pobre"
Umberto Gandini - Diretor organizacional do Milan e vice-presidente da ECA
O futebol seria muito diferente se não tivesse a cota de tv. Seria muito pobre. Acredito que o cenário atual é fruto da valorização do produto, algo mais atraente. Existe um círculo contínuo: com mais cota, times mais fortes e mais audiência.
Em relação ao valor da Uefa, está todo mundo satisfeito. Existe um acordo do qual fazemos parte. Mas nas ligas há diferenças, com a Espanha sendo o sistema menos equilibrado. Quando se negocia individualmente com os clubes, é muito grande a tendência de acontecer o que é a Espanha hoje.
Todos os clubes querem receber mais. Na Itália, as cotas de TV são a parte mais importante das receitas. Os clubes grandes têm, em média 60% das receitas de lá. Nos menores, esse percentual é maior. Mas é natural que haja diferença de valores se há diferença de investimento. A Juventus tem mais astros, gasta mais, e por isso recebe mais que o Palermo.
VEJA TAMBÉM
- Gesto de Neymar gera caos na Arena e expõe fragilidade da segurança em clássicos paulista
- 250 MILHÕES IRREGULARES? Investigação pode revelar irregularidade astronômica na Arena Corinthians
- ADEUS DO CRAQUE? Pressão do Besiktas por Bidon acelera negociações e joia pode dar adeus
Postado por Marcos - 3621 visitas - Fonte: Lancenet!
Mais notícias do Corinthians
Notícias de contratações do TimãoNotícias mais lidas
Últimas notícias
-
2/9/2026
- 20:48: Corinthians intensifica treinos de finalização e mira vitória crucial contra a Chapecoense (0)
- 20:08: Gesto de Neymar gera caos na Arena e expõe fragilidade da segurança em clássicos paulista (0)
- 18:28: 250 MILHÕES IRREGULARES? Investigação pode revelar irregularidade astronômica na Arena Corinthians (0)
- 17:48: ADEUS DO CRAQUE? Pressão do Besiktas por Bidon acelera negociações e joia pode dar adeus (0)
- 17:08: Breno Bidon na mira do Besiktas: proposta entre 18 e 20 milhões de euros pode selar transferência (0)
- 16:49: SAÍDA DE JOVEM? Corinthians responde proposta francesa por Gui Negão: possível adeus? (0)
- 15:09: BOMBA: Corinthians pode vender Breno Bidon para clube europeu (0)
- 15:09: ELE FICA! Corinthians recusa propostas europeias por Gui Negão (0)
- 14:09: DE SAÍDA? André Ramalho perde espaço e pode se despedir no fim do ano (0)
- 11:09: VERGONHOSO: Osmar Stabile troca farpas com comentaristas e comete gafe (0)
- 11:09: LEMBRA DELE? Ex-Corinthians vive luta contra as drogas após aposentadoria (0)
- 10:28: SAF NO TIMÃO? Entenda o estágio das negociações com a SAFIEL (0)
- 09:44: ESCÂNDALO INTERNO: Promotor revela que Neo Química Arena pode estar 100% quitada (0)
- 08:09: SEM VERBA NO ORÇAMENTO! Corinthians mantém departamento que deveria ser encerrado (0)
- 08:09: FRAUDE NA ARENA? Corinthians identifica 2,2 mil cadastros suspeitos e bloqueia ingressos (0)
- 06:09: AS BRABAS PERDERAM A PACIÊNCIA? Elenco cobra diretoria por direitos de imagem (0)
- 04:09: VALEU A PENA RECUSAR? Empresário critica Corinthians após propostas menores por André (0)
- 00:28: Erros mais comuns de quem está começando a apostar em esportes (0)



REFORÇOS DE PESO! Corinthians acerta com dois atletas e aguarda fim do transfer ban para anunciar
LEMBRA DELE? Ex-Corinthians vive luta contra as drogas após aposentadoria
Time Europeu anuncia contratação por empréstimo de atacante do Corinthians
Dívida da Arena faz Corinthians enfrentar dificuldades financeiras até 2041 em mais de R$ 1 bilhão
BOMBA: Osmar Stabile estuda manobra política para concorrer a presidência do Corinthians
PRIORIDADE DEFINIDA! Corinthians coloca salários à frente de R$ 21,5 milhões do transfer ban
"Vamos acertar as contas", admite Osmar Stabile em reunião com elenco feminino
SAFiel aceita condição de Stabile e promete proposta de quitação da Arena
REVOLTANTE! Hostilização de garoto com camisa de Neymar gera repúdio da Gaviões da Fiel
ESCÂNDALO INTERNO: Promotor revela que Neo Química Arena pode estar 100% quitada