Corinthians atrasa parcela de acordo com o governo e tem sua dívida elevada
O Corinthians enfrenta um novo desafio financeiro ao atrasar o pagamento de uma parcela referente ao acordo com a União, estabelecido por meio da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A data de vencimento da parcela de outubro foi em 30 de outubro, e informações confirmadas indicam que o clube não a quitou, o que agrava sua situação financeira.
No mês anterior, o clube havia regularizado quatro parcelas do mesmo acordo, totalizando R$ 8 milhões. Contudo, com o novo atraso, a dívida total do Corinthians em relação ao acordo com a União subiu para R$ 26,15 milhões, refletindo um cenário preocupante em sua gestão financeira.
O acordo, firmado em fevereiro, abrange diversas pendências tributárias, somando aproximadamente R$ 1 bilhão em débitos não previdenciários, R$ 200 milhões em obrigações previdenciárias e R$ 15 milhões vinculados ao FGTS. O entendimento entre as partes ocorreu após negociações intensas, resultando em um acordo que busca atender ao passivo do clube com a União.
Com a proposta aprovada, o Corinthians comprometeu-se a pagar R$ 679 milhões em recursos próprios, após obter uma redução significativa de 46,6% sobre encargos, multas e juros. O pagamento será realizado em parcelas, com prazos diferenciados para obrigações previdenciárias e não previdenciárias, visando facilitar a quitação dessas pendências.
Para as dívidas referentes ao FGTS, o clube optou por um modelo de parcelamento oferecido pela Caixa Econômica Federal, que prevê uma redução superior a 30% e possibilidade de pagamento em até 60 vezes. Além disso, as contribuições sociais, conforme a Lei Complementar nº 110, de 2001, deverão ser quitadas em parcela única com um abatimento de 70% sobre os encargos.
O cenário financeiro do Corinthians, portanto, continua desafiador, especialmente com o impacto negativo que a inadimplência pode ter em sua gestão e nas suas operações. A equipe precisa encontrar soluções para regularizar sua situação e evitar complicações adicionais.
Nos próximos dias, o clube deverá reavaliar seu planejamento financeiro para incluir a nova parcela em atraso e minimizar o risco de maiores penalidades. A situação atual exige uma gestão cautelosa e um planejamento estratégico para garantir a saúde financeira e o desempenho esportivo da equipe.
99 visitas - Fonte: Tudo Timão
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