28/5/2026 16:15
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Gerente responsável por empresa de segurança irregular continua ativa no Corinthians e clube se pronuncia
O Ministério Público investiga o Corinthians por pagamentos de R$ 676 mil a uma empresa irregular de segurança operada por "Nandão", que segue ativo no clube.
O expediente político no Parque São Jorge ganhou contornos de caso de polícia de forma acelerada nesta quinta-feira (28). O escândalo envolvendo a contratação de uma empresa clandestina para prestar serviços de segurança ao Corinthians ganhou um novo e ruidoso capítulo. Fernando José da Silva, o "Nandão", apontado como o mentor e dono da Mega Assessoria Operacional Ltda, segue despachando e ditando as ordens no clube. A permanência do ex-PM desafia a palavra pública do presidente Osmar Stabile, que garantiu em coletiva que o aliado não possuía cargo ou crachá na instituição, colocando a credibilidade da gestão diretamente em jogo.
Nos bastidores do CT Dr. Joaquim Grava, o racha entre o discurso oficial e a realidade é explícito. Segundo apuração do ge.globo, Fernando coordena diretamente a segurança da delegação, faz as pontas com a Polícia Militar para escoltas e atua como guarda-costas pessoal de Stabile. O mandatário admite que assinou um papel classificando o amigo como "coordenador operacional", mas o buraco é mais embaixo: e-mails e ofícios carimbados pelo departamento de futebol profissional obtidos pela reportagem provam que Nandão solicitou escoltas para as viagens contra o Barra e para o Platense na Libertadores assinando formalmente como “gerente operacional”.
O tamanho do impasse financeiro e administrativo assombra as alianças do palácio. A Mega Assessoria Operacional Ltda, aberta por Fernando em julho de 2025, faturou três notas fiscais que somam a ruidosa quantia de R$ 676 mil entre setembro e outubro do ano passado. O serviço de vigilância foi prestado sem nenhum contrato assinado e sem a autorização obrigatória da Polícia Federal para atuar no segmento privado. Diante do tamanho da ralação, o Corinthians reage com uma nota oficial de tom defensivo e confirma que o citado não tem vínculo empregatício, tratando os e-mails oficiais como meras "atuações pontuais e voluntárias". Fernando, por sua vez, sumiu e não respondeu aos contatos.
A conta dessa trapalhada institucional já chegou à esfera criminal. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu uma ríspida investigação para apurar os crimes de furto, falsidade ideológica e o uso de "laranjas" na formalização dos pagamentos. Stabile alega que a segurança foi chamada às pressas após a invasão do andar da presidência por apoiadores do ex-presidente Augusto Melo, e que o racha burocrático ocorreu porque o clube não paga ninguém sem nota fiscal. O rastro de destruição política já fritou o diretor administrativo Fábio Soares, que renunciou ao cargo sob forte pressão dos conselheiros. O Corinthians agora contesta os vazamentos e corre para salvar a pele de seus dirigentes, ciente de que a Justiça cobra transparência imediata sobre o destino do dinheiro dos cofres alvinegros.
Nos bastidores do CT Dr. Joaquim Grava, o racha entre o discurso oficial e a realidade é explícito. Segundo apuração do ge.globo, Fernando coordena diretamente a segurança da delegação, faz as pontas com a Polícia Militar para escoltas e atua como guarda-costas pessoal de Stabile. O mandatário admite que assinou um papel classificando o amigo como "coordenador operacional", mas o buraco é mais embaixo: e-mails e ofícios carimbados pelo departamento de futebol profissional obtidos pela reportagem provam que Nandão solicitou escoltas para as viagens contra o Barra e para o Platense na Libertadores assinando formalmente como “gerente operacional”.
O tamanho do impasse financeiro e administrativo assombra as alianças do palácio. A Mega Assessoria Operacional Ltda, aberta por Fernando em julho de 2025, faturou três notas fiscais que somam a ruidosa quantia de R$ 676 mil entre setembro e outubro do ano passado. O serviço de vigilância foi prestado sem nenhum contrato assinado e sem a autorização obrigatória da Polícia Federal para atuar no segmento privado. Diante do tamanho da ralação, o Corinthians reage com uma nota oficial de tom defensivo e confirma que o citado não tem vínculo empregatício, tratando os e-mails oficiais como meras "atuações pontuais e voluntárias". Fernando, por sua vez, sumiu e não respondeu aos contatos.
A conta dessa trapalhada institucional já chegou à esfera criminal. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu uma ríspida investigação para apurar os crimes de furto, falsidade ideológica e o uso de "laranjas" na formalização dos pagamentos. Stabile alega que a segurança foi chamada às pressas após a invasão do andar da presidência por apoiadores do ex-presidente Augusto Melo, e que o racha burocrático ocorreu porque o clube não paga ninguém sem nota fiscal. O rastro de destruição política já fritou o diretor administrativo Fábio Soares, que renunciou ao cargo sob forte pressão dos conselheiros. O Corinthians agora contesta os vazamentos e corre para salvar a pele de seus dirigentes, ciente de que a Justiça cobra transparência imediata sobre o destino do dinheiro dos cofres alvinegros.
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Enzo
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