14/3/2014 14:48
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10 respostas que valem para hoje sobre os problemas do Itaquerão
Itaquerão ainda tem pontos a serem fechados, como a liberação do BNDES ou o acordo de comercialização
O Itaquerão ficará pronto em 15 de abril, mas o negócio ainda deixa corintianos com a pulga atrás da orelha. As dúvidas vão desde quanto o estádio custará até a forma como os acordos foram feitos até agora, e responde-las não é tarefa das mais fáceis. Os números envolvidos são alterados, os problemas se multiplicam e alguns acordos parecem nunca sair do papel, complicando a vida de quem quer entender o que está acontecendo.
Para facilitar o leitor, o UOL Esporte listou as dez principais perguntas que cercam o Itaquerão como negócio. Com a ajuda de informações de bastidores, entrevistas com pessoas envolvidas na obra e comparações de dados, a reportagem oferece as respostas de hoje para as dores de cabeça que o estádio causa.
Confira todas a seguir:
- Quanto vai custar o Itaquerão?
O orçamento inicial previa um custo de R$ 820 milhões. O problema é que juros dos empréstimos feitos para viabilizar a obra (R$ 90 mi), impostos já pagos sem os descontos da Copa (R$ 25 mi), uma adaptação inesperada a regras do meio-ambiente (R$ 39 mi), o custo de conversão do estádio pós-Copa (R$ 20 mi), as estruturas provisórias da Copa (entre R$ 40 e 60 mi) e um contrato de serviços de informática (R$ 30 mi) encareceram o processo. Hoje, o valor total gira em torno de R$ 1,064 bilhão.
- Quanto o Corinthians vai pagar no Itaquerão?
Em tese, os CID's (Certificado de Incentivo ao Desenvolvimento) da Prefeitura renderão R$ 420 milhões ao clube quando forem vendidos no mercado. Os papeis permitem que contribuintes de uma determinada área da cidade - no caso a zona leste - possam pagar impostos com uma espécie de desconto. O deságio fica na conta do poder público que, com isso, incentiva o desenvolvimento da região. Sabe-se, porém, que eles devem sofrer uma desvalorização de cerca de R$ 50 milhões em relação ao montante que estava previsto. Todo o restante do valor, portanto cerca de R$ 694 milhões, caberia ao Corinthians.
- Como o Corinthians vai pagar a parte que lhe cabe dessa dívida?
O Corinthians pretende pagar essa dívida com receitas do próprio estádio. Anualmente, o clube tem a obrigação de pagar de R$ 40 a 50 milhões ao fundo, segundo Andrés Sanchez. Conforme o montante vai sendo pago, o Corinthians recupera ações dentro da composição societária do fundo que detém o estádio atualmente. Obrigatoriamente, 50% de todo valor do faturamento que exceder o pagamento anual da dívida tem de ser usado para pagar a dívida, o que aceleraria a quitação.
- Quanto o Corinthians espera receber pelo estádio anualmente?
A projeção vai de R$ 150 a R$ 250 milhões. Só com o naming right principal do estádio, espera-se uma receita de R$ 30 milhões por temporada.
- A expectativa de receitas do Corinthians é real?
É difícil dizer, mas ela é bastante ousada. O faturamento anual do clube em 2012, sua temporada com mais conquistas, foi de R$ 358 milhões. Isso significa dizer que o estádio pode, em um ano, atingir 50% do que o clube faturou como um todo em seu melhor ano. E as contas de uma arena esportiva nem sempre são positivas.
A Allianz Arena, por exemplo, deu lucro pela primeira vez desde que foi construída na temporada passada: 8,2 milhões de euros (R$ 26 mi), segundo dados do balanço do estádio obtidos pela Máquina do Esporte. Além disso, o tamanho do mercado brasileiro deve ser considerado. Por 20 anos de contrato, por exemplo, o Palmeiras receberá R$ 300 milhões da seguradora Allianz, ou R$ 15 mi por temporada – metade do que espera o Corinthians.
- O contrato de naming rights do estádio está perto de sair?
Não. O Corinthians "namorou" um fundo de investimentos dos Emirados Árabes no fim do ano passado e as conversas seguem até agora, mas a intensidade do papo diminuiu. Até hoje, nenhuma proposta concreta chegou às mãos de Mário Gobbi, presidente do clube que, embora não esteja negociando, terá de assinar o eventual contrato.
O Itaquerão ficará pronto em 15 de abril, mas o negócio ainda deixa corintianos com a pulga atrás da orelha. As dúvidas vão desde quanto o estádio custará até a forma como os acordos foram feitos até agora, e responde-las não é tarefa das mais fáceis. Os números envolvidos são alterados, os problemas se multiplicam e alguns acordos parecem nunca sair do papel, complicando a vida de quem quer entender o que está acontecendo.
Para facilitar o leitor, o UOL Esporte listou as dez principais perguntas que cercam o Itaquerão como negócio. Com a ajuda de informações de bastidores, entrevistas com pessoas envolvidas na obra e comparações de dados, a reportagem oferece as respostas de hoje para as dores de cabeça que o estádio causa.
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- Quanto vai custar o Itaquerão?
O orçamento inicial previa um custo de R$ 820 milhões. O problema é que juros dos empréstimos feitos para viabilizar a obra (R$ 90 mi), impostos já pagos sem os descontos da Copa (R$ 25 mi), uma adaptação inesperada a regras do meio-ambiente (R$ 39 mi), o custo de conversão do estádio pós-Copa (R$ 20 mi), as estruturas provisórias da Copa (entre R$ 40 e 60 mi) e um contrato de serviços de informática (R$ 30 mi) encareceram o processo. Hoje, o valor total gira em torno de R$ 1,064 bilhão.
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Em tese, os CID's (Certificado de Incentivo ao Desenvolvimento) da Prefeitura renderão R$ 420 milhões ao clube quando forem vendidos no mercado. Os papeis permitem que contribuintes de uma determinada área da cidade - no caso a zona leste - possam pagar impostos com uma espécie de desconto. O deságio fica na conta do poder público que, com isso, incentiva o desenvolvimento da região. Sabe-se, porém, que eles devem sofrer uma desvalorização de cerca de R$ 50 milhões em relação ao montante que estava previsto. Todo o restante do valor, portanto cerca de R$ 694 milhões, caberia ao Corinthians.
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O Corinthians pretende pagar essa dívida com receitas do próprio estádio. Anualmente, o clube tem a obrigação de pagar de R$ 40 a 50 milhões ao fundo, segundo Andrés Sanchez. Conforme o montante vai sendo pago, o Corinthians recupera ações dentro da composição societária do fundo que detém o estádio atualmente. Obrigatoriamente, 50% de todo valor do faturamento que exceder o pagamento anual da dívida tem de ser usado para pagar a dívida, o que aceleraria a quitação.
- Quanto o Corinthians espera receber pelo estádio anualmente?
A projeção vai de R$ 150 a R$ 250 milhões. Só com o naming right principal do estádio, espera-se uma receita de R$ 30 milhões por temporada.
- A expectativa de receitas do Corinthians é real?
É difícil dizer, mas ela é bastante ousada. O faturamento anual do clube em 2012, sua temporada com mais conquistas, foi de R$ 358 milhões. Isso significa dizer que o estádio pode, em um ano, atingir 50% do que o clube faturou como um todo em seu melhor ano. E as contas de uma arena esportiva nem sempre são positivas.
A Allianz Arena, por exemplo, deu lucro pela primeira vez desde que foi construída na temporada passada: 8,2 milhões de euros (R$ 26 mi), segundo dados do balanço do estádio obtidos pela Máquina do Esporte. Além disso, o tamanho do mercado brasileiro deve ser considerado. Por 20 anos de contrato, por exemplo, o Palmeiras receberá R$ 300 milhões da seguradora Allianz, ou R$ 15 mi por temporada – metade do que espera o Corinthians.
- O contrato de naming rights do estádio está perto de sair?
Não. O Corinthians "namorou" um fundo de investimentos dos Emirados Árabes no fim do ano passado e as conversas seguem até agora, mas a intensidade do papo diminuiu. Até hoje, nenhuma proposta concreta chegou às mãos de Mário Gobbi, presidente do clube que, embora não esteja negociando, terá de assinar o eventual contrato.
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Postado por
Edson Alan Melo
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7494 visitas - Fonte: Uol
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