29/10/2026 07:53

Cuiabá pede extinção de plano de pagamento do Corinthians após dívidas

Cuiabá pede extinção de plano de pagamento do Corinthians após dívidas

O cenário financeiro do Corinthians continua a ser alvo de críticas severas, especialmente após declarações do presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, sobre a inadimplência do clube paulista. Dresch destacou os atrasos nas parcelas do plano de pagamento coletivo na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), que totalizam mais de R$ 16 milhões referentes à transferência do jogador Raniele.



O Cuiabá formalizou um pedido junto à CNRD para a extinção do plano de pagamentos do Corinthians, argumentando que sua manutenção é prejudicial aos credores. Além disso, foi solicitado um transfer ban de dois anos e a suspensão do Certificado de Clube Formador, o que poderia ter um impacto significativo na gestão de jovens atletas.



Em resposta, o Corinthians reafirmou seu compromisso em regularizar sua situação financeira e afirmou que a questão é tratada com prioridade pela diretoria. O clube está em busca de soluções que lhe permitam cumprir suas obrigações, conforme indicado em comunicado recente.



Dresch criticou a estrutura do plano de pagamento, que, segundo ele, permite que o Corinthians quite suas dívidas sem a incidência dos juros acordados. Ele enfatizou que essa situação está sobrecarregando as instituições credoras, que têm valores a receber, e classificou o acordo como um "plano fracassado".



O débito direto do Corinthians com o Cuiabá, que atualmente soma R$ 16,3 milhões, tem gerado consequências financeiras para o clube mato-grossense, que se vê obrigado a buscar empréstimos para manter suas obrigações. Dresch alertou para o impacto negativo que essa situação tem sobre a saúde financeira do Cuiabá, que enfrenta um crescente déficit.



Além das questões financeiras, o presidente do Cuiabá criticou a recente negociação do Corinthians com a Caixa Econômica Federal para a quitação da dívida da Neo Química Arena. Ele argumentou que essa transação representa um uso inadequado de recursos públicos, que deveriam ser tratados com mais responsabilidade.



Diante desse impasse, Dresch acredita que a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) poderá intervir para garantir que as obrigações financeiras sejam cumpridas. Ele não hesitou em afirmar que, se necessário, o Corinthians deve enfrentar consequências severas, incluindo a possibilidade de rebaixamento, caso não regularize sua situação.



No entanto, mesmo diante de dificuldades financeiras, o Cuiabá continua investindo na formação de jogadores, com um orçamento anual de cerca de R$ 9 milhões. A diretoria acredita que esse investimento é crucial para o futuro do clube e se inspira em modelos de sucesso, como o do Athletico Paranaense, que tem colhido frutos de sua estratégia de base.



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