24/3/2014 09:58
VEJA TAMBÉM
- Fugiu? Depay sente a pressão e sai de cena em momento crítico do Corinthians
- Saída milionária! Corinthians define acordo de 4,8 milhões após saída de Diniz
- Pressão da Gaviões faz Corinthians enfrentar dilemas com Depay e futuro de Seedorf
Notícias mais lidas
Sheik e Mano travam queda de braço nos bastidores; atacante deve perder.
Treinador não quer mais o atacante no elenco. Jogador também está insatisfeito no banco de reservas. Diretoria, aliada do técnico, tenta colocar Emerson no mercado
A não convocação de Emerson para a partida contra o Atlético Sorocaba, domingo, pela última rodada do Campeonato Paulista, foi apenas a ponta do "iceberg" da crise entre o atacante e Mano Menezes. Treinador e jogador não se bicam há tempos. É um atrito velado que a diretoria tem de contornar para não mergulhar em uma crise ainda pior. Com o técnico amparado pela direção, Sheik está perto de levar a pior e deixar o Corinthians.
Mano voltou ao Timão com a missão de promover uma reformulação no elenco e tirar alguns medalhões da "zona de conforto". Emerson era um deles. Em baixa desde o ano passado, o atacante é visto por dirigentes e pelo comandante como desinteressado demais para o jogador com o maior salário do elenco.
Sheik não gostou de ter iniciado a temporada no banco de reservas da dupla formada por Romarinho e Guerrero. O atacante passou a entrar apenas no segundo tempo dos jogos e, é bem verdade, com um rendimento abaixo do esperado. Dos 16 duelos da equipe no ano, ele foi titular em apenas três. Em outros seis foi a campo no decorrer e ficou fora de mais sete. Não fez gols - está em jejum desde 31 de julho, quando anotou um diante do Grêmio.
A insatisfação aumentou com a contratação de Luciano, ex-Avaí. O atacante chegou ao Corinthians e rapidamente se transformou em titular. Com Guerrero lesionado, Emerson imaginou que ganharia mais chances. No entanto, seguiu como apenas uma opção de segundo tempo. Pior, o novo reforço vem tendo um ótimo aproveitando, com seis gols, apenas dois abaixo do artilheiro Romarinho.
Mano também seus motivos para reclamar do atacante e não parece disposto a mudar suas conclusões. O técnico o vê como acomodado e sem força para reagir em um curto espaço de tempo. O ponta vibrante que foi decisivo para o Corinthians conquistar a Libertadores e o Mundial de clubes em 2012, na visão do comandante, ficou no passado.
A crise, até agora, é silenciosa. Não houve discussão entre eles. Sheik reclama apenas a amigos que não concorda com os métodos de trabalho da comissão. Mano responde deixando o atacante de lado. Na entrevista coletiva de domingo, disse que a ausência contra o Sorocaba aconteceu por questões físicas. Entretanto, sequer citou o jogador como uma das alternativas para o time ser mais forte no Brasileirão.
O técnico, aliás, tem o respaldo da diretoria para continuar agindo assim. O presidente Mário Gobbi gostaria de se livrar de Sheik, principalmente se conseguir envolvê-lo em uma troca para reforçar o elenco que disputará o Campeonato Brasileiro a partir do dia 20 de abril. Além disso, diminuiria os gastos em um momento de cofres vazios no Parque São Jorge.
É exatamente nos vencimentos que o Corinthians esbarra. Nenhum dos interessados aceita pagar o que o jogador ganha. O Atlético-MG quer que o Timão arque com 50% dos salários, como acontece com Alexandre Pato no São Paulo. O centroavante André, ex-Santos, entraria na transação.
Sheik vem agindo cuidadosamente nos últimos meses para não dar motivos a Mano e aos dirigentes. Os atrasos nos treinamentos, tão comuns na passagem de Tite, acabaram. Reclamações públicas e polêmicas fora de campo também. Aos 35 anos, Emerson sabe que dificilmente conseguirá um contrato tão bom em outro clube. Mas, a cada dia, fica mais perto de deixar o Corinthians.
Mano voltou ao Timão com a missão de promover uma reformulação no elenco e tirar alguns medalhões da "zona de conforto". Emerson era um deles. Em baixa desde o ano passado, o atacante é visto por dirigentes e pelo comandante como desinteressado demais para o jogador com o maior salário do elenco.
Sheik não gostou de ter iniciado a temporada no banco de reservas da dupla formada por Romarinho e Guerrero. O atacante passou a entrar apenas no segundo tempo dos jogos e, é bem verdade, com um rendimento abaixo do esperado. Dos 16 duelos da equipe no ano, ele foi titular em apenas três. Em outros seis foi a campo no decorrer e ficou fora de mais sete. Não fez gols - está em jejum desde 31 de julho, quando anotou um diante do Grêmio.
A insatisfação aumentou com a contratação de Luciano, ex-Avaí. O atacante chegou ao Corinthians e rapidamente se transformou em titular. Com Guerrero lesionado, Emerson imaginou que ganharia mais chances. No entanto, seguiu como apenas uma opção de segundo tempo. Pior, o novo reforço vem tendo um ótimo aproveitando, com seis gols, apenas dois abaixo do artilheiro Romarinho.
Mano também seus motivos para reclamar do atacante e não parece disposto a mudar suas conclusões. O técnico o vê como acomodado e sem força para reagir em um curto espaço de tempo. O ponta vibrante que foi decisivo para o Corinthians conquistar a Libertadores e o Mundial de clubes em 2012, na visão do comandante, ficou no passado.
A crise, até agora, é silenciosa. Não houve discussão entre eles. Sheik reclama apenas a amigos que não concorda com os métodos de trabalho da comissão. Mano responde deixando o atacante de lado. Na entrevista coletiva de domingo, disse que a ausência contra o Sorocaba aconteceu por questões físicas. Entretanto, sequer citou o jogador como uma das alternativas para o time ser mais forte no Brasileirão.
O técnico, aliás, tem o respaldo da diretoria para continuar agindo assim. O presidente Mário Gobbi gostaria de se livrar de Sheik, principalmente se conseguir envolvê-lo em uma troca para reforçar o elenco que disputará o Campeonato Brasileiro a partir do dia 20 de abril. Além disso, diminuiria os gastos em um momento de cofres vazios no Parque São Jorge.
É exatamente nos vencimentos que o Corinthians esbarra. Nenhum dos interessados aceita pagar o que o jogador ganha. O Atlético-MG quer que o Timão arque com 50% dos salários, como acontece com Alexandre Pato no São Paulo. O centroavante André, ex-Santos, entraria na transação.
Sheik vem agindo cuidadosamente nos últimos meses para não dar motivos a Mano e aos dirigentes. Os atrasos nos treinamentos, tão comuns na passagem de Tite, acabaram. Reclamações públicas e polêmicas fora de campo também. Aos 35 anos, Emerson sabe que dificilmente conseguirá um contrato tão bom em outro clube. Mas, a cada dia, fica mais perto de deixar o Corinthians.
VEJA TAMBÉM
- Fugiu? Depay sente a pressão e sai de cena em momento crítico do Corinthians
- Saída milionária! Corinthians define acordo de 4,8 milhões após saída de Diniz
- Pressão da Gaviões faz Corinthians enfrentar dilemas com Depay e futuro de Seedorf
Postado por Willian - 6156 visitas - Fonte: GloboEsporte.com
Mais notícias do Corinthians
Notícias de contratações do TimãoNotícias mais lidas
Últimas notícias
- Desfalque de peso: Memphis Depay sofre lesão e não joga contra o Vasco
- Crise no Corinthians: Entenda os bastidores do pior momento do clube desde 2007
- Corinthians enfrenta riscos por atrasar salário
- Memphis Depay se torna alvo de críticas em meio à luta contra o rebaixamento
- Julio Cesar assume cargo no Corinthians e promete estabilidade em tempo apertado
- Clarence Seedorf enfrenta impasse administrativo e pode ficar de fora do próximo jogo
- Corinthians sem Memphis e com desfalques preocupantes enfrenta Vasco
- Corinthians despacha Santa Fe e conquista liderança na Libertadores Feminina com 5 a 1
- Pressão sobre Depay e Garro aumenta com saída de Marcelo Paz no Corinthians
- Lesão de Gabriel Paulista intensifica crise no Corinthians e expõe fragilidade
- Pagando a dívida: Corinthians paga débitos com a União, mas mantém dívida de 19 milhões
- Polêmica com a treinadora do Timão: confronto entre Emily Lima e jornalista levanta debate
- Julio Cesar assume novo cargo no Corinthians após saída de Marcelo Paz
- Luxemburgo de volta? Ex-técnico aceita comandar o Corinthians para evitar o rebaixamento
- Júlio Cesar assume dupla função no Corinthians após demissão de Paz
- Sob pressão e com salários atrasados, Corinthians se prepara para o Vasco
- Três meses de imagem atrasada abrem brecha para rescisão de contratos no Corinthians
- Crise financeira: Corinthians atrasa três meses de direito de imagem e tem déficit astronômico
- Saída explicada: Saiba os motivos da demissão de Marcelo Paz
- Corinthians enfrenta 12 dias cruciais para escapar do rebaixamento
- Marcelo Paz é demitido após gerar descontentamento no elenco
- Ídolo do Corinthians deve assumir como diretor de futebol
- Fim da linha: Marcelo Paz rescinde contrao com o Corinthians
- Atraso de R$ 30 milhões em direitos de imagem gera tensão entre jogadores
- Cuiabá pressiona CBF por sanções severas e deixa Corinthians em situação crítica









