30/9/2014 08:30
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Perto de adeus, Gobbi desabafa: Merecia mais respeito
Foi com Mário Gobbi como presidente que o Corinthians realizou o sonho de ganhar a Copa Libertadores da América, conquistou seu Mundial mais saboroso e inaugurou seu estádio em Itaquera. Ele terminará o mandato no início do próximo ano distante dos velhos aliados, criticado por sua condução do clube e desgostoso com o que julga um injusto encerramento do período no principal cargo da diretoria.
Por isso, o delegado se licenciou de seu trabalho na Polícia Civil neste mês. Só retomará o posto no final do ano, quando espera ter deixado encaminhada a execução do planejamento para a temporada 2015 – as eleições serão em fevereiro. Ele tem vivido o dia a dia da agremiação, com presença constante tanto na sede social, no Parque São Jorge, quanto no CT do Parque Ecológico.
Na última segunda-feira, por exemplo, após mais uma derrota no Campeonato Brasileiro, Gobbi acompanhou parte do jogo-treino dos reservas com a equipe sub-20, conversou com Mano Menezes, assistiu às entrevistas de Fábio Santos, Ralf e Renato Augusto e concedeu a sua própria, defendendo longamente o treinador. Depois, foi ao Parque São Jorge para uma reunião do Cori (Conselho de Orientação).
No clube, o presidente encontrou alguns daqueles que lhe viraram as costas. Embora evite palavras ríspidas, ele é magoado com as críticas de Andrés Sanchez, seu antecessor e líder do grupo político de que ainda faz parte. Próximos de Andrés, Roberto de Andrade, provável presidente a partir de fevereiro, e Duílio Monteiro Alves deixaram a diretoria de futebol no início deste ano.
Agora que Mano é muito criticado, Gobbi se sente traído por estar isolado de maneira geral e, mais especificamente, ser o único a defender o treinador. Na temporada passada, ele teve de bater o pé para evitar a demissão de Tite, que só saiu ao fim do contrato, em dezembro, coberto de homenagens. A fraca temporada da equipe faz Roberto de Andrade acenar justamente com a contratação de Tite para 2015.
“Teve uma novela que eu te conto um dia, mas, por três vezes, quem segurou o Tite aqui fui eu, o Mário Gobbi, está certo? É que precisa ser homem para manter aqui fora o que é falado lá dentro”, disse. “Cada um tem seu técnico. Quando eu sair, quem assumir vai ter o técnico dele. Ou os técnicos dele. Na ocasião, conversamos, fechamos e trouxemos o técnico que está aí.”
Ainda que em um esforço derradeiro para um término que considere digno para seu mandato, o dirigente já não tem paciência para rebater os questionamentos ouvidos dentro do clube. Criticado por gastar muito em 2013 – nem ele julga acertados os hoje indefensáveis R$ 40 milhões investidos em Alexandre Pato – e pouco em 2014, considera bom o trabalho de reformulação do elenco que vem conduzindo.
Mano foi contratado justamente para liderar o processo que, percebeu-se nos primeiros meses do ano, seria mais profundo do que o imaginado inicialmente. A temporada atual foi então publicamente apontada pelo presidente como um período de transição, com resultados efetivos a ser colhidos a partir de 2015. Nessa transição, Gobbi encerra um mandato de títulos históricos com a briga por vaga na Copa Libertadores como meta realista.
“Estávamos no meio do Paulista. Eu vim aqui e assumi publicamente a situação. É que, no futebol, esquece-se tudo o que ficou para trás. Vim aqui e banquei a reformulação. E ninguém quer fazer isso, porque gera desgaste”, comentou Gobbi, antes da conclusão amarga. “Eu não merecia. Merecia um mínimo de respeito pelo que fiz nos últimos 11 anos. Não merecia, mas estou passando pelo bem do Corinthians.”
Por isso, o delegado se licenciou de seu trabalho na Polícia Civil neste mês. Só retomará o posto no final do ano, quando espera ter deixado encaminhada a execução do planejamento para a temporada 2015 – as eleições serão em fevereiro. Ele tem vivido o dia a dia da agremiação, com presença constante tanto na sede social, no Parque São Jorge, quanto no CT do Parque Ecológico.
Na última segunda-feira, por exemplo, após mais uma derrota no Campeonato Brasileiro, Gobbi acompanhou parte do jogo-treino dos reservas com a equipe sub-20, conversou com Mano Menezes, assistiu às entrevistas de Fábio Santos, Ralf e Renato Augusto e concedeu a sua própria, defendendo longamente o treinador. Depois, foi ao Parque São Jorge para uma reunião do Cori (Conselho de Orientação).
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Agora que Mano é muito criticado, Gobbi se sente traído por estar isolado de maneira geral e, mais especificamente, ser o único a defender o treinador. Na temporada passada, ele teve de bater o pé para evitar a demissão de Tite, que só saiu ao fim do contrato, em dezembro, coberto de homenagens. A fraca temporada da equipe faz Roberto de Andrade acenar justamente com a contratação de Tite para 2015.
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Postado por Willian - 10266 visitas - Fonte: Terra
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