4/9/2015 12:10
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Emerson se diz feliz por Marciel, mas cogita abandonar formação de atletas
Ex-volante lamenta falta de pagamento do Corinthians pelo jogador, diz que prefere fazer amigos a inimigos e critica crise no futebol: "Leis não funcionam para nada"
No comando no jovem Fragata F.C, do Rio Grande do Sul, o ex-volante Emerson apostou na formação de jogadores no Brasil e conta com cerca de 100 atletas em seu projeto. Um deles, no entanto, acabou mostrando, de forma indireta, um aspecto negativo do futebol brasileiro.
Responsável pela revelação de Marciel, Emerson não recebeu sequer um centavo do Corinthians após o meio-campo ter sido contratado e se tornado destaque pelo time alvinegro. Em participação no “Redação SporTV”, o campeão mundial de 2002 desabafou sobre o caso, criticou a cultura dos clubes do país e afirmou que estuda desistir de trabalhar na formação de talentos para evitar “criar inimigos”.
- Fragata é um clube novo. A ideia de formação foi na minha volta, em 2009, para o Brasil. Fiquei pensando nessa situação pela carência que temos aqui. Falamos que os clubes formam, mas será que formam realmente? Como é esse trabalho? A gente sabe que as despesas são enormes. Acabamos vendo um jogador a cada dois, três anos, que chega no profissional. Estamos falando muito da formação de jovens atletas no Brasil. Acho muito importante. Queríamos que as pessoas competentes fossem mais a fundo, porque a formação não existe da forma como acham que existe.
O Fragata é um clube novo, tem cinco anos de vida e três de um trabalho mais forte. Hoje temos parceria com a Roma, da Itália. Conseguimos essa parceria, explicamos o trabalho, e a Roma se interessou. Leva o escudo da Roma na camiseta. São coisas que conseguimos em um projeto de pouco tempo que seria muito bom para o nosso futebol. Mas é muito difícil trabalhar com isso no Brasil. Tem um custo, mensal. Foi bancado pelo Emerson nesse tempo, é um clube empresa.
Não é como clubes do Brasil que não tem dono, a cada três anos tem um presidente que não se responsabiliza por nada. Tem dívidas milionárias, mas a todo ano consegue contratar jogadores, pagar altos salários. Vivemos uma crise cultural, em que as leis não funcionam para nada. Isso me faz repensar se é importante continuar em uma situação dessas. Prefiro ter mais amigos do que inimigos no futebol.

Marciel virou xodó da torcida do Corinthians, mas não ainda não rendeu um centavo a Emerson
Marciel é peça central de uma negociação até hoje não concluída entre o Fragata, comandado por Emerson, e o Corinthians, que comprou o jogador em janeiro deste ano, após o mesmo ser destaque na Copa São Paulo de Futebol Jr.. O volante, incorporado aos profissionais, se tornou xodó da torcida e anotou o primeiro gol na vitória do Timão sobre o Fluminense, por 2 a 0. O valor da compra, de R$ 1,2 milhão, não teve sequer uma parcela paga, segundo afirmou o ex-volante.
- Não pagou nada ainda. Isso é uma questão em que o Corinthians não é o único no Brasil a agir dessa forma com seus compromissos. Ninguém está pagando ninguém. Eu falo do trabalho que a gente está fazendo, um trabalho correto, dar oportunidade para jovens.
É um clube que é chancelado pela CBF. Tem todos os requisitos da lei. Estamos falando de um acordo de mais ou menos R$ 1,2 milhão, que seria parcelado. O acordo foi baseado nisso, o Corinthians não escondeu as dificuldades. Entendemos isso, por isso a parcela. Mas não foi cumprido.
Não acho que seja só o Corinthians, muitos clubes passam por isso. Muitas pessoas que querem fazer o bem para o futebol, trabalhando jovens, fazendo a formação, porque muitos dizem que fazem e não fazem. Tentamos fazer um trabalho correto. Dá esse desânimo. Graça a deus, não preciso passar por isso. Não gostaria de ter outras situações parecidas. É uma coisa de pensar se vale a pena continuar fazendo isso.
Emerson destacou que o Fragata gasta cerca de R$ 120 mil por mês para manter o clube funcionando. O ex-jogador destacou que, durante a Copa do Mudo, a estrutura chegou a despertar interesse para se tornar uma sub-sede para receber seleções do Mundial.
Com passagens por clubes como Grêmio, Roma, Milan e Real Madrid, além da seleção brasileira, Emerson garante que torce por Marciel, apesar de admitir que a realidade do futebol brasileiro é triste.
- Estou muito feliz por ele. Foi uma escolha certa, uma escolha dele. Está em um clube reconhecido pelo nosso futebol, está com um dos melhores treinadores. Mas existem outras questões.
Ele está fazendo por merecer por tudo que está fazendo em campo. Ficamos torcendo por ele, chateados pelas outras situações, mas está enraizado na cultura. Isso me faz pensar se a gente segue ou não.
Responsável pela revelação de Marciel, Emerson não recebeu sequer um centavo do Corinthians após o meio-campo ter sido contratado e se tornado destaque pelo time alvinegro. Em participação no “Redação SporTV”, o campeão mundial de 2002 desabafou sobre o caso, criticou a cultura dos clubes do país e afirmou que estuda desistir de trabalhar na formação de talentos para evitar “criar inimigos”.
- Fragata é um clube novo. A ideia de formação foi na minha volta, em 2009, para o Brasil. Fiquei pensando nessa situação pela carência que temos aqui. Falamos que os clubes formam, mas será que formam realmente? Como é esse trabalho? A gente sabe que as despesas são enormes. Acabamos vendo um jogador a cada dois, três anos, que chega no profissional. Estamos falando muito da formação de jovens atletas no Brasil. Acho muito importante. Queríamos que as pessoas competentes fossem mais a fundo, porque a formação não existe da forma como acham que existe.
O Fragata é um clube novo, tem cinco anos de vida e três de um trabalho mais forte. Hoje temos parceria com a Roma, da Itália. Conseguimos essa parceria, explicamos o trabalho, e a Roma se interessou. Leva o escudo da Roma na camiseta. São coisas que conseguimos em um projeto de pouco tempo que seria muito bom para o nosso futebol. Mas é muito difícil trabalhar com isso no Brasil. Tem um custo, mensal. Foi bancado pelo Emerson nesse tempo, é um clube empresa.
Não é como clubes do Brasil que não tem dono, a cada três anos tem um presidente que não se responsabiliza por nada. Tem dívidas milionárias, mas a todo ano consegue contratar jogadores, pagar altos salários. Vivemos uma crise cultural, em que as leis não funcionam para nada. Isso me faz repensar se é importante continuar em uma situação dessas. Prefiro ter mais amigos do que inimigos no futebol.

Marciel virou xodó da torcida do Corinthians, mas não ainda não rendeu um centavo a Emerson
Marciel é peça central de uma negociação até hoje não concluída entre o Fragata, comandado por Emerson, e o Corinthians, que comprou o jogador em janeiro deste ano, após o mesmo ser destaque na Copa São Paulo de Futebol Jr.. O volante, incorporado aos profissionais, se tornou xodó da torcida e anotou o primeiro gol na vitória do Timão sobre o Fluminense, por 2 a 0. O valor da compra, de R$ 1,2 milhão, não teve sequer uma parcela paga, segundo afirmou o ex-volante.
- Não pagou nada ainda. Isso é uma questão em que o Corinthians não é o único no Brasil a agir dessa forma com seus compromissos. Ninguém está pagando ninguém. Eu falo do trabalho que a gente está fazendo, um trabalho correto, dar oportunidade para jovens.
É um clube que é chancelado pela CBF. Tem todos os requisitos da lei. Estamos falando de um acordo de mais ou menos R$ 1,2 milhão, que seria parcelado. O acordo foi baseado nisso, o Corinthians não escondeu as dificuldades. Entendemos isso, por isso a parcela. Mas não foi cumprido.
Não acho que seja só o Corinthians, muitos clubes passam por isso. Muitas pessoas que querem fazer o bem para o futebol, trabalhando jovens, fazendo a formação, porque muitos dizem que fazem e não fazem. Tentamos fazer um trabalho correto. Dá esse desânimo. Graça a deus, não preciso passar por isso. Não gostaria de ter outras situações parecidas. É uma coisa de pensar se vale a pena continuar fazendo isso.
Emerson destacou que o Fragata gasta cerca de R$ 120 mil por mês para manter o clube funcionando. O ex-jogador destacou que, durante a Copa do Mudo, a estrutura chegou a despertar interesse para se tornar uma sub-sede para receber seleções do Mundial.
Com passagens por clubes como Grêmio, Roma, Milan e Real Madrid, além da seleção brasileira, Emerson garante que torce por Marciel, apesar de admitir que a realidade do futebol brasileiro é triste.
- Estou muito feliz por ele. Foi uma escolha certa, uma escolha dele. Está em um clube reconhecido pelo nosso futebol, está com um dos melhores treinadores. Mas existem outras questões.
Ele está fazendo por merecer por tudo que está fazendo em campo. Ficamos torcendo por ele, chateados pelas outras situações, mas está enraizado na cultura. Isso me faz pensar se a gente segue ou não.
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Postado por Willian - 16935 visitas - Fonte: SporTV !
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