4/9/2015 14:47
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PC de Oliveira diz que estrutura atual dos árbitros leva a erros nos gramados
Comentarista defende profissionalização, com remuneração fixa, exploração de patrocínios e dedicação total para que equívocos da arbitragem não se repitam
Assistente errou ao marcar impedimento de Cicero (Foto: Reprodução/TV Globo)
A primeira leva de jogos da 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, disputada na última quarta-feira, ficou marcada por erros graves de arbitragem. Fluminense, que saiu derrotado para o líder Corinthians, por 2 a 0, e Atlético-MG, que é o vice-líder e sucumbiu diante do Atlético-PR, reclamaram de decisões equivocadas da autoridade no gramado. Em participação no “Seleção SporTV”, o comentarista de arbitragem Paulo César de Oliveira, que integrou o quadro da Fifa, admitiu que houve falhas preocupantes, mas defendeu a categoria. Segundo ele, apenas a profissionalização do árbitro irá melhorar a atuação dentro das quatro linhas.
- Em função da estrutura que os árbitros têm, eles não são ruins. Os árbitros que atuaram na quarta-feira tiveram suas atuações analisadas por todos nós, voltaram para as suas casas e foram trabalhar. Muitos deles voltaram de madrugada, com voo e indo direto cumprir sua atividade profissional. Trabalhou o dia todo e foi dar uma corrida, no calçadão, na beira da praia, na rua. Essa é a estrutura que o árbitro brasileiro tem (...) Hoje, as equipes já estão trabalhando visando os jogos do final de semana, analisando adversário, fazendo repetição das jogadas, e o árbitro está trabalhando, até as 19h. À noite vai ver o jogo que ele gravou, amanhã vai viajar, fazer uma reunião antes do jogo e no domingo vai apitar. Nesse intervalo, ele não vai marcar nenhum impedimento, não vai treinar, não vai simular jogada. Enquanto o árbitro não tiver uma preparação adequada, ser bem remunerado, se profissional, com repetição de jogadas, e for apenas de circular, análise de vídeo, com corrida sozinho, vamos continuar discutindo os erros - afirmou.
Segundo números da ANAF (Associação Nacional de Arbitragem), o árbitro brasileiro ganha em média R$ 2,6 mil por jogo, enquanto o assistente recebe metade deste valor. As diárias variam de R$ 75 a R$ 500. Um árbitro da Fifa pode chegar a receber R$ 3.675 por partida.
Na comparação com outros países, os árbitros brasileiros empatam em remuneração com os argentinos, mas ficam abaixo de colegas de países como França, Itália, Inglaterra e Espanha, onde se ganha, na média, entre R$ 10 mil e R$ 100 mil por jogo.
Oliveira afirma que o árbitro brasileiro costuma ganhar muito mais em função do futebol do que em sua atividade profissional fora dos gramados. O comentarista destaca que a remuneração no Brasil para a arbitragem soa suficiente, mas é muito pouca pela responsabilidade da autoridade em campo dentro do negócio que se transformou o esporte.
- Essa remuneração pode ser melhor quando as autoridades assumirem as responsabilidades, formalizar um processo de trabalho ou entidade independente que preste o serviço. O árbitro sendo profissional, pode correr atrás de verba, patrocínio, administrar a receita. O patrocínio que carrega em sua camisa é organizado pelas entidades, e as comissões de arbitragem não têm acesso e nem sabem o valor.
A primeira leva de jogos da 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, disputada na última quarta-feira, ficou marcada por erros graves de arbitragem. Fluminense, que saiu derrotado para o líder Corinthians, por 2 a 0, e Atlético-MG, que é o vice-líder e sucumbiu diante do Atlético-PR, reclamaram de decisões equivocadas da autoridade no gramado. Em participação no “Seleção SporTV”, o comentarista de arbitragem Paulo César de Oliveira, que integrou o quadro da Fifa, admitiu que houve falhas preocupantes, mas defendeu a categoria. Segundo ele, apenas a profissionalização do árbitro irá melhorar a atuação dentro das quatro linhas.
- Em função da estrutura que os árbitros têm, eles não são ruins. Os árbitros que atuaram na quarta-feira tiveram suas atuações analisadas por todos nós, voltaram para as suas casas e foram trabalhar. Muitos deles voltaram de madrugada, com voo e indo direto cumprir sua atividade profissional. Trabalhou o dia todo e foi dar uma corrida, no calçadão, na beira da praia, na rua. Essa é a estrutura que o árbitro brasileiro tem (...) Hoje, as equipes já estão trabalhando visando os jogos do final de semana, analisando adversário, fazendo repetição das jogadas, e o árbitro está trabalhando, até as 19h. À noite vai ver o jogo que ele gravou, amanhã vai viajar, fazer uma reunião antes do jogo e no domingo vai apitar. Nesse intervalo, ele não vai marcar nenhum impedimento, não vai treinar, não vai simular jogada. Enquanto o árbitro não tiver uma preparação adequada, ser bem remunerado, se profissional, com repetição de jogadas, e for apenas de circular, análise de vídeo, com corrida sozinho, vamos continuar discutindo os erros - afirmou.
Segundo números da ANAF (Associação Nacional de Arbitragem), o árbitro brasileiro ganha em média R$ 2,6 mil por jogo, enquanto o assistente recebe metade deste valor. As diárias variam de R$ 75 a R$ 500. Um árbitro da Fifa pode chegar a receber R$ 3.675 por partida.
Na comparação com outros países, os árbitros brasileiros empatam em remuneração com os argentinos, mas ficam abaixo de colegas de países como França, Itália, Inglaterra e Espanha, onde se ganha, na média, entre R$ 10 mil e R$ 100 mil por jogo.
Oliveira afirma que o árbitro brasileiro costuma ganhar muito mais em função do futebol do que em sua atividade profissional fora dos gramados. O comentarista destaca que a remuneração no Brasil para a arbitragem soa suficiente, mas é muito pouca pela responsabilidade da autoridade em campo dentro do negócio que se transformou o esporte.
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Postado por fyamma fernandes nogueira - 5949 visitas - Fonte: GE
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