SAFiel aceita condição de Stabile e promete proposta de quitação da Arena
A SAFiel aceitou a condição pública do presidente Osmar Stabile e iniciará na segunda-feira a redação da proposta vinculante para quitar a Neo Química Arena.
O debate em torno do modelo de gestão do Parque São Jorge atingiu o ponto mais agudo da temporada nesta sexta-feira (28) e coloca a solução da bilionária dívida do estádio totalmente em jogo. Em resposta direta e oficial, a SAFiel confirma que aceitou a condição colocada publicamente pelo presidente Osmar Stabile para a assinatura de uma proposta vinculante (definitiva), iniciando a elaboração da minuta contratual para antecipar aportes financeiros voltados exclusivamente à liquidação do financiamento da Neo Química Arena.
A manifestação contundente do grupo idealizador reage a uma declaração polêmica do mandatário alvinegro. Pela manhã, Stabile admite nos bastidores o peso do passivo e dispara o desafio: afirmou categoricamente que assinaria o termo definitivo e até deixaria o posto de presidente caso a SAFiel garantisse em contrato os recursos necessários para quitar a dívida da arena em Itaquera.
— A necessidade de livrar a instituição desse endividamento nos desafia a buscar saídas viáveis e responsáveis. A liderança do projeto admite a complexidade dos trâmites, mas a chance real de sanear o clube nos cobra ação imediata. Não há nenhum acordo travado por vaidade; aceitamos o desafio do presidente e estamos prontos para redigir a proposta vinculante com toda a blindagem jurídica necessária — dispara o posicionamento do projeto em nota oficial.
A troca de declarações rompe o tom burocrático e escancara um momento decisivo para encerrar o impasse societário.
A SAFiel alertou, contudo, que a operação de grande porte dependerá do cumprimento rigoroso dos ritos do estatuto social do clube, exigindo o crivo dos conselhos Deliberativo, Fiscal e de Orientação (CORI), além do voto dos associados.
Após uma reunião de quatro horas realizada na última quarta-feira no Parque São Jorge — em que a diretoria corinthiana entregou um documento com questionamentos técnicos sobre a versão inicial do projeto —, os representantes do grupo prometeram procurar a cúpula alvinegra já na próxima segunda-feira para estruturar a minuta formal.
Cientes de que a torcida e a oposição política cobram transparência absoluta nos números e garantias reais de pagamento, membros da diretoria e conselheiros avaliam os próximos passos com cautela. O Corinthians confirma que aguarda o documento oficial com as garantias financeiras para analisar se o plano atende à segurança patrimonial e aos interesses institucionais do clube.
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