14/3/2014 12:38
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Diretor de filme sobre Democracia vê semelhanças com Bom Senso FC.
A Democracia Corintiana, liderada por Sócrates, Casagrande e Wladimir durante o governo militar, marcou o começo da década de 1980. Com o passar do tempo, a classe dos boleiros, cada vez mais preocupados com as cores de suas chuteiras nos últimos anos, foi incapaz de se mobilizar de forma significativa em torno de uma causa. O Bom Senso FC, fundado em 2013, tenta romper esse paradigma.
Vestido com uma camisa polo alusiva ao St. Pauli, clube alemão famoso por sua ideologia contestadora, Pedro Asbeg, diretor do documentário Democracia em Preto e Branco, vê semelhanças entre os dois movimentos, separados por quase 20 anos. Embora ambos tenham bandeiras diferentes, o objetivo de mudar o status-quo é o mesmo, afirmou o cineasta.
“Acho que a Democracia Corintiana e o Bom Senso são parecidos na medida em que determinados jogadores resolveram ir contra aquilo que está pré-estabelecido dentro do universo paternalista e autoritário do futebol. Nesse sentido, os dois movimentos têm muita conexão, ambos estão falando a mesma língua”, declarou o cineasta.
A Democracia Corintiana, integrada por jogadores como Sócrates, Casagrande, Wladimir, Zenon e Zé Maria, foi um movimento restrito ao clube alvinegro, mas virou exemplo de combate à Ditadura. Os atletas, com o aval da diretoria e da comissão técnica, passaram a decidir os próprios rumos de forma democrática, enquanto o País vivia governado pelo regime militar desde 1964.
O Bom Senso FC teve o então corintiano Paulo André, negociado recentemente com o futebol chinês, como um de seus líderes, mas aglutinou atletas de outras equipes, como Rogério Ceni (São Paulo), Alex (Coritiba) e Dida (Internacional), entre outros. De maneira geral, o grupo se propõe a buscar melhorias para o futebol brasileiro e para a classe dos jogadores no País.
O filme Democracia em Preto e Branco, dirigido por Pedro Asbeg, estreia em abril no Rio de Janeiro e em São Paulo
O publicitário Washington Olivetto, torcedor do Corinthians, é um ponto de contato entre a Democracia Corintiana e o Bom Senso FC. O profissional batizou o movimento criado no Parque São Jorge durante os anos 1980 e vem colaborando com o grupo atualmente na ativa – ele criou o logotipo e cedeu seu escritório para as primeiras reuniões.
“O futebol e tudo que o cerca atualmente são muito maiores. Hoje em dia, tem uma quantidade gigantesca de anunciantes, patrocinadores e interesses comerciais que de alguma maneira engessam determinadas posições. Por exemplo: houve a possibilidade de uma greve, mas ninguém teve coragem de bancar. Torço muito pelo Bom Senso, mas não acredito que recupere a força que teve no final de 2013”, disse Asbeg.
Enquanto produzia o documentário Democracia em Preto e Branco, que tem o movimento Diretas Já como um de seus pilares, Pedro Asbeg acompanhou e participou da série de manifestações ocorridas na metade do ano passado. Os protestos, com a Copa do Mundo da Fifa como pano de fundo, deixaram o cineasta, torcedor fanático do Flamengo, aliviado.
“Não aguentava mais sentir inveja da Argentina, da Turquia e de tantos outros países com povos sabidamente guerreiros, sempre dispostos a se levantar e a confrontar. O simples fato de termos saído às ruas para protestar foi importantíssimo e fiquei muito feliz que o futebol tenha servido para encorpar esse processo. O mundo está de olho no Brasil pela Copa do Mundo e, nas Olimpíadas de 2016, o bicho vai pegar de novo”, previu.
Vestido com uma camisa polo alusiva ao St. Pauli, clube alemão famoso por sua ideologia contestadora, Pedro Asbeg, diretor do documentário Democracia em Preto e Branco, vê semelhanças entre os dois movimentos, separados por quase 20 anos. Embora ambos tenham bandeiras diferentes, o objetivo de mudar o status-quo é o mesmo, afirmou o cineasta.
“Acho que a Democracia Corintiana e o Bom Senso são parecidos na medida em que determinados jogadores resolveram ir contra aquilo que está pré-estabelecido dentro do universo paternalista e autoritário do futebol. Nesse sentido, os dois movimentos têm muita conexão, ambos estão falando a mesma língua”, declarou o cineasta.
A Democracia Corintiana, integrada por jogadores como Sócrates, Casagrande, Wladimir, Zenon e Zé Maria, foi um movimento restrito ao clube alvinegro, mas virou exemplo de combate à Ditadura. Os atletas, com o aval da diretoria e da comissão técnica, passaram a decidir os próprios rumos de forma democrática, enquanto o País vivia governado pelo regime militar desde 1964.
O Bom Senso FC teve o então corintiano Paulo André, negociado recentemente com o futebol chinês, como um de seus líderes, mas aglutinou atletas de outras equipes, como Rogério Ceni (São Paulo), Alex (Coritiba) e Dida (Internacional), entre outros. De maneira geral, o grupo se propõe a buscar melhorias para o futebol brasileiro e para a classe dos jogadores no País.
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Enquanto produzia o documentário Democracia em Preto e Branco, que tem o movimento Diretas Já como um de seus pilares, Pedro Asbeg acompanhou e participou da série de manifestações ocorridas na metade do ano passado. Os protestos, com a Copa do Mundo da Fifa como pano de fundo, deixaram o cineasta, torcedor fanático do Flamengo, aliviado.
“Não aguentava mais sentir inveja da Argentina, da Turquia e de tantos outros países com povos sabidamente guerreiros, sempre dispostos a se levantar e a confrontar. O simples fato de termos saído às ruas para protestar foi importantíssimo e fiquei muito feliz que o futebol tenha servido para encorpar esse processo. O mundo está de olho no Brasil pela Copa do Mundo e, nas Olimpíadas de 2016, o bicho vai pegar de novo”, previu.
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Postado por Willian - 7014 visitas - Fonte: azetaesportiva.net
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