Corinthians deixa de pagar R$ 26 milhões e coloca acordo de R$ 679 milhões em risco

Corinthians acumula R$ 26,15 milhões em parcelas atrasadas e corre risco de perder acordo que reduziu dívida de R$ 1,2 bilhão. Entenda.

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Corinthians acumula R$ 26,15 milhões em parcelas atrasadas e corre risco de perder acordo que reduziu dívida de R$ 1,2 bilhão. Entenda.

O Corinthians enfrenta um cenário financeiro desafiador, evidenciado pelo atraso no pagamento de parcelas referentes à transação tributária com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A dívida do clube, inicialmente de R$ 1,2 bilhão, foi renegociada para R$ 679 milhões, mas os débitos acumulados já somam R$ 26,15 milhões em atraso.



Recentemente, o clube não honrou a parcela de outubro, que venceu no dia 30, tanto para débitos previdenciários quanto não previdenciários. Em setembro, o Corinthians havia liquidado mais de R$ 8 milhões para regularizar quatro parcelas de sua dívida previdenciária, mas a falta de pagamento atual totaliza R$ 2.001.982,48, enquanto os débitos não previdenciários chegam a R$ 24.148.080,90.



O acordo firmado entre o Corinthians e a PGFN prevê que o não pagamento de três parcelas consecutivas ou alternadas pode resultar em rescisão do contrato. Até o momento, a PGFN não acionou essa cláusula, mas a situação financeira do clube se torna cada vez mais delicada, exigindo uma gestão rigorosa para evitar complicações adicionais.



A transação tributária, que trouxe um desconto de 46% na dívida original, estabelece um pagamento em 120 parcelas para débitos não previdenciários e 60 para previdenciários. Contudo, a rescisão do acordo implicaria na restauração do valor total da dívida, além de impedir que o clube faça novas transações por um período de dois anos.



O impacto da renegociação também repercutiu nas contas do clube, resultando em uma diminuição de R$ 217,428 milhões na dívida bruta total. Contudo, em um contexto de endividamento que ultrapassa R$ 2,8 bilhões, o Corinthians apresenta um déficit de R$ 278,705 milhões nos primeiros sete meses de 2026.



A diretoria enfrenta dificuldades em manter os pagamentos relacionados ao dia a dia, incluindo três meses de direitos de imagem, férias e premiações do elenco masculino, o que pode afetar a motivação e o desempenho dos jogadores em campo.



Com a situação financeira em deterioração, a gestão do Corinthians deve encontrar soluções eficazes para regularizar suas obrigações e evitar consequências mais severas que comprometam ainda mais a sua operação e desempenho esportivo.

192 visitas - Fonte: Tudo Timão

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