4/4/2014 12:05
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Gastos excessivos e a ineficiência dos clubes paulistas .
A boa campanha dos times de menor investimento no Paulistão surpreendeu os grandes, donos de orçamentos milionários
O Santos foi o único grande de São Paulo que não desapontou neste início de temporada
O futebol é conhecido globalmente como um dos únicos esportes que nem sempre o melhor vence uma partida. Isso realmente acontece, o que faz desta imponderabilidade um fator diferenciado do esporte mais popular do planeta.
Entretanto essa realidade, mesmo que ocorra de tempos em tempos, deve ser enxergada como exceção e não regra. O Campeonato Paulista de 2014 inverteu essa lógica, já que três dos quatro grandes clubes do estado foram eliminados precocemente da competição por clubes de menor investimento. Isso em minha opinião demonstra que não podemos simplesmente utilizar o argumento da imponderabilidade como justificativa.
O caso mais emblemático dessa situação foi a eliminação precoce do Corinthians, que nem ao menos se classificou para as fases finais do Paulistão. O clube tem a maior folha salarial do futebol brasileiro e em 2012 gastou mais de R$ 233 milhões com o seu departamento de futebol. O time perdeu a vaga para clubes com gastos com futebol 40 vezes menores, como o caso do Ituano e Botafogo de Ribeirão Preto.
Em seguida foi a vez do São Paulo, eliminado nos pênaltis para o Penapolense. O clube do Morumbi tem a segunda maior folha salarial do estado e em 2012 gastou R$ 190 milhões com o futebol. O Tricolor Paulista já publicou seu balanço de 2013 e, no ano passado, os gastos com o futebol atingiram R$ 248 milhões.
Segundo dados extraoficiais, a equipe de Penapólis tem uma despesa para manter a sua folha salarial em dia de cerca de R$ 5 milhões por ano.
Finalmente, o Palmeiras, eliminado em pleno Pacaembu pelo Ituano, segue o mesmo princípio. O Verdão gastou em 2012 algo em torno de R$ 140 milhões com futebol, contra R$ 5,8 milhões do clube de Itu.
Assim sendo, o famoso trio de ferro, que em 2012 injetou mais de R$ 563 milhões no futebol, não conseguiu superar equipes com orçamentos muito mais modestos. O único que venceu seus rivais foi o Santos, que quase teve o mesmo destino dos demais grandes de São Paulo, em jogo disputadíssimo contra a Penapolense, na Vila.
O que fica claro nessa situação é que os gastos excessivos dos grandes clubes, com salários exorbitantes, tanto de jogadores como de suas comissões técnicas, não estão sendo eficientes, já que o futebol praticado pelas equipes está muito aquém dos investimentos realizados.
O que foi possível verificar também é que a eliminação de Corinthians, São Paulo e Palmeiras mostra como os clubes gerem mal seus abundantes recursos e o bom desempenho dos times menores acaba expondo essa realidade. Os grandes gastam mal e mesmo ainda assim não conseguem extrair de seus atletas um desempenho, provando que talvez seja a hora de mudarmos esse modelo de administração gastão e pouco eficiente.
A cada medalhão caríssimo que um clube contrata, muitos jovens craques das categorias de base não tem chance de subir para a equipe principal. Muitos dos famosos jogadores não se mostram motivados para vencer um clube menor do interior, pelo menos essa é a imagem que os jogos realizados passaram.
Já os menores têm jogadores extremamente motivados, mesmo com uma folha salarial infinitamente inferior. O Santos tem uma peculiaridade. Embora também gaste mal, o clube praiano, nessa temporada, vem mesclando jovens jogadores oriundos das categorias de base com atletas mais rodados, o que de certa forma justifica a nossa análise.
O futebol brasileiro precisa rever seus conceitos. Não s epode mais admitir essa gastança desenfreada, sem nenhuma eficiência. O recomendado é que os clubes possam equilibrar seus times, misturando jogadores mais experientes e renomados com jovens promessas, que tem na motivação o diferencial. Talvez assim possamos, no futuro, testemunhar clubes tradicionais exibindo além de tecnica apurada, muita garra e disposição, a exemplo das principais ligas da Europa.
O futebol é conhecido globalmente como um dos únicos esportes que nem sempre o melhor vence uma partida. Isso realmente acontece, o que faz desta imponderabilidade um fator diferenciado do esporte mais popular do planeta.
Entretanto essa realidade, mesmo que ocorra de tempos em tempos, deve ser enxergada como exceção e não regra. O Campeonato Paulista de 2014 inverteu essa lógica, já que três dos quatro grandes clubes do estado foram eliminados precocemente da competição por clubes de menor investimento. Isso em minha opinião demonstra que não podemos simplesmente utilizar o argumento da imponderabilidade como justificativa.
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O que fica claro nessa situação é que os gastos excessivos dos grandes clubes, com salários exorbitantes, tanto de jogadores como de suas comissões técnicas, não estão sendo eficientes, já que o futebol praticado pelas equipes está muito aquém dos investimentos realizados.
O que foi possível verificar também é que a eliminação de Corinthians, São Paulo e Palmeiras mostra como os clubes gerem mal seus abundantes recursos e o bom desempenho dos times menores acaba expondo essa realidade. Os grandes gastam mal e mesmo ainda assim não conseguem extrair de seus atletas um desempenho, provando que talvez seja a hora de mudarmos esse modelo de administração gastão e pouco eficiente.
A cada medalhão caríssimo que um clube contrata, muitos jovens craques das categorias de base não tem chance de subir para a equipe principal. Muitos dos famosos jogadores não se mostram motivados para vencer um clube menor do interior, pelo menos essa é a imagem que os jogos realizados passaram.
Já os menores têm jogadores extremamente motivados, mesmo com uma folha salarial infinitamente inferior. O Santos tem uma peculiaridade. Embora também gaste mal, o clube praiano, nessa temporada, vem mesclando jovens jogadores oriundos das categorias de base com atletas mais rodados, o que de certa forma justifica a nossa análise.
O futebol brasileiro precisa rever seus conceitos. Não s epode mais admitir essa gastança desenfreada, sem nenhuma eficiência. O recomendado é que os clubes possam equilibrar seus times, misturando jogadores mais experientes e renomados com jovens promessas, que tem na motivação o diferencial. Talvez assim possamos, no futuro, testemunhar clubes tradicionais exibindo além de tecnica apurada, muita garra e disposição, a exemplo das principais ligas da Europa.
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Postado por Willian - 6348 visitas - Fonte: LanceNet!
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