16/7/2026 16:01
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Corinthians gasta R$ 171 milhões com dívidas e não se livra de transfer ban
O Corinthians gastou R$ 171 milhões para quitar processos de Rojas, Garro e clubes internacionais, mas lida com dois transfer bans que travam reforços em 2026.
A asfixia financeira do Parque São Jorge ganhou números oficiais e rústicos que assustam qualquer planejamento esportivo. O Corinthians confirma que desembolsou a impressionante marca de R$ 171 milhões nos últimos dois anos apenas para tentar conter a avalanche de processos judiciais na Fifa e na CNRD. Sob a gestão compartilhada de transição entre Augusto Melo e o atual mandatário Osmar Stabile, o clube colocou sua própria sobrevivência em jogo no mercado para quitar calotes históricos com atletas como Matías Rojas e clubes da gringa.
O tamanho do impasse se traduz no valor gasto nas três maiores pendências internacionais do clube: as compras de Félix Torres (Santos Laguna-MEX), Maycon (Shakhtar-UKR) e o acordo por Matías Rojas consumiram rústicos R$ 92 milhões em dinheiro vivo para limpar a ficha do clube nos bastidores da Fifa. Para piorar, o Corinthians quase sofreu um novo bloqueio de registro em junho, tendo que correr contra o tempo para pagar R$ 42,5 milhões ao Talleres, da Argentina, pela compra do meia Rodrigo Garro.
— A realidade contábil do clube nos desafia diariamente. A diretoria admite que os erros de planejamento do passado cobram um preço altíssimo hoje. Cada centavo que entra é destinado a apagar incêndios jurídicos, e a torcida precisa entender que o momento exige um laboratório de austeridade humana — dispara uma fonte graúda do departamento financeiro do Corinthians.
Para além das fronteiras brasileiras, o clube gerou um rombo inexplicável na negociação pelo atacante Pedro Raul. Adquirido inicialmente junto ao Toluca, do México, por US$ 5 milhões (R$ 24,5 milhões), o Corinthians atrasou as prestações rústicas e viu os mexicanos renegociarem o contrato sob termos severos. Agora, o custo da transferência saltou para US$ 8 milhões (cerca de R$ 42,8 milhões na cotação atual) — quase o dobro do preço inicial —, gerando um racha enorme com o Conselho Deliberativo. Como se não bastasse, o Cuiabá segue como o maior credor nacional na CNRD, com R$ 18 milhões a receber pela venda de Raniele.
O Corinthians reage para tentar se manter competitivo, mas esbarra no pior dos cenários: dois transfer bans ativos da Fifa impedem o clube de registrar qualquer material humano. O bloqueio atual se deve a uma pendência de R$ 7,7 milhões com o Philadelphia Union pela contratação do volante José Martínez. Para piorar a cozinha do clube, a Fifa aplicou uma nova multa disciplinar de R$ 1,1 milhão nesta semana devido aos atrasos recorrentes envolvendo Charles e Talles Magno.
Com a abertura da janela de transferências marcada para o dia 20 de julho, o clube desafia o tempo e busca desesperadamente um acordo travado com investidores para liquidar as pendências. Caso não consiga realizar os pagamentos rústicos à vista, contratações de peso que estão engatilhadas nos bastidores, como o volante Arthur Melo e o atacante Wesley, continuarão impedidas de entrar em campo, sabotando os planos táticos do técnico Fernando Diniz para o restante da temporada de 2026.
O tamanho do impasse se traduz no valor gasto nas três maiores pendências internacionais do clube: as compras de Félix Torres (Santos Laguna-MEX), Maycon (Shakhtar-UKR) e o acordo por Matías Rojas consumiram rústicos R$ 92 milhões em dinheiro vivo para limpar a ficha do clube nos bastidores da Fifa. Para piorar, o Corinthians quase sofreu um novo bloqueio de registro em junho, tendo que correr contra o tempo para pagar R$ 42,5 milhões ao Talleres, da Argentina, pela compra do meia Rodrigo Garro.
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Enzo
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