A Polícia Civil de São Paulo iniciou, na última quinta-feira, um inquérito para investigar um possível desvio de materiais esportivos no Corinthians. A investigação foi motivada por um pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), liderado pelo promotor Cassio Roberto Conserino, que já está à frente de outra apuração sobre gastos indevidos nas gestões de Andrés Sanchez, Duilio Monteiro Alves e Augusto Melo. O caso está sendo conduzido pela Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), vinculada ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, focando na suspeita de furto qualificado.
O Corinthians, quando contatado pela imprensa, afirmou que ainda não havia sido notificado pelas autoridades sobre a investigação. Assim, qualquer posicionamento oficial do clube seria acrescentado após uma comunicação formal.
Entendendo o caso, em 2024, o Corinthians recebeu R$ 13,2 milhões em materiais da Nike, tanto no Parque São Jorge quanto no CT Dr. Joaquim Grava, valor este que supera em mais de três vezes os R$ 4 milhões acordados como "cota anual não cobrável" com a fornecedora. Parte desses itens, no entanto, não foi registrada de maneira adequada em termos fiscais, colocando a instituição em uma situação de risco conforme sinalizado pela Ernst & Young e pelo Departamento de Tecnologia da Informação do clube, alertas estes que foram ignorados pela diretoria presidida por Augusto Melo, que foi destituído posteriormente.
A Gazeta Esportiva teve acesso a e-mails trocados entre departamentos do Corinthians e a consultoria Ernst & Young, que atuou no clube entre janeiro e setembro do ano passado. Em agosto, a consultoria relatou ao Corinthians diversas irregularidades no cadastro de notas fiscais de materiais esportivos fornecidos pela Nike, além das consequências que essas ações poderiam acarretar. Durante uma reunião discutindo logística e estocagem, a empresa expressou preocupação com a descentralização do estoque e a emissão de notas fiscais, já que até aquele momento todas estavam concentradas no Parque São Jorge e começaram a ser registradas também no CT Dr. Joaquim Grava.
O alerta da Ernst & Young enfatizava que o não cadastramento das notas fiscais expunha o clube a riscos legais, como multas fiscais e processos, além da possibilidade de quebra contratual. Este problema já era crescente desde julho de 2024, quando o Corinthians havia consumido 28.027 itens da Nike, totalizando R$ 9,8 milhões e superando a cota contratual.
Para tentar melhorar a situação operacional, a Ernst & Young recomendou a centralização do estoque no Parque São Jorge, uma ideia que foi rejeitada pela equipe do CT devido a alegações de falhas na distribuição. A consultoria sugeriu a implementação do sistema de gestão Protheus no CT para auxiliar nas obrigações fiscais, mas até o momento da instalação, os procedimentos para emissão de notas fiscais pendentes não foram seguidos corretamente.
Esses problemas documentais foram uma das razões para que o Conselho de Orientação recomendasse a reprovação das contas do Corinthians de 2024, associado ao primeiro ano da gestão de Augusto Melo. O relatório enviado menciona que documentação comprobatória das notas fiscais referentes à FISIA Comércio de Produtos Esportivos S/A, representante da Nike no Brasil, foi solicitada, mas não apresentada até a votação no Conselho Deliberativo.
Recentemente, um dos jogadores, conhecido como Bidon, comentou sobre as expectativas da partida do próximo sábado pelo Campeonato Brasileiro, indicando que a equipe está focada e animada para o desafio.
??? Fala, Bidon!
O camisa 2??7?? comentou a expectativa para a partida deste sábado, pelo Brasileirão. ???
Assista completo na Corinthians TV ???? https://t.co/zAUz61Ng9e #VaiCorinthians pic.twitter.com/A2loGB0XVl
— Corinthians (@Corinthians) October 24, 2025



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