24/4/2015 08:15
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Sérgio Mallandro idolatra Rivellino e renega porco no Corinthians
Não era pegadinha: Sérgio Mallandro se encontrou com o ídolo Rivellino e virou corintiano de vez
Mesmo em uma semana com derrotas para Palmeiras e São Paulo, Sérgio Mallandro arrancou muitas gargalhadas de aproximadamente uma centena de torcedores do Corinthians – e de alguns rivais infiltrados – em uma apresentação no Parque São Jorge, na noite de quinta-feira. O humorista inaugurou o festival “Loucos por Rir”, realizado no teatro do clube, e ganhou um uniforme alvinegro e até o prestígio do ex-jogador Roberto Rivellino.
Sérgio já havia usado a sua mallandragem para conquistar a plateia corintiana assim que entrara em cena. Vestido com uma camiseta preta, com o desenho de um tigre em destaque e nenhum vestígio de verde, ele começou a requebrar ao som de “Farofa” quando as cortinas escuras do teatro foram abertas. E estancou nos seus passos descoordenados ao ouvir um verso de sua autoria soar dos alto-falantes: “Comprei um pé de porco”.
“Essa música fala em porco. Está maluco? Não sei como gravei essa canção. E olha que já fiz coisas piores”, brincou o Mallandro, na primeira vez em que não usou neologismos como “rá” ou “glu glu” ao microfone, fazendo a alegria de quem não gosta do mascote adotivo do Palmeiras. “Disse esse negócio do porco de improviso. Ainda não tinha me apresentado para torcedores, né? Achei diferente, mas nem tanto”, contou, mais tarde, à Gazeta Esportiva.
Palmeirense na infância, Rivellino costuma ser citado nas apresentações de Sérgio Mallandro independentemente do tipo de espectadores. Ao final de cada show, o humorista olha para o vazio, aponta para o fundo do teatro e agradece ao seu ídolo de Fluminense pela presença. Quando todos ainda procuram o campeão mundial de 1970, ele encerra a série de piadas em grande estilo: “Rá! É pegadinha do Mallandro!”.
Desta vez, no entanto, Rivellino subiu no palco sorrateiramente e surpreendeu Sérgio Mallandro. “Ele veio mesmo?”, animou-se o artista, que ganhou das mãos do ex-atleta a sua camisa do Corinthians preta, com listras brancas e com “Glu Glu” impresso na frente e “Yeéh Yéeeh”, nas costas. Foi a deixa que ele precisava para reforçar os seus laços com o clube do Parque São Jorge.
“Tu acha que a gente fatura essa Libertadores aí?”, Mallandro perguntou a Rivellino. “Está preocupante. Sofremos duas derrotas que nos marcaram”, foi a resposta de quem ficou estigmatizado por outra eliminação no Campeonato Paulista diante do Palmeiras, em 1974, e rumou para o Fluminense. “Eu queria ter sido campeão estadual.
Infelizmente, não consegui, mas fiz muitos gols contra o Santos e outros clubes, além de ter ganhado o Torneio do Povo, o Laudo Natel. Algumas coisas ultrapassaram a minha vontade. Mas adoro esse time”, discursou o ex-atleta.

"Quero pegar no seu glu glu", brincou a fã corintiana, que acabou presenteada no palco pelo humorista
Já adoração de Sérgio Mallandro pelo Corinthians é um pouco menor. “Como sou carioca, torcia pelo Fluminense. Joguei até na base lá. Era craque, poderia ter virado jogador. Mas, aí, vindo para São Paulo, virei corintiano por influência dos meus amigos.
Eles são doentes – choram e até brocham pelo futebol. É uma coisa louco. Também sou amigo do Andrés (Sanchez, ex-presidente) há um tempão. Vou até a estádio”, garantiu, porém sem conseguir apontar um jogador atual do Corinthians que admire. “Pô, bicho... Eu gosto de todos!”, justificou.
A plateia também colocou à prova o apreço de Sérgio Mallandro pelo Corinthians. Em determinado momento, o humorista interrompeu o seu show para apertar o cinto, já com as calças um pouco arriadas, e dobrou o joelhos. “Aqui é Corinthians, mano!”, repreendeu um expectador, em tom de brincadeira. “É Corinthians, mano? E aí? Eu fico pelado por isso?”, rebateu. Uma mulher não deixou por menos, com um alerta: “Cuidado com os bambis!”.
Também havia mulheres palmeirenses no público majoritariamente corintiano. “Quando o Corinthians está jogando, vocês conseguem transar?”, Mallandro perguntou, admirado ao descobrir que a sua interlocutora torcia por outro time. “Tu é palmeirense? E namora com um corintiano? Como pode? Como foi no domingo?”, continuou a questionar. “Ele foi para o jogo e se f...”, ela sorriu. E o artista se conformou: “Então é isso... Você não vai comer só porque é palmeirense? F...”.

Quando o casal era formado por dois corintianos, contudo, Sérgio Mallandro ficava mais à vontade. Chegou a pedir para um rapaz se levantar e fazer uma promessa: “Fale que vai se casar com ela perante a nação corintiana!”. A namorada de mais de uma década reagiu com uma revelação que despertou vaias entre os presentes: “Ele prometeu que só se casaria comigo quando o Corinthians fosse tricampeão mundial. E agora está falando que o título de 2000 não valeu!”.
Sobrou também para os solteiros. “Quero que vocês me respondam com sinceridade. Se mentirem, o Corinthians não vai ganhar a Libertadores. O Corinthians está nas mãos de vocês. Quem já tomou Viagra?”, indagou Mallandro. Apenas quatro mãos se ergueram, além da do próprio ator. Para um dos que dispensavam o comprimido, ele provocou: “Se já deu o c..., dê uma risadinha”. O torcedor permaneceu sério e comemorou: “Aqui é Corinthians, mano!”.
O grito foi o estopim para algumas músicas de arquibancada ecoarem da plateia. Alguém até lembrou que 23 de abril, data da abertura do festival “Loucos por Rir”, era dia de São Jorge. E Sérgio Mallandro se contagiou a ponto de fazer como Roberto Rivellino, que um dia deixou de lado a paixão pelo Palmeiras, e esquecer o seu Fluminense. “Sou Corinthians, bicho.
Tu vai me complicar? Se jogarem os dois, quero um empate, no máximo”, avisou, antes de berrar pela última vez aos fãs que já o fotografavam. “Até a Libertadores! Vamos ganhar! Corinthians na veia! Ie ié!”, bradou, já sem passar a impressão de que aquela torcida era pegadinha.
Sérgio já havia usado a sua mallandragem para conquistar a plateia corintiana assim que entrara em cena. Vestido com uma camiseta preta, com o desenho de um tigre em destaque e nenhum vestígio de verde, ele começou a requebrar ao som de “Farofa” quando as cortinas escuras do teatro foram abertas. E estancou nos seus passos descoordenados ao ouvir um verso de sua autoria soar dos alto-falantes: “Comprei um pé de porco”.
“Essa música fala em porco. Está maluco? Não sei como gravei essa canção. E olha que já fiz coisas piores”, brincou o Mallandro, na primeira vez em que não usou neologismos como “rá” ou “glu glu” ao microfone, fazendo a alegria de quem não gosta do mascote adotivo do Palmeiras. “Disse esse negócio do porco de improviso. Ainda não tinha me apresentado para torcedores, né? Achei diferente, mas nem tanto”, contou, mais tarde, à Gazeta Esportiva.
Palmeirense na infância, Rivellino costuma ser citado nas apresentações de Sérgio Mallandro independentemente do tipo de espectadores. Ao final de cada show, o humorista olha para o vazio, aponta para o fundo do teatro e agradece ao seu ídolo de Fluminense pela presença. Quando todos ainda procuram o campeão mundial de 1970, ele encerra a série de piadas em grande estilo: “Rá! É pegadinha do Mallandro!”.
Desta vez, no entanto, Rivellino subiu no palco sorrateiramente e surpreendeu Sérgio Mallandro. “Ele veio mesmo?”, animou-se o artista, que ganhou das mãos do ex-atleta a sua camisa do Corinthians preta, com listras brancas e com “Glu Glu” impresso na frente e “Yeéh Yéeeh”, nas costas. Foi a deixa que ele precisava para reforçar os seus laços com o clube do Parque São Jorge.
“Tu acha que a gente fatura essa Libertadores aí?”, Mallandro perguntou a Rivellino. “Está preocupante. Sofremos duas derrotas que nos marcaram”, foi a resposta de quem ficou estigmatizado por outra eliminação no Campeonato Paulista diante do Palmeiras, em 1974, e rumou para o Fluminense. “Eu queria ter sido campeão estadual.
Infelizmente, não consegui, mas fiz muitos gols contra o Santos e outros clubes, além de ter ganhado o Torneio do Povo, o Laudo Natel. Algumas coisas ultrapassaram a minha vontade. Mas adoro esse time”, discursou o ex-atleta.

"Quero pegar no seu glu glu", brincou a fã corintiana, que acabou presenteada no palco pelo humorista
Já adoração de Sérgio Mallandro pelo Corinthians é um pouco menor. “Como sou carioca, torcia pelo Fluminense. Joguei até na base lá. Era craque, poderia ter virado jogador. Mas, aí, vindo para São Paulo, virei corintiano por influência dos meus amigos.
Eles são doentes – choram e até brocham pelo futebol. É uma coisa louco. Também sou amigo do Andrés (Sanchez, ex-presidente) há um tempão. Vou até a estádio”, garantiu, porém sem conseguir apontar um jogador atual do Corinthians que admire. “Pô, bicho... Eu gosto de todos!”, justificou.
A plateia também colocou à prova o apreço de Sérgio Mallandro pelo Corinthians. Em determinado momento, o humorista interrompeu o seu show para apertar o cinto, já com as calças um pouco arriadas, e dobrou o joelhos. “Aqui é Corinthians, mano!”, repreendeu um expectador, em tom de brincadeira. “É Corinthians, mano? E aí? Eu fico pelado por isso?”, rebateu. Uma mulher não deixou por menos, com um alerta: “Cuidado com os bambis!”.
Também havia mulheres palmeirenses no público majoritariamente corintiano. “Quando o Corinthians está jogando, vocês conseguem transar?”, Mallandro perguntou, admirado ao descobrir que a sua interlocutora torcia por outro time. “Tu é palmeirense? E namora com um corintiano? Como pode? Como foi no domingo?”, continuou a questionar. “Ele foi para o jogo e se f...”, ela sorriu. E o artista se conformou: “Então é isso... Você não vai comer só porque é palmeirense? F...”.

Quando o casal era formado por dois corintianos, contudo, Sérgio Mallandro ficava mais à vontade. Chegou a pedir para um rapaz se levantar e fazer uma promessa: “Fale que vai se casar com ela perante a nação corintiana!”. A namorada de mais de uma década reagiu com uma revelação que despertou vaias entre os presentes: “Ele prometeu que só se casaria comigo quando o Corinthians fosse tricampeão mundial. E agora está falando que o título de 2000 não valeu!”.
Sobrou também para os solteiros. “Quero que vocês me respondam com sinceridade. Se mentirem, o Corinthians não vai ganhar a Libertadores. O Corinthians está nas mãos de vocês. Quem já tomou Viagra?”, indagou Mallandro. Apenas quatro mãos se ergueram, além da do próprio ator. Para um dos que dispensavam o comprimido, ele provocou: “Se já deu o c..., dê uma risadinha”. O torcedor permaneceu sério e comemorou: “Aqui é Corinthians, mano!”.
O grito foi o estopim para algumas músicas de arquibancada ecoarem da plateia. Alguém até lembrou que 23 de abril, data da abertura do festival “Loucos por Rir”, era dia de São Jorge. E Sérgio Mallandro se contagiou a ponto de fazer como Roberto Rivellino, que um dia deixou de lado a paixão pelo Palmeiras, e esquecer o seu Fluminense. “Sou Corinthians, bicho.
Tu vai me complicar? Se jogarem os dois, quero um empate, no máximo”, avisou, antes de berrar pela última vez aos fãs que já o fotografavam. “Até a Libertadores! Vamos ganhar! Corinthians na veia! Ie ié!”, bradou, já sem passar a impressão de que aquela torcida era pegadinha.
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Postado por Willian - 4131 visitas - Fonte: Gazeta Esportiva !
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