2/8/2015 16:52
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OPINIÃO: 'Rabiola grande' justifica opção pelo lado financeiro no futebol
Referência no mundo da bola ou dinheiro na conta? Sequência em um clube grande ou garantia de tranquilidade financeira? É o famoso 'cada um é cada um'
“A minha rabiola é grande”.
A frase em questão foi dita por Diego Souza, a mim, em entrevista publicada na edição da última sexta-feira do LANCE!. A declaração surgiu depois de uma pergunta sobre o fato de ele não ter tido uma sequência em um único clube. Mesmo frustrado pelas idolatrias desperdiçadas, o meia do Sport, um dos principais destaques do Brasileirão, não se mostrou arrependido da rotatividade (11 times em 13 anos de carreira).
Diego culpou a Traffic, antiga empresa que cuidava da sua carreira, mas nem por isso fugiu da responsabilidade. Ele aceitou as constantes mudanças porque entendia a necessidade de lucro do investidor e, acima de tudo, precisava cuidar da “rabiola grande”, que é composta por “esposa, filhos, pais, entre outros tantos familiares”.
A discussão envolvendo as escolhas de Diego Souza é a mesma em relação a Nilmar, por exemplo, que foi anunciado na semana passada pelo Al Nasr, dos Emirados Árabes. A decisão é (muito) discutível. Agora, chamá-lo de “mercenário”? Totalmente inaceitável. É verdade que o atacante já engordou bastante a conta bancária nos últimos anos, defendendo principalmente os milionários Al-Rayyan e Al-Jaish, do Qatar, e poderia seguir por aqui. Poderia. Não quis. E daí que ele quer juntar mais dinheiro e dar uma condição ainda melhor para a própria família? O “problema” é dele.
Óbvio que seria espetacular ver um atleta abrir mão de milhões de reais (ou euros, dólares, tanto faz) para seguir fazendo sucesso no Brasil. É raro, mas às vezes acontece. Jadson, no início do ano, ignorou a tentadora oferta do Jiangsu Sainty, da China, e escolheu ficar no Corinthians. Hoje, ele colhe frutos da decisão: vive grande fase e certamente não está passando fome. E se tivesse saído? Provavelmente estaria ainda mais rico. Logo, as duas decisões se tornam interessantes e vantajosas.

Nilmar foi negociado pela terceira pelo Internacional. Todos saíram ganhando... (Foto: Divulgação)
Paulinho e Robinho deixaram o Tottenham, da Inglaterra, e o Santos, respectivamente, para se aventurarem no Guangzhou Evergrande, da China. A dupla foi massacrada quando as transferências foram anunciadas. Qualquer um dos dois teria espaço fácil em todas as equipes brasileiras, certo? Só que eles escolherem o futebol asiático. Pior para o Brasil, melhor para eles. Vida que segue.
O que dizer de Jucilei? Negociado pelo Corinthians em 2011, o volante, desde então, sempre deixou o lado financeiro falar mais alto. E nunca escondeu isso. Em abril deste ano, entrevistei o ex-corintiano, que na época estava atuando pelo Al Jazira, dos Emirados Árabes.
Quando foi abordado sobre “ambição“, ele respondeu: “Optei e sigo optando até hoje pelo lado financeiro. Não posso escolher a visibilidade e ganhar menos. Tenho que pensar na minha família. As pessoas me criticam porque não estão na minha pele, não conhecem a minha história. Fama? Jogar no Brasil? Estar nos holofotes? Legal. Mas e a minha conta bancária? E o futuro dos meus familiares?”.
Poucos meses depois do bate-papo, o jogador, que entre 2011 e 2013 encheu os cofres no Anzhi Makhachkala, da Rússia, acertou com o Shandong Luneng, da China.
Discutir a ambição de um profissional é algo delicado. O que ele passou na infância? Quais as atuais obrigações dele? Quais são os projetos? Tudo depende do ponto de vista de cada um. É o famoso “cada um é cada um”.
A frase em questão foi dita por Diego Souza, a mim, em entrevista publicada na edição da última sexta-feira do LANCE!. A declaração surgiu depois de uma pergunta sobre o fato de ele não ter tido uma sequência em um único clube. Mesmo frustrado pelas idolatrias desperdiçadas, o meia do Sport, um dos principais destaques do Brasileirão, não se mostrou arrependido da rotatividade (11 times em 13 anos de carreira).
Diego culpou a Traffic, antiga empresa que cuidava da sua carreira, mas nem por isso fugiu da responsabilidade. Ele aceitou as constantes mudanças porque entendia a necessidade de lucro do investidor e, acima de tudo, precisava cuidar da “rabiola grande”, que é composta por “esposa, filhos, pais, entre outros tantos familiares”.
A discussão envolvendo as escolhas de Diego Souza é a mesma em relação a Nilmar, por exemplo, que foi anunciado na semana passada pelo Al Nasr, dos Emirados Árabes. A decisão é (muito) discutível. Agora, chamá-lo de “mercenário”? Totalmente inaceitável. É verdade que o atacante já engordou bastante a conta bancária nos últimos anos, defendendo principalmente os milionários Al-Rayyan e Al-Jaish, do Qatar, e poderia seguir por aqui. Poderia. Não quis. E daí que ele quer juntar mais dinheiro e dar uma condição ainda melhor para a própria família? O “problema” é dele.
Óbvio que seria espetacular ver um atleta abrir mão de milhões de reais (ou euros, dólares, tanto faz) para seguir fazendo sucesso no Brasil. É raro, mas às vezes acontece. Jadson, no início do ano, ignorou a tentadora oferta do Jiangsu Sainty, da China, e escolheu ficar no Corinthians. Hoje, ele colhe frutos da decisão: vive grande fase e certamente não está passando fome. E se tivesse saído? Provavelmente estaria ainda mais rico. Logo, as duas decisões se tornam interessantes e vantajosas.

Nilmar foi negociado pela terceira pelo Internacional. Todos saíram ganhando... (Foto: Divulgação)
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Quando foi abordado sobre “ambição“, ele respondeu: “Optei e sigo optando até hoje pelo lado financeiro. Não posso escolher a visibilidade e ganhar menos. Tenho que pensar na minha família. As pessoas me criticam porque não estão na minha pele, não conhecem a minha história. Fama? Jogar no Brasil? Estar nos holofotes? Legal. Mas e a minha conta bancária? E o futuro dos meus familiares?”.
Poucos meses depois do bate-papo, o jogador, que entre 2011 e 2013 encheu os cofres no Anzhi Makhachkala, da Rússia, acertou com o Shandong Luneng, da China.
Discutir a ambição de um profissional é algo delicado. O que ele passou na infância? Quais as atuais obrigações dele? Quais são os projetos? Tudo depende do ponto de vista de cada um. É o famoso “cada um é cada um”.
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Postado por Marcos - 10254 visitas - Fonte: LanceNet!
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