27/3/2015 21:21
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MP: Veja quanto seu clube vai pagar para refinanciar as dívidas
A soma das parcelas que os 20 maiores clubes do Brasil terão de pagar ao governo se aderirem ao Programa de refinanciamento das dívidas proposto na Medida Provisória 671 será de R$ 10,6 milhões no primeiro mês de adesão, superando ainda os R$ 15 milhões após 36 meses. O cálculo foi feito pelo colunista do LANCE!BIZZ, Amir Somoggi, considerando os dados dos balanços de 2013, os únicos disponíveis para todos os clubes.
O Flamengo, com R$ 1.364.440 e o Atlético-MG com R$ 1.139 mil 315 teriam as maiores parcelas iniciais do refinanciamento. Sport Recife, com R$ 85.713 e Ponte Preta, com R$ 75.973 se comprometeriam com os menores valores mensais. Os 20 clubes analisados por Somoggi representam mais de 80% do volume financeiro movimentado no futebol brasileiro nos últimos 10 anos.
Nesse grupo, destaca o consultor, seis clubes se sobressaem como os maiores devedores da União: Flamengo, Atlético-MG, Vasco, Corinthians e Fluminense que somados possuíam débitos de R$ 1,4 bilhão, de acordo com os balanços de 2013.
- É importante destacar que os balanços dos clubes apresentam dados consolidados, sem a abertura necessária para o cálculo correto. Somente os órgãos credores tem a exata informação. Os números de 2014 devem ser maiores do que os de 2013. Mesmo porque, as dívidas fiscais não pararam de subir nos últimos anos. Em 2013 subiram quase 11% na comparação com 2012. Em 2012 o crescimento foi de 24% em relação a 2011 – explica Somoggi.
De acordo com os balanços de 2013, todos os clubes brasileiros somados apresentavam uma dívida total de R$ 5,9 bilhões, sendo que cerca de 40% passíveis de parcelamento com órgãos federais (o que daria um valor de aproximadamente de R$ 2,4 bilhões). No entanto, pelas estimativas atuais, apenas esses valores a serem parcelados representam R$ 4 bilhões, o que significa a existência de um “rombo” muito maior do que era imaginado até aqui.
Parcela inicial (EM R$)
Percentual da dívida
quitado em 36 meses
Flamengo 1.364.440
Atlético-MG 1.139.315
Corinthians 1.053.410
Internacional 922.311
Vasco da Gama 798.520
Botafogo 771.815
Grêmio 640.883
Santos 634.250
Fluminese 623.800
São Paulo 607.853
Bahia 372.000
Coritiba 322.326
Cruzeiro 313.114
Palmeiras 301.935
Náutico 240.525
Atlético-PR 170.417
Vitória 108.502
Goiás 92.450
Sport 85.713
Ponte Preta 75.973
Atlético-PR 100%
São Paulo 54%
Internacional 40%
Vitória 39%
Goiás 38%
Grêmio 37%
Palmeiras 35%
Santos 35%
Cruzeiro 34%
Corinthians 34%
Botafogo 33%
Náutico 31%
Bahia 31%
Coritiba 30%
Sport 29%
Ponte Preta 25%
Atlético-MG 24%
Vasco da Gama 21%
Fluminense 21%
Flamengo 20%
Pela análise de Somoggi, considerando os termos da MP e as estimativas feitas aqui, os 20 principais clubes brasileiros terão quitado cerca de 36% da dívida fiscal ao final dos 36 meses iniciais do programa de refinanciamento. Um caso que chama a atenção é o do
Atlético-PR, já que por ter uma dívida muito pequena o clube será o primeiro a encerrar o parcelamento, já em abril de 2016, um ano após o pagamento da primeira parcela. Já o Flamengo, com apenas 20%, Fluminense e Vasco com 21% e Atlético-MG com 24% terão quitado o menor percentual da dívida.
- O programa, da forma como está publicado, é vantajoso para os clubes. A grande questão é saber se os dirigentes farão os ajustes necessários em seus orçamentos para manter os pagamentos mensais em dia, já que a análise mostra que os parcelamentos pesarão muito daqui para frente. E, principalmente, é preciso evitar que o Profut se transforme em uma nova Timemania, uma regulação inócua para resolver o pesado débito fiscal sem punições efetivas para os clubes que descumprirem seus compromissos – conclui o consultor.
O Flamengo, com R$ 1.364.440 e o Atlético-MG com R$ 1.139 mil 315 teriam as maiores parcelas iniciais do refinanciamento. Sport Recife, com R$ 85.713 e Ponte Preta, com R$ 75.973 se comprometeriam com os menores valores mensais. Os 20 clubes analisados por Somoggi representam mais de 80% do volume financeiro movimentado no futebol brasileiro nos últimos 10 anos.
Nesse grupo, destaca o consultor, seis clubes se sobressaem como os maiores devedores da União: Flamengo, Atlético-MG, Vasco, Corinthians e Fluminense que somados possuíam débitos de R$ 1,4 bilhão, de acordo com os balanços de 2013.
- É importante destacar que os balanços dos clubes apresentam dados consolidados, sem a abertura necessária para o cálculo correto. Somente os órgãos credores tem a exata informação. Os números de 2014 devem ser maiores do que os de 2013. Mesmo porque, as dívidas fiscais não pararam de subir nos últimos anos. Em 2013 subiram quase 11% na comparação com 2012. Em 2012 o crescimento foi de 24% em relação a 2011 – explica Somoggi.
De acordo com os balanços de 2013, todos os clubes brasileiros somados apresentavam uma dívida total de R$ 5,9 bilhões, sendo que cerca de 40% passíveis de parcelamento com órgãos federais (o que daria um valor de aproximadamente de R$ 2,4 bilhões). No entanto, pelas estimativas atuais, apenas esses valores a serem parcelados representam R$ 4 bilhões, o que significa a existência de um “rombo” muito maior do que era imaginado até aqui.
Parcela inicial (EM R$)
Percentual da dívida
quitado em 36 meses
Flamengo 1.364.440
Atlético-MG 1.139.315
Corinthians 1.053.410
Internacional 922.311
Vasco da Gama 798.520
Botafogo 771.815
Grêmio 640.883
Santos 634.250
Fluminese 623.800
São Paulo 607.853
Bahia 372.000
Coritiba 322.326
Cruzeiro 313.114
Palmeiras 301.935
Náutico 240.525
Atlético-PR 170.417
Vitória 108.502
Goiás 92.450
Sport 85.713
Ponte Preta 75.973
Atlético-PR 100%
São Paulo 54%
Internacional 40%
Vitória 39%
Goiás 38%
Grêmio 37%
Palmeiras 35%
Santos 35%
Cruzeiro 34%
Corinthians 34%
Botafogo 33%
Náutico 31%
Bahia 31%
Coritiba 30%
Sport 29%
Ponte Preta 25%
Atlético-MG 24%
Vasco da Gama 21%
Fluminense 21%
Flamengo 20%
Pela análise de Somoggi, considerando os termos da MP e as estimativas feitas aqui, os 20 principais clubes brasileiros terão quitado cerca de 36% da dívida fiscal ao final dos 36 meses iniciais do programa de refinanciamento. Um caso que chama a atenção é o do
Atlético-PR, já que por ter uma dívida muito pequena o clube será o primeiro a encerrar o parcelamento, já em abril de 2016, um ano após o pagamento da primeira parcela. Já o Flamengo, com apenas 20%, Fluminense e Vasco com 21% e Atlético-MG com 24% terão quitado o menor percentual da dívida.
- O programa, da forma como está publicado, é vantajoso para os clubes. A grande questão é saber se os dirigentes farão os ajustes necessários em seus orçamentos para manter os pagamentos mensais em dia, já que a análise mostra que os parcelamentos pesarão muito daqui para frente. E, principalmente, é preciso evitar que o Profut se transforme em uma nova Timemania, uma regulação inócua para resolver o pesado débito fiscal sem punições efetivas para os clubes que descumprirem seus compromissos – conclui o consultor.
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Postado por Edson Alan Melo - 12171 visitas - Fonte: Lance! NET
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