6/7/2015 09:37
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Líder de 'bancada da bola' diz que, se não mudar, MP do Futebol vai caducar
Plenário da Câmara dos Deputados adiou votação da MP do Futebol na semana passada
LUIS MACEDO / CÂMARA DOS DEPUTADO
Depois de uma semana tumultuada, a Medida Provisória 671, a MP do Futebol, deve de novo chegar ao plenário da Câmara dos Deputados para mais uma tentativa de ser votada. Na última quinta-feira, a falta de acordo político no texto acabou inviabilizando a aprovação. Apesar de novas conversas já estarem acontecendo sobre o tema, ainda não há uma versão de relatório que contemple todas as partes envolvidas.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), designou Jovair Arantes (PTB-GO), atual presidente do conselho do Atlético-GO e com relações estreitas com a CBF, parte da "bancada da bola", para ser o deputado responsável pelas tratativas de acordo com o relator Otávio Leite (PSDB-RJ) e os clubes. Em entrevista ao ESPN.com.br, o parlamentar deixou claro que há pelo menos quatro pontos que precisam ser mudados dos quais ele não abre mão.
"Tem alguns pontos que precisam necessariamente passar por mudanças. Vou destacar quatro deles. Não pode ter no texto a imposição de uma auditoria independente a cada três meses. Isso vai ser só um gasto a mais para os clubes, que hoje mal conseguem pagar salário. O ponto que fala do déficit zero até 2020 é impossível. Não tem o menor cabimento. É óbvio que até lá ainda haverá déficit. A ingerência nas federações a gente também não aceita. E a exigência de CND para participar dos campeonatos é um grande problema", afirmou o deputado.
"Ou chegamos em um acordo para mudar esses quatro pontos, pelo menos, ou não vai haver acordo para ir ao plenário. Se isso acontecer, a MP vai caducar, já que o prazo termina em 17 de julho. Não há outra solução. Tem que mudar esses pontos", completou.
O relator, por outro lado, não quer abrir mão desses pontos, que foram colocados inclusive pelo governo no texto original da medida. A pressão da maioria do clubes, e também da CBF, é para a retirada desses itens.
"A gente não pode usar o argumento de tentar salvar o futebol brasileiro e acabar afundando ele. Se você colocar na lei coisas que os clubes não poderão fazer, é isso que você vai estar fazendo. Afundando os clubes cada vez mais. Eles não vão aguentar com tantas exigências e não vão sobreviver", acrescentou.
Na parte da apresentação das CNDs (Certidões Negativas de Débitos), aquelas que provam que o clube está em dia com os parcelamentos e demais impostos, Jovair argumenta que a burocracia e a paixão que existe no futebol podem acabar prejudicando os campeonatos.
"Quando o governo parcelou a dívida para bancos, universidades privadas, para o setor automobilístico, a CND não virou uma exigência. Por que vai virar para os clubes de futebol? Não tem nenhum sentido isso ser assim. Não tem motivo ter essa exigência toda", disse o deputado.
"A gente sabe da burocracia que existe no estado e aí vem uma coisa mais grave. O futebol é mais passional que relação de marido e mulher, do que relação de irmãos. Vai chegar um burocrata qualquer e vai querer prejudicar um outro clube. Um corintiano, por exemplo, analisando os documentos de um palmeirense, perto do campeonato começar. Imagina isso? Não podemos dar esse tipo de brecha. É nessa direção que eu estou trabalhando", finalizou.
Segundo Jovair, haverá uma rodada de conversas nesta segunda-feira, no sentido de buscar um acordo em cima do texto que será levado ao plenário.
Depois de uma semana tumultuada, a Medida Provisória 671, a MP do Futebol, deve de novo chegar ao plenário da Câmara dos Deputados para mais uma tentativa de ser votada. Na última quinta-feira, a falta de acordo político no texto acabou inviabilizando a aprovação. Apesar de novas conversas já estarem acontecendo sobre o tema, ainda não há uma versão de relatório que contemple todas as partes envolvidas.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), designou Jovair Arantes (PTB-GO), atual presidente do conselho do Atlético-GO e com relações estreitas com a CBF, parte da "bancada da bola", para ser o deputado responsável pelas tratativas de acordo com o relator Otávio Leite (PSDB-RJ) e os clubes. Em entrevista ao ESPN.com.br, o parlamentar deixou claro que há pelo menos quatro pontos que precisam ser mudados dos quais ele não abre mão.
"Tem alguns pontos que precisam necessariamente passar por mudanças. Vou destacar quatro deles. Não pode ter no texto a imposição de uma auditoria independente a cada três meses. Isso vai ser só um gasto a mais para os clubes, que hoje mal conseguem pagar salário. O ponto que fala do déficit zero até 2020 é impossível. Não tem o menor cabimento. É óbvio que até lá ainda haverá déficit. A ingerência nas federações a gente também não aceita. E a exigência de CND para participar dos campeonatos é um grande problema", afirmou o deputado.
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O relator, por outro lado, não quer abrir mão desses pontos, que foram colocados inclusive pelo governo no texto original da medida. A pressão da maioria do clubes, e também da CBF, é para a retirada desses itens.
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Na parte da apresentação das CNDs (Certidões Negativas de Débitos), aquelas que provam que o clube está em dia com os parcelamentos e demais impostos, Jovair argumenta que a burocracia e a paixão que existe no futebol podem acabar prejudicando os campeonatos.
"Quando o governo parcelou a dívida para bancos, universidades privadas, para o setor automobilístico, a CND não virou uma exigência. Por que vai virar para os clubes de futebol? Não tem nenhum sentido isso ser assim. Não tem motivo ter essa exigência toda", disse o deputado.
"A gente sabe da burocracia que existe no estado e aí vem uma coisa mais grave. O futebol é mais passional que relação de marido e mulher, do que relação de irmãos. Vai chegar um burocrata qualquer e vai querer prejudicar um outro clube. Um corintiano, por exemplo, analisando os documentos de um palmeirense, perto do campeonato começar. Imagina isso? Não podemos dar esse tipo de brecha. É nessa direção que eu estou trabalhando", finalizou.
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Postado por Marcos - 3555 visitas - Fonte: ESPN
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