14/8/2015 16:44
Começa rodada, termina rodada, a discussão sobre “mão na bola e bola na mão” parece não ter fim. Nos jogos do meio desta semana pelo Campeonato Brasileiro, algumas partidas ficaram marcadas pelo debate. Na principal delas, a bronca foi grande do Sport com um pênalti marcado a favor do Corinthians em Itaquera, na última quarta-feira, quando o jogo estava empatado por 3 a 3 até os 39 minutos do segundo tempo. A bola tocou no braço de Rithely e o árbitro Luiz Flávio de Oliveira sinalizou a penalidade. O ex-árbitro e comentarista Renato Marsiglia, da TV Globo, apontou acerto na decisão da arbitragem no lance, e ainda comparou a outro lance semelhante marcado por Luiz Flávio, este no Mineirão, na quinta rodada.
- Estou com uma frase do Massimo Busacca, diretor de árbitro da Fifa: "O juiz não pode pensar apenas como juiz, ele tem que entender o movimento". O jogador não pode jogar sem a mão, mas se ele tenta fazer o seu corpo ser maior usando a mão, isso deve ser punido. Qual a diferença dos dois lances? (No jogo Corinthians x Sport) a bola vai direto no braço do jogador, que tem o movimento antinatural com o braço levantado, e que ao dar o carrinho para interceptar assume o risco e a responsabilidade. A bola vai direto no seu braço, ela não toca em nenhuma outra parte do corpo do jogador do Sport. Diferentemente, nesse lance (do Mineirão) a bola iria ser cruzada para dentro da grande área e toca na perna do jogador. Ali desvia, tem o fator surpresa, em que o jogador não tem tempo de evitar que a bola bata no seu braço. Ela não ia na direção do braço, que estava até atrás do corpo.
O outro lance citado aconteceu na quinta rodada, quando o Cruzeiro venceu o Flamengo no Mineirão. Naquela ocasião, o mesmo Luiz Flávio de Oliveira não marcou uma penalidade pedida pelo time carioca. Aos três minutos do segundo tempo, Alecsandro foi ao fundo e cruzou. Pará se jogou de carrinho para tentar fazer o corte e bola pegou no braço do lateral.
- Lá (no Mineirão), o Luiz Flávio de Oliveira acertou não marcando a penalidade máxima. Como acertou marcando a penalidade contra o Sport. O árbitro, além da intenção, tem que levar em consideração o movimento do jogador, isso é instrução normativa da Fifa. Tem que levar em consideração a velocidade da bola e se teve a oportunidade de evitar que a bola batesse no braço - explicou Marsiglia.
Gol de pênalti marcado por Jadson após pênalti polêmico deu vitória ao Corinthians contra o Sport (Reprodução SporTV)
Ainda sobre o lance ocorrido no Mineirão, Marsiglia citou também uma conversa com Manoel Serapião, diretor da Escola Nacional de Árbitros e instrutor da Fifa, que concordou com a marcação de Luiz Flávio.
- Mandei esse vídeo do jogo entre Cruzeiro e Flamengo para ele, que me respondeu e disse: "Estou com você, o toque na mão não foi em razão do bloqueio, mas em decorrência do toque no pé do defensor, que cria um segundo movimento. Tudo que caracteriza o elemento surpresa torna impossível o jogador evitar que a bola toque no seu braço”. São situações diferentes.
Ainda pela 18ª rodada do Brasileirão, um lance chamou a atenção no jogo vencido por 2 a 0 pelo Grêmio diante do Atlético-MG, no Mineirão, nesta última quinta. Os atleticanos pediram pênalti de Erazo ao tocar com a mão na bola, mas o árbitro não sinalizou a infração.
- Foi pênalti. Foi direto no braço do jogador do Grêmio, que tem um movimento antinatural. Aquela maneira dele botar o braço na frente não é como se joga futebol. O jogador do Grêmio (zagueiro Erazo) foi de uma forma afoita e com esse movimento que não é natural. Errou o Dewson Fernando Freitas ao não marcar a penalidade a favor do Atlético-MG, como acertou o Luiz Flávio - concluiu Marsiglia.
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Marsiglia aponta acerto de árbitro ao marcar pênalti para o Corinthians
Comentarista da TV Globo explica que Luiz Flávio de Oliveira acertou no lance em Itaquera e também no Mineirão, em jogo semelhante em que não deu a penalidade
Começa rodada, termina rodada, a discussão sobre “mão na bola e bola na mão” parece não ter fim. Nos jogos do meio desta semana pelo Campeonato Brasileiro, algumas partidas ficaram marcadas pelo debate. Na principal delas, a bronca foi grande do Sport com um pênalti marcado a favor do Corinthians em Itaquera, na última quarta-feira, quando o jogo estava empatado por 3 a 3 até os 39 minutos do segundo tempo. A bola tocou no braço de Rithely e o árbitro Luiz Flávio de Oliveira sinalizou a penalidade. O ex-árbitro e comentarista Renato Marsiglia, da TV Globo, apontou acerto na decisão da arbitragem no lance, e ainda comparou a outro lance semelhante marcado por Luiz Flávio, este no Mineirão, na quinta rodada.
- Estou com uma frase do Massimo Busacca, diretor de árbitro da Fifa: "O juiz não pode pensar apenas como juiz, ele tem que entender o movimento". O jogador não pode jogar sem a mão, mas se ele tenta fazer o seu corpo ser maior usando a mão, isso deve ser punido. Qual a diferença dos dois lances? (No jogo Corinthians x Sport) a bola vai direto no braço do jogador, que tem o movimento antinatural com o braço levantado, e que ao dar o carrinho para interceptar assume o risco e a responsabilidade. A bola vai direto no seu braço, ela não toca em nenhuma outra parte do corpo do jogador do Sport. Diferentemente, nesse lance (do Mineirão) a bola iria ser cruzada para dentro da grande área e toca na perna do jogador. Ali desvia, tem o fator surpresa, em que o jogador não tem tempo de evitar que a bola bata no seu braço. Ela não ia na direção do braço, que estava até atrás do corpo.
O outro lance citado aconteceu na quinta rodada, quando o Cruzeiro venceu o Flamengo no Mineirão. Naquela ocasião, o mesmo Luiz Flávio de Oliveira não marcou uma penalidade pedida pelo time carioca. Aos três minutos do segundo tempo, Alecsandro foi ao fundo e cruzou. Pará se jogou de carrinho para tentar fazer o corte e bola pegou no braço do lateral.
- Lá (no Mineirão), o Luiz Flávio de Oliveira acertou não marcando a penalidade máxima. Como acertou marcando a penalidade contra o Sport. O árbitro, além da intenção, tem que levar em consideração o movimento do jogador, isso é instrução normativa da Fifa. Tem que levar em consideração a velocidade da bola e se teve a oportunidade de evitar que a bola batesse no braço - explicou Marsiglia.
Gol de pênalti marcado por Jadson após pênalti polêmico deu vitória ao Corinthians contra o Sport (Reprodução SporTV)Ainda sobre o lance ocorrido no Mineirão, Marsiglia citou também uma conversa com Manoel Serapião, diretor da Escola Nacional de Árbitros e instrutor da Fifa, que concordou com a marcação de Luiz Flávio.
- Mandei esse vídeo do jogo entre Cruzeiro e Flamengo para ele, que me respondeu e disse: "Estou com você, o toque na mão não foi em razão do bloqueio, mas em decorrência do toque no pé do defensor, que cria um segundo movimento. Tudo que caracteriza o elemento surpresa torna impossível o jogador evitar que a bola toque no seu braço”. São situações diferentes.
Ainda pela 18ª rodada do Brasileirão, um lance chamou a atenção no jogo vencido por 2 a 0 pelo Grêmio diante do Atlético-MG, no Mineirão, nesta última quinta. Os atleticanos pediram pênalti de Erazo ao tocar com a mão na bola, mas o árbitro não sinalizou a infração.
- Foi pênalti. Foi direto no braço do jogador do Grêmio, que tem um movimento antinatural. Aquela maneira dele botar o braço na frente não é como se joga futebol. O jogador do Grêmio (zagueiro Erazo) foi de uma forma afoita e com esse movimento que não é natural. Errou o Dewson Fernando Freitas ao não marcar a penalidade a favor do Atlético-MG, como acertou o Luiz Flávio - concluiu Marsiglia.
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Postado por fyamma fernandes nogueira - 4029 visitas - Fonte: SPORTV
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