18/3/2014 08:21
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Calendário do Bom Senso custará R$ 94 milhões por ano. Vai pagar como?.
Roberto, Fernando Prass e Dida durante apresentação dos planos do Bom Senso FC em São Paulo
A proposta de calendário do Bom Senso FC, apresentada nesta segunda-feira, custará R$ 94 milhões por ano. Quem vai bancar? Esse pode ser o maior obstáculo do movimento para conseguir levar adiante seu projeto de melhorias para o futebol. De acordo com um levantamento interno, o valor é três vezes maior do que o desembolsado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) atualmente.
O aumento das contas é explicado pelo maior número de jogos previstos no estudo elaborado pelos jogadores. Com a criação da Série E com 430 clubes, a expectativa é de que haja pelo menos mais 5 mil jogos no ano, os quais terão despesas de viagens, arbitragem e hospedagem.
O Bom Senso FC tenta buscar soluções para sustentar as competições idealizadas. Uma das possibilidades seria um investimento do Governo Federal.
"Fica em torno de R$ 94 milhões com o aumento dos jogos. Mas a gente tem algumas alternativas para custear esses gastos. Se você pensar que o fair play financeiro pode ajudar o Governo Federal a arrecadar cerca de R$ 130 milhões por ano, a gente pode negociar que esse dinheiro volte como investimento para o futebol, para manter os clubes e os empregos dos jogadores", afirmou Eduardo Tega, consultor do movimento, para o ESPN.com.br.
"Tem a CBF também, que tem uma receita líquida considerável e poderia ajudar. Tem também os próprios clubes. Talvez os grandes tenham que entender que terão de ajudar a viabilizar as outras competições. Vale lembrar que na nossa expectativa eles já estarão arrecadando mais, por ter um campeonato mais valorizado, com cotas maiores da televisão", completou.
A proposta dos atletas foi pensada para arrumar um buraco importante da modalidade: os clubes pequenos disputam por ano entre 15 e 49 partidas, não mais do que isso - os times maiores jogam em média 68 vezes.
Por causa disso, muitos jogadores ficam desempregados durante vários meses da temporada, a espera do início do próximo campeonato, para fazer contratos temporários com outras equipes.
Segundo o último balanço apresentado pela CBF, referente ao ano de 2012, o lucro obtido na gestão de José Maria Marin foi de R$ 55 milhões, quase R$ 20 milhões a menos do que no período anterior, ainda sob o comando de Ricardo Teixeira.
Fair play financeiro
Outra proposta apresentada pelo movimento nesta segunda-feira, a ideia é que exista uma entidade reguladora para controlar as finanças dos clubes, impedindo grandes dívidas, atrasos de salários e não cumprimento de contratos. A implementação do órgão, que será independente e contará com diversos segmentos da sociedade, custará cerca de R$ 3,2 milhões por ano.
O plano é que as agremiações não possam exceder o déficit em 10% nos dois primeiros anos. No terceiro e no quarto, 5%. A partir do quinto, não poderá haver nenhum déficit. A sugestão também prevê que os dirigentes sejam responsabilizados durante seu período de gestão.
A proposta de calendário do Bom Senso FC, apresentada nesta segunda-feira, custará R$ 94 milhões por ano. Quem vai bancar? Esse pode ser o maior obstáculo do movimento para conseguir levar adiante seu projeto de melhorias para o futebol. De acordo com um levantamento interno, o valor é três vezes maior do que o desembolsado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) atualmente.
O aumento das contas é explicado pelo maior número de jogos previstos no estudo elaborado pelos jogadores. Com a criação da Série E com 430 clubes, a expectativa é de que haja pelo menos mais 5 mil jogos no ano, os quais terão despesas de viagens, arbitragem e hospedagem.
O Bom Senso FC tenta buscar soluções para sustentar as competições idealizadas. Uma das possibilidades seria um investimento do Governo Federal.
"Fica em torno de R$ 94 milhões com o aumento dos jogos. Mas a gente tem algumas alternativas para custear esses gastos. Se você pensar que o fair play financeiro pode ajudar o Governo Federal a arrecadar cerca de R$ 130 milhões por ano, a gente pode negociar que esse dinheiro volte como investimento para o futebol, para manter os clubes e os empregos dos jogadores", afirmou Eduardo Tega, consultor do movimento, para o ESPN.com.br.
"Tem a CBF também, que tem uma receita líquida considerável e poderia ajudar. Tem também os próprios clubes. Talvez os grandes tenham que entender que terão de ajudar a viabilizar as outras competições. Vale lembrar que na nossa expectativa eles já estarão arrecadando mais, por ter um campeonato mais valorizado, com cotas maiores da televisão", completou.
A proposta dos atletas foi pensada para arrumar um buraco importante da modalidade: os clubes pequenos disputam por ano entre 15 e 49 partidas, não mais do que isso - os times maiores jogam em média 68 vezes.
Por causa disso, muitos jogadores ficam desempregados durante vários meses da temporada, a espera do início do próximo campeonato, para fazer contratos temporários com outras equipes.
Segundo o último balanço apresentado pela CBF, referente ao ano de 2012, o lucro obtido na gestão de José Maria Marin foi de R$ 55 milhões, quase R$ 20 milhões a menos do que no período anterior, ainda sob o comando de Ricardo Teixeira.
Fair play financeiro
Outra proposta apresentada pelo movimento nesta segunda-feira, a ideia é que exista uma entidade reguladora para controlar as finanças dos clubes, impedindo grandes dívidas, atrasos de salários e não cumprimento de contratos. A implementação do órgão, que será independente e contará com diversos segmentos da sociedade, custará cerca de R$ 3,2 milhões por ano.
O plano é que as agremiações não possam exceder o déficit em 10% nos dois primeiros anos. No terceiro e no quarto, 5%. A partir do quinto, não poderá haver nenhum déficit. A sugestão também prevê que os dirigentes sejam responsabilizados durante seu período de gestão.
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Postado por Willian - 6159 visitas - Fonte: ESPN.com.br
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